As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O Dalai Lama sera salvo?



https://youtu.be/NuunN25oojA

Você viu meu vídeo "O caminho" e sua dúvida é se o Dalai Lama será salvo. Sim, o Dalai Lama será salvo, desde que creia em Jesus como seu Salvador. Embora apenas Deus conheça o coração do homem, ao que tudo indica o Dalai Lama ainda não creu no Salvador, e isto se deduz de sua permanência na religião budista tibetana (uma das muitas correntes do budismo).

Não é simples analisar o budismo, pois assim como aconteceu com o cristianismo, o budismo descambou em tantas crendices e diferentes formas de idolatria que hoje qualquer ocidental menos avisado poderá achar uma maravilha seguir sua versão diluída e adaptada ao gosto ocidental.

Além disso, hoje é "in" dizer que é budista, graças aos livros como "Comer, Rezar e Amar", que servem uma salada de budismo, hinduísmo e outros ismos. Ai daquele que ousar dizer que as celebridades que adotam tais crenças estão erradas. Por outro lado, é "out" dizer que é cristão ou "crente", graças aos mercadores da fé que vendem suas soluções milagrosas no rádio e TV.

Basicamente há duas correntes maiores no budismo, uma mais antiga e tradicional, e uma moderna e liberal. É preciso lembrar também que o budismo se misturou ao hinduísmo em alguns países.

Cristãos que "namoram" o budismo do Dalai Lama realmente não conhecem a Bíblia ou o cristianismo bíblico. Talvez você não saiba, mas nos anos 70 eu peregrinei pelas crenças espiritualistas. Antes de minha conversão a Cristo, quando andava metido em espiritualismo, o budismo estava em minha prateleira de energéticos religiosos. Ele ficava ao lado de outras drogas (no sentido medicinal) como hinduísmo, espiritismo, teosofia, xintoísmo etc.

Sidarta Gautama (o Buda) estava entre os ídolos que eu prezava, um nível acima de John Lennon ("Imagine") e ao lado de outros "espíritos elevados", como Madame Blavatsky, Carlos Castañeda, Sri Aurobindo, Alan Kardek, Swami Prabhupada, Krishnamurti, Masaharu Taniguchi, George Ohsawa, Ellen G. White, Michel Quoist, Erich von Däniken, Pietro Ubaldi, Saint Germain, Huberto Rohden, Khalil Gibran, Hermógenes, Louis Pawels, Jaques Bergier, Lobsang Rampa, Tomio Kikuchi, J. J. Benitez, Lao-Tzu, Rudolf Steiner e outros. Nessa época eu tinha Jesus na mesma prateleira dos "espíritos elevados" ou "evoluídos", antes de transferi-lo para Seu lugar de Senhor em meu coração.

Na época eu lia religiosamente (é até gozado falar "religiosamente") todos os exemplares da revista "Planeta", comia só macrobiótica e me fantasiava de humilde, vestido num camisão feito de pano de saco de farinha, jeans surradas e sandálias monásticas. Uma bolsa de lona com um pão integral dentro completava minha santa, piedosa e desprendida aparência.

Quando me converti (em 1978) dei uma verdadeira cambalhota e entendi a grande diferença entre o verdadeiro cristianismo bíblico e aquela bobagem toda que me fez vagar no limbo da incerteza por alguns anos. Tinha uma biblioteca considerável desses autores, mas minha conversão não apenas me tornou uma nova criatura em Cristo Jesus, como também deu aos livros um novo destino. Como na época a reciclagem ainda não era moda, hoje eles ocupam um estrato profundo do solo de algum lixão no Guarujá, onde morava quando me converti.

Mas vamos aos fatos: o budismo é totalmente incompatível com o cristianismo por negar justamente sua essência: DEUS. Apesar de você encontrar similaridades, como o amor e respeito ao próximo, na essência as duas coisas não têm nada em comum. Não existe Deus no budismo. Alguém poderá contestar talvez por estar seguindo uma corrente moderninha da crença, mas se pesquisar a fundo irá ver que é isso mesmo.

Além disso, o budismo tradicional não inclui coisas como fé, adoração, oração, louvor, perdão de pecados e outras coisas tão comuns a uma civilização judaico-cristã. Obviamente, como eu já disse, o budismo original descambou em inúmeras crenças e hoje você encontra até divindades budistas e o próprio Sidarta Gautama sendo considerado um deus onisciente por alguns de seus seguidores.

Por outro lado, toda a fé cristã está concentrada na crença básica de que existe um Deus Criador e pessoal, isto é, capaz de interagir com os seres humanos. O budismo não tem nada a ver com Deus, portanto qualquer pessoa que diz crer em Deus não é budista, e vice-versa. Este é um grande problema nos países orientais, principalmente em momentos trágicos como o do tsunami no Japão.

Qualquer ocidental, criado numa cultura judaico-cristã, que se visse livre da tragédia poderia dizer "graças a Deus"; se tivesse perdido tudo e todos, poderia clamar "meu Deus, me ajude!; se tivesse esperança de recomeçar, poderia dizer "Se Deus quiser... com a ajuda de Deus...". É assim que fazemos, nem tanto por fé pessoal, mas até por bagagem cultural. Mas já é um conforto.

Agora pense em um japonês budista e no quanto ele está sozinho nessa hora. É claro que estou falando do budismo original, e não da versão tibetana do Dalai Lama ou "lamaísmo", que é cheia de divindades, espíritos, ídolos e pequenos deuses. Basta ler um pouco sobre aqueles monastérios tibetanos para ver o quanto estão imersos em superstição e demonismo.

Há muitas outras diferenças. O budismo crê na reencarnação, a Bíblia diz que "aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo" Hb 9:27.

O budismo acredita no carma, que mal traduzido seria uma ideia de pecados, e que é possível desfazer-se deles por meio de muitas reencarnações e pelo esforço individual. No cristianismo o homem é pecador e não há nada que ele próprio possa fazer para se livrar desse estigma. Assim como a justiça humana demanda uma pena ou juízo para o infrator, a justiça divina é mais que perfeita neste sentido. Ninguém escapa do juízo de Deus, a menos que o próprio Deus forneça um réu substituto, que foi exatamente o que fez ao enviar o Seu Filho para pagar o preço devido pelo pecador. Jesus sofreu, na cruz, o juízo divino contra o pecado. Para entender melhor como Deus pode ser justo e misericordioso ao mesmo tempo, sugiro que leia o texto "Um Deus Justo e Salvador" por J. N. Darby.

Rom 5:18-19 Pois assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação, assim também por um só ato de justiça veio a graça sobre todos os homens para justificação de vida. Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos.

Porque Jesus morreu para cumprir as exigências da justiça divina, agora Deus oferece o perdão completo (tipo anistia ampla, geral e irrestrita), mas apenas àqueles que aceitam o Filho de Deus como Salvador e sua morte na cruz como a obra consumada ou acabada (ou suficiente) para atender as demandas de Deus. Isso inclui o Dalai Lama, se ele crer. Aquele que crê recebe o perdão completo, e aí vem um detalhe importante.

O cristianismo prega a graça, que é o favor imerecido (independente de nossas obras) que Deus disponibiliza para os que creem. Deus perdoa o pecador. No entanto, as crenças reencarnacionistas falam muito de perdoar o próximo, porém eliminam qualquer ideia de que Deus, o principal ofendido, possa perdoar alguém (isso quando creem na existência de Deus). Isso cria uma situação constrangedora para os reencarnacionistas, que transformam Deus em algo menor que os homens. O homem, apesar de todas as suas imperfeições, seria capaz de perdoar. Deus não.

A meta do budista é alcançar o Nirnava, que é mais um estado ou condição do que um lugar específico. Seria a condição ideal, quando o budista que fez a lição de casa durante uma infinidade de reencarnações se veria livre do ciclo de reencarnações para desfrutar de um estado de descanso completo.

A Bíblia ensina que depois da morte vem o juízo, a menos que se creia em Jesus para ser salvo. Antes que me pergunte se antes de Cristo também existiam pessoas que morreram crendo em Jesus, a resposta é sim. Elas morreram crendo que Deus iria prover um sacrifício eficaz para salvá-las, nós hoje cremos que Deus já proveu. Aqueles morreram crendo no Cordeiro de Deus, sem saber quem seria. Nós temos o privilégio de saber.

A Bíblia ensina que depois virá a ressurreição, indo os ressuscitados salvos para a presença de Deus eternamente, e os condenados para o fogo eterno, um lugar de terrível solidão em meio às trevas (esqueça aqueles infernos de gibi, com um monte de gente conversando e um diabo sentado num trono).

Outro detalhe importante é que no Nirvana não existe a individualidade, enquanto a Bíblia ensina que as pessoas que estiverem no novo céu, na nova terra ou no lago de fogo (os lugares do estado eterno segundo a Bíblia) continuarão existindo como indivíduos. E mesmo antes que esse estado eterno seja estabelecido, ninguém volta ao mundo com uma identidade diferente (como acreditam os reencarnacionistas). Embora não se trate de uma suposta reencarnação, no monte da transfiguração os discípulos viram Moisés e Elias, os mesmos do Antigo Testamento, com suas identidades preservadas séculos depois de terem partido deste mundo.

Creio que não precisaremos nos aprofundar mais no budismo para sabermos que nada tem a ver com o cristianismo. Eu não preciso beber um litro de vinagre para saber que é vinagre. Basta ler o rótulo, e o rótulo do budismo deixa claro que sua essência, ingredientes e objetivos são completamente diferentes do que a Bíblia ensina. Aliás, são completamente antagônicos.

Quando nos deparamos com versículos da Bíblia que falam da exclusividade da salvação em Cristo, isso parece dar uma bofetada em nossa mente politicamente correta, a qual prevê a inclusão e a aceitação de todas as crenças. Mas isso é o mesmo que alguém dizer que todos os resultados são válidos para o prêmio da loteria. Não são. Quando uma coisa é certa, a outra é errada.

Alegar que todas as religiões levam a Deus é, antes de tudo, uma alegação soberba. Quem pode dizer que conhece todas as religiões para alegar tal coisa? E se todas as religiões levassem a Deus, não seria este também um caminho exclusivista? Quero dizer, se a pessoa não estivesse em uma dessas "todas religiões" ela estaria excluída.

O que diz a Bíblia? Que só em Jesus há salvação, quer a gente goste, quer não. Se o Dalai Lama crer que é um pecador necessitado de salvação, e que não há nada que ele possa fazer para mudar isso, a menos que creia que Jesus veio pagar por seus pecados, então ele será salvo. Mas aí ele automaticamente irá refutar sua crença no budismo e precisará passar uma borracha em muito do que escreveu. E, o que é pior, ele precisará abrir mão de ser o Dalai Lama! O título é algo com um "Sumo Pontífice", algo inconcebível no cristianismo que já tem o seu "Sumo Pastor" ou "Sumo Sacerdote": Jesus.

Veja algumas passagens que falam do "exclusivismo" de Jesus como único Caminho:

Mat 7:26-27 E aquele que ouve estas minhas palavras, e não as cumpre, compara-lo-ei ao homem insensato, que edificou a sua casa sobre a areia; E desceu a chuva, e correram rios, e assopraram ventos, e combateram aquela casa, e caiu, e foi grande a sua queda.

Joã 5:22-24 E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo; Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou. Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.

Joã 8:12 Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida.

Joã 14:6-7 Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto.

Ats 4:12 E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.

1Tm 2:5-6 Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo.

1Tm 4:10 Porque para isto trabalhamos e lutamos, pois esperamos no Deus vivo, que é o Salvador de todos os homens, principalmente dos fiéis.

Col 1:19-22 Porque foi do agrado do Pai que toda a plenitude nele habitasse, E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou No corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis,

Se todos os caminhos levassem a Deus, não haveria necessidade de Paulo exortar as pessoas a se converterem ao Deus vivo, como fez nesta ocasião:

Ats 14:15 E dizendo: Senhores, por que fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões, e vos anunciamos que vos convertais dessas vaidades ao Deus vivo, que fez o céu, e a terra, o mar, e tudo quanto há neles;

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