As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devemos celebrar dias santos?



https://youtu.be/-noHbp32ysU

Quando publiquei numa rede social um texto de J. N. Darby, esclarecendo que "é uma injúria chamar a Cristo de 'Rei da Igreja'", como faz o presbiterianismo e outras instituições religiosas, um presbiteriano correu defender sua denominação. Para ele parecia não fazer diferença se a frase tinha ou não fundamento bíblico, pois se a tradição de sua denominação ensinava assim ninguém deveria contestar. O correto seria imitar os varões de Beréia, que "eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim." At 17:11.

Quando em outra postagem me queixei do barulho dos rojões, sem falar de religião e achando que fosse alguma carreata de concessionária de veículos anunciando promoções, recebi uma resposta irada de uma católica que julgou erroneamente que eu estaria criticando o dia de Santa Rita de Cássia. Preocupado com essa ofensa não intencional, fui conferir e descobri que já tinha se passado uma semana desde o tal "dia santo". Mas mesmo que fosse, como eu iria saber? Levo a sério a admoestação da Palavra de Deus para não guardarmos "dias, e meses, e anos" (Gl 4:10).

Reações como estas não são novidade, e infelizmente muitos cristãos defendem com unhas e dentes as instituições religiosas e seus costumes e tradições, sem perceberem que foi exatamente essa a atitude dos judeus que condenaram o Senhor Jesus. Assim que Jesus nasceu, "alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém" (Mt 2:3), pois se ele fosse realmente o "Rei dos Judeus" aquilo iria mexer com suas instituições. O Rei consultou os sacerdotes e escribas para ver se haveria algum Rei de Israel que nasceria em Belém, e eles mostraram a resposta na profecia de Miqueias:

"E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel." (Mt 2:6).

O leitor atento irá perceber que até mesmo os escribas e sacerdotes usaram as escrituras de forma malandra. Omitiram a parte da profecia que mostra que seria inútil se opor àquele nascido em Belém, pois ele não era ninguém menos que o próprio Filho Eterno de Deus vindo em carne. A continuação do que Miqueias declarou em sua profecia original era: "...e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." (Mq 5:2).

Que a guarda de dias, e especialmente para honrar homens, não tem fundamento na doutrina dos apóstolos, é fácil de perceber. Quando o centurião Cornélio prostrou-se aos pés de Pedro foi por este repreendido: "Levanta-te, que eu também sou homem." (At 10:26). João, impressionado pela presença de um anjo, fez o mesmo e igualmente recebeu uma bronca: "Olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." (Ap 22:9).

Alguns cristãos veneram pessoas como Pedro, Paulo, João, Maria, Tiago e tantos outros personagens bíblicos, por ignorância ou tradição, mas estes nunca teriam aceitado a adoração, louvor ou exaltação feita por outros cristãos. Certamente eles não iriam querer morrer comidos por vermes por aceitarem a veneração feita por homens. Foi isso que aconteceu quando "em dia designado, Herodes, vestido de trajo real, assentado no trono, dirigiu-lhes a palavra; e o povo clamava: É voz de um deus, e não de homem! No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou." (At 12:21-23).

Não foram poucas as vezes que o Senhor repreendeu os judeus por exaltarem a homens, uma prática não restrita ao catolicismo, mas também encontrada no protestantismo com seus dignatários chegando a usar títulos como "Reverendo", o qual nas Escrituras só é dado a Deus, e até nomes de pessoas para suas "igrejas" como "Luterana" ou "Wesleyana". Quanto ao uso de fogos de artifício em comemorações religiosas, o catolicismo emprestou o costume dos pagãos chineses que, a partir do século 12, passaram a utilizá-los para espantar os maus espíritos. No meu caso rojões só servem para espantar o bom humor, meu e dos cachorros da vizinhança.

Assim como fizeram os judeus dos tempos de Jesus, infelizmente muitos cristãos hoje estão mais comprometidos com suas instituições, costumes e superstições do que com a Verdade das escrituras. Por isso simplesmente contra-atacam qualquer um que coloque em risco essas instituições e tradições criadas por homens, as quais acabarão se unindo no final na forma de uma Grande Meretriz ávida por montar a besta da autoridade civil após o arrebatamento da Igreja, só para ser vergonhosamente desmontada e devorada pela mesma besta um pouco antes de Cristo voltar para reinar. (leia Apocalipse caps. 17 e 18).

Sabendo que essas coisas irão terminar, o cristão jamais deveria estar compromissado com nomes de instituições religiosas, sejam elas grandes ou pequenas, ou com os costumes criados pelos homens. Sua ocupação deveria ser somente com o nome do Senhor e sua Palavra, ainda que isso seja visto como algo pequeno e desprezível aos olhos do mundo. E realmente é, mas o que o Senhor pensa é o que importa.

"Conheço as tuas obras — eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar — que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome." (Ap 3:8)

"Porque o que entre os homens é elevado, perante Deus é abominação" (Lc 16:15)

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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