As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que você não gostou do livro de C. S. Lewis inteiro?



https://youtu.be/UuL2VfRsKUk

Transcrevendo textualmente sua dúvida: "Fiquei curioso com a afirmação abaixo, que você faz sobre o livro “Cristianismo Puro e Simples”: 'A segunda parte do livro eu não sugiro porque é mesclada de crenças e práticas anglicanas, que foi a religião à qual ele se uniu após sua conversão a Cristo.' Gosto muito de seus pontos de vista. Você poderia dar mais detalhes da razão pela qual discorda da segunda parte do livro?"

Considerando que li o livro em 1985 e já não tenho mais o volume, tentei achar no que tenho em inglês e tive dificuldade. Então procurei na Web e encontrei o livro traduzido e achei o texto ao qual me referi, que é basicamente doutrina anglicana (não muito diferente da católica) que atribui poderes especiais ao batismo e à ceia:

"Há três coisas que infundem a vida de Cristo em nós: o batismo, a fé e essa ação misteriosa que os cristãos chamam por vários nomes — a Santa Ceia, a Eucaristia, a Ceia do Senhor. São esses três, pelo menos, os métodos mais comuns, o que não quer dizer que não haja casos especiais em que essa vida nos possa ser dada na ausência de um ou mais deles." pág. 23

"Gostaria de deixar bem claro que, quando os cristãos dizem que a vida de Cristo está dentro deles, não se referem simplesmente a algo mental ou moral. Quando dizem que "estão em Cristo" ou que o Cristo "está neles", não é uma mera maneira de dizer que estão pensando em Cristo ou tentando imitá-lo. Querem dizer que Cristo opera de fato através deles; que a massa dos cristãos é o organismo físico pelo qual Cristo age — que nós somos seus dedos e músculos, as células de seu corpo. E talvez isso explique algumas coisas. Explica por que essa nova vida nos é infundida não apenas mediante atos puramente mentais, como a fé, mas também mediante atos corporais, como o batismo e a Santa Ceia. Não se trata simplesmente da difusão de uma idéia; antes, é como a evolução — um fato biológico ou superbiológico. Não vale a pena tentar ser mais espiritual do que o próprio Deus, que nunca teve a intenção de que fôssemos criaturas puramente espirituais. Esse é o motivo pelo qual se vale de meios materiais como o pão e o vinho para infundir em nós essa nova vida." pág. 27

Quando me referi à "segunda parte do livro" estava pensando nessas passagens, pois não me lembrava direito como o livro era dividido. Agora vejo que isso está no "Livro II - No que acreditam os cristãos". A parte que realmente gostei foi o "Livro I" (o volume todo é composto de diferentes textos), porque é onde ele destrói o raciocínio ateísta praticamente sem falar de Deus. (há menos de dez menções a "Deus" e mesmo assim só no final do "Livro I". Quanto ao assunto acima, creio que o batismo e a ceia são atos simbólicos, como eram os sacrifícios do Antigo Testamento, que nunca podiam tirar pecados, mas apontavam para o verdadeiro sacrifício que viria depois. A ceia é a recordação ou memorial desse sacrifício, agora passado. O batismo pode ser entendido nestes links:

http://www.respondi.com.br/2005/05/o-que-significa-o-batismo.html
http://www.respondi.com.br/2009/01/quem-pode-batizar-uma-pessoa.html
http://www.respondi.com.br/2007/10/so-posso-ser-batizado-se-estiver.html

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