As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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As promessas feitas a Israel agora sao para a Igreja?



https://youtu.be/d__vCA_eaiI

Depois de publicar "Que livro ler para entender a diferenca entre Israel, Igreja e gentios?" lembrei-me de um episódio que ocorreu em 2011, quando participava de uma conferência de irmãos congregados somente ao nome do Senhor nos EUA. Encontrei-me com um irmão que conheço há muitos anos e ele me contou de sua visita a um museu do Holocausto em Israel, onde existe uma lista das pessoas que ajudaram a salvar judeus durante a 2a. Guerra Mundial. Ele ficou surpreso ao encontrar lá o nome de John Nelson Darby, que obviamente viveu bem antes da 2a. Guerra.

O guia do museu explicou que sua influência entre os cristãos do sul da França foi tão grande que milhares de judeus (cerca de 4 mil em uma comunidade de apenas 24 mil habitantes) foram escondidos nas casas e fazendas de irmãos que acreditavam ser Israel o povo escolhido por Deus e rejeitavam a "Teologia da Substituição" professada pela maioria das denominações católicas e protestantes. Essa teologia diz que as promessas de Deus para Israel ficaram sendo para a Igreja e, portanto, no futuro não existe um lugar na terra prometido para Israel. Tal lugar seria da Igreja.

Pesquisei por [ "Darby" + "Le Chambon" ] e descobri que existe muito material sobre o assunto. Um dos textos em http://www.cwi.org.uk/library/articles/HAING.html diz:

"Quando as igrejas de toda a Europa cederam ao Nazismo e passaram a cooperar com a 'Solução Final', na vila de Le Chambon-sur-Lignon ao sudeste de Vichy, França, havia uma comunidade de religiosos protestantes que rejeitavam a Teologia da Substituição, acreditando que os judeus eram o povo escolhido de Deus. Em meio ao genocídio, a teologia dos 'Irmãos de Plymouth' fez com que famílias cristãs recebessem o povo judeu" (do livro "Standing with Israel", David Brog, pg. 134). 

"De acordo com Mordecai Paldiel de Yad Vashem, os 'atos de justiça' dos aldeões 'darbytas' de Le Cambon-sur-Lignon foram provavelmente o caso mais conhecido de caridade cristã na história do holocausto. Conforme W. Graham Scroogie definiu de forma memorável, 'A Bíbia não tem nada a ver com verdade abstrata'. Creio sinceramente na importância da verdade e da pureza de doutrina. Não sou um mebro dos 'Irmãos' e nem sou um 'Dispensacionalista' e nem - usando a definição de Paul Wilkinson* - um 'Cristão Sionista'. Todavia, se formos julgar a pureza das doutrinas por seus resultados práticos, a teologia de Darby faz infinitamente mais sentido do que muitos de seus teologicamente sofisticados e esnobes detratores"

(*Livro citado: "For Zion's Sake: Christian Zionism and the Role of John Nelson Darby", Paul Richard Wilkinson)

Outro texto em http://peebs.net/forums/the-library/those-were-the-daysle-temps-des-fleurs menciona uma porção do livro "Lest Innocent Blood Be Shed: The Story of the Village of Le Chambon and How Goodness Happened There" de Philip Hallie (Observação: O autor do livro usa a expressão "darbysta", com a qual os irmãos congregados ao nome do Senhor não concordam):

"O modo como um 'darbysta' recebeu uma mulher judia em sua casa revela o modo como a Bíblia funcionava no meio deles: Certa vez, no início da ocupação, uma refugiada alemã judia chegou a uma fazenda de 'darbystas' querendo comprar ovos no 'mercado negro' que existia nas fazendas mais remotas por causa do racionamento. Ela foi convidada a entrar na cozinha e, em voz baixa, a mulher que a convidou a entrar perguntou, com os olhos brilhando de interesse: 'Você... você é judia?".

A mulher, que já havia sido torturada por ser judia, deu um passo atrás, trêmula, e ficou ainda mais apavorada quando a outra subiu correndo as escadas chamando: 'Marido, filhos, venham, desçam!". Mas o pavor da mulher judia desapareceu quando a outra acrescentou, à medida que a família descia: "Vejam, vejam, família! Temos em nossa casa uma representante do Povo Escolhido!". A mulher 'darbysta' enxergava a estranha perseguida em sua casa com uma perspectiva totalmente diferente daquela do governo de Vichy. A ajuda que ela não foi no sentido de se opor ao governo, mas de obedecer a uma autoridade superior".

Crianças judias protegidas dos nazistas pelos cristãos de  Le Chambon-sur-Lignon


por Mario Persona

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