As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Um cristão pode ser soldado ou policial?



https://youtu.be/b26Wm7axv58

Sua dúvida é sobre como conciliar a ordem de Jesus para não matarmos com um cristão que exerça a profissão de policial e seja obrigado a matar para se defender ou defender outra pessoa. É preciso entender que a autoridade é instituída por Deus há muito tempo, e isso porque existe um governo de Deus sobre este mundo. Mesmo sabendo que o mundo jaz no maligno, Deus está no controle de tudo, e as autoridades instituídas estão agindo na esfera que Deus deu a elas. O mesmo acontece com soldados de um exército em guerra.

Veja que na Lei dada por intermédio de Moisés Deus ordenava "Não matarás", mas ao mesmo tempo dava ordens para executar os inimigos de Seu povo. Então é preciso entender este "Não matarás".

A noção de autoridade humana começa em Gênesis 9 quando Deus dá ao homem a autoridade de matar como forma de exercer juízo. Essa autoridade é confirmada no NT em Romanos 13 e essa é a dificuldade de muitas pessoas não entenderem que a pena de morte, por exemplo, ou a morte na guerra, foram coisas autorizadas por Deus em Gênesis 9 e nunca revogadas.

Hoje quando um país elimina a pena de morte ele está indo contra a ordem que Deus estabeleceu no princípio. Mas, mesmo no Brasil, onde não há a pena de morte, os policiais matam bandidos em confronto e não são considerados homicidas por isso, demonstrando que a pena de morte existe em certas circunstâncias.

Obviamente hoje o cristão, por ser um cidadão do céu, talvez não se sinta bem em estar na posição de um algoz, embora existam muitos cristãos que ocupem postos de soldados e policiais onde eventualmente terão de matar como forma de proteger a si mesmo ou outras pessoas.

É difícil admirar o trabalho de um soldado na guerra, de um policial na luta contra o crime, ou de um carcereiro em trancafiar pessoas, mas eles são instrumentos da justiça humana (e, por tabela, divina). É ingenuidade você pensar em um mundo sem autoridades superiores e com poder de vida e morte sobre aqueles que desobedecem as leis (leia de novo Romanos 13).

Resumindo, Deus autoriza matar quando o assunto é exercer autoridade contra o crime ou em caso de guerra. Mas mesmo assim, um policial ou soldado cristão deve buscar a orientação de Deus de como agir. Veja o caso dos alemães durante a 2a. Guerra. Obviamente eles estavam sob uma autoridade superior, mas essa autoridade ordenava que matassem judeus e ciganos inocentes, não por terem praticado algum crime, mas simplesmente por serem de outras etnias. Neste caso um cristão devia obedecer primeiro a Deus do que aos homens. Não deveria se sujeitar às ordens de Hitler, embora isso provavelmente lhe custasse a própria vida.

1Co 7:20-23 "Cada um fique na vocação em que foi chamado. "Foste chamado sendo servo? não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião. Porque o que é chamado pelo Senhor, sendo servo, é liberto do Senhor; e da mesma maneira também o que é chamado sendo livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens".

Sugestão de leitura:
O cristão pode andar armado?

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