As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A besta e o anticristo são pessoas diferentes?

Para você entender melhor (mesmo porque Apocalipse fala de duas bestas diferentes), decidi traduzir um texto escrito por J. A. Trench (1843 - 1925):

As dúvidas sobre quem são a Besta e o Falso Profeta podem exigir uma visão mais ampla do escopo da profecia, a fim de tornar a resposta compreensível dentro dos limites deste texto.


Repare que há duas bestas em Apocalipse 13. A primeira, identificada por suas sete cabeças relacionadas às formas passadas do Império Romano, deve sua última forma ao poder satânico (Ap 13:2). Uma das cabeças, sem dúvida a cabeça imperial, foi ferida de morte, mas ao sobreviver como forma de governo no final faz com que todo o mundo se maravilhe com a besta. Ela é, em outras palavras, o Império Romano satanicamente revivido, o qual ainda verá. Trata-se da continuidade da última metade da septuagésima semana de Daniel, descrita como "um tempo, tempo e metade de um tempo", ou quarenta e dois meses, como aparece aqui, ou 1260 dias (Ap 11:3; Ap 12:6), ou seja, os últimos três anos e meio antes da vinda do Senhor para estabelecer o Seu reino. O caráter desse poder é blasfemo, e especialmente maligno em relação a Deus e aos santos celestiais. Tudo isso ocorre na terra - com uma classe de pessoas característica do relato de Apocalipse que, tendo um dia sido apresentada ao chamado celestial, preferiu a terra e adorar a Besta. A saber, todos aqueles cujos nomes não estavam escritos desde a fundação do mundo no livro da vida do Cordeiro que foi morto (que é como a expressão deve ser lida).


Em Ap 13:11 temos a segunda besta com chifres como de cordeiro, uma imitação de Cristo (como Ele aparece em em Ap 5:6), mas esta tem dois chifres ao invés de sete, e sua boca revela sua origem satânica. ele engana os habitantes da terra fazendo grandes maravilhas e tem poder para fazê-las na presença da primeira besta. Este é o Homem de Pecado, o ímpio de 2 Tessalonicenses 2, que atua sob os auspícios do poder Romano no Ocidente, levando todos a adorarem sua imagem em meio à dor e morte; enquanto no Oriente ele revela o seu verdadeiro caráter como o Anticristo, se exaltando e se opondo contra tudo o que está relacionado a Deus, se colocando como objeto de adoração no Templo de Deus que terá sido reconstruído em Jerusalém.


Temos esta trindade satânica do mal em Apocalipse 16:13, onde os espíritos imundos saem da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta. Apocalipse 19:20 nos mostra o fim destes dois últimos, que lideram a última grande confederação de nações contra Cristo e contra os santos que descem com Ele dos céus. A besta e o falso profeta são lançados no lago de fogo.


Se a identificação da segunda besta com o homem de pecado for correta (e eu tenho certeza disso), 2 Tessalonicenses 2 demonstra que antes de sua manifestação deve ocorrer a vinda do Senhor Jesus e nossa reunião com Ele. Por enquanto, os poderes que existem foram ordenados por Deus e colocam limites contra a total disseminação da iniquidade a ser encabeçada pelo iníquo. Isso será então removido. "Agora, vós sabeis o que o detém", no versículo 6, e, além disso, "há UM que, agora, resiste até que do meio seja tirado", a saber, o Espírito Santo na Igreja, antes que seja manifestado o homem de pecado.


No estudo de Apocalipse é importante atentar para a divisão do livro em três partes que nos é dada em Apocalipse 1:19: "as coisas que tens visto", a saber, a forma como o Senhor Se apresenta a João no capítulo 1; depois "as que são", a saber, a presente época enquanto a Igreja permanecer na terra como vemos nos capítulos 2 e 3 de Apocalipse e, finalmente, "as que depois destas hão de acontecer", que vai de Apocalipse 4 em diante, quando não haverá mais a Igreja aqui. Como costuma acontecer na profecia, pode haver um cumprimento parcial do que é revelado antes que tudo se cumpra no final. Tudo o que vem depois de Apocalipse 3 aguarda para ser totalmente cumprido depois que a história da Igreja e sua existência na terra tenha terminado. [ J. A. Trench - Article 54 of 55 from 'Truth for Believers' Volume 2 ]

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