As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Um crente que se suicida perde a salvação?



https://youtu.be/9nF2vlsPqvw

Você disse que sua amiga era crente e se suicidou, daí a dúvida do que pode ter acontecido com ela após a morte. Antes de mais nada é importante lembrar que uma pessoa QUE TEM a vida eterna nunca a perderá, ou não seria eterna. É uma dádiva de Deus, não uma conquista nossa. E as dádivas e a vocação de Deus são irrevogáveis (ele não tira). E nós não conseguimos perde-la, caso contrário seriamos mais fortes que Deus, de cuja mão NINGUÉM consegue arrebatar uma ovelha.

Todavia o conceito do que é "um crente" ou uma pessoa que crê no Senhor Jesus está alterado. Hoje qualquer um que se filia a uma igreja é considerado crente. Basta levantar a mão ou ir à frente, dar o nome, fazer uma profissão de fé ou ser batizado, dependendo do lugar. Mas o conceito bíblico continua inalterado: Se alguém não nascer da água (a Palavra de Deus) e do Espírito (Santo) não terá vida eterna.

Não sei se sua amiga creu realmente ou se era apenas membro de alguma denominação evangélica, e não sei quanto tempo levou para ela morrer e nem o que se passou entre ela e Deus nesse momento. A Bíblia não fala de suicídio, mas fala de homicídio, o que é a mesma coisa.

Lembro-me do caso de um irmão jovem que foi procurar um idoso e perguntou se um crente que se suicidasse perderia a salvação. A resposta do idoso foi 1 João 3:15: "Nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele." Por três vezes o jovem perguntou e o idoso não disse nada além do versículo, deixando o jovem até irritado. Não usou de argumentos, de lógica, de raciocínio, apenas da Palavra de Deus.

Anos depois o jovem encontrou o ancião e confessou: "Lembra-se daquela ocasião quando perguntei isso e aquilo? Eu ia me suicidar. Qualquer explicação sua eu teria discordado, mas não conseguia deixar de ter o versículo ecoando em minha consciência".

Portanto, o melhor mesmo é você deixar o caso de sua amiga com Deus. Ele sabe onde ela está; nem eu nem você sabemos o que aconteceu nos seus últimos segundos de vida. Mas tenhamos firmes para nós mesmos "que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele".

Quando o assunto é suicídio, é sempre bom lembrar o exemplo de Jó. Ele perdeu tudo o que tinha e, como se isso não bastasse, foi acometido de uma terrível enfermidade que o fazia sofrer terrivelmente, enquanto raspava as feridas de sua pele com um caco de cerâmica.

Jó 2:8 E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza.
Jó 2:9 Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre.
Jó 2:10 Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios.

A princípio sua mulher sugere que ele morra, provavelmente pensando que ele devia tirar a própria vida, mas ele refuta tal idéia. Mesmo assim, será que em algum momento Jó desejou morrer? Sim.

Jó 14:13 Tomara que me escondesses na sepultura, e me ocultasses até que a tua ira se desviasse, e me pusesses um limite, e te lembrasses de mim!

Muitos profetas e santos do Antigo e Novo Testamentos desejaram a morte e alguns chegam a pedir isso a Deus. Mas a grande diferença é que nenhum deles falou em se matar, pois sabiam que só Deus tem direito sobre a vida.

Veja mais em "Cometer suicídio não seria uma solução?"

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