As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Os 144 mil de Apocalipse sao a Igreja?



https://youtu.be/dXmiP_tgooc

Não, os 144 mil não são cristãos membros do corpo de Cristo (Igreja), mas israelitas convertidos e salvos no início da tribulação. O número em si pode ser literal ou simbólico, mas a categoria à qual eles pertencem não é simbólica: são israelitas. Naquele momento que se sucede ao arrebatamento da Igreja (cuja história na terra termina no capítulo 3), eles estão na terra e são selados provavelmente como sinal de proteção de Deus para serem guardados durante os 7 anos e principalmente na segunda metade, a grande tribulação.

Está muito claro que são judeus porque é dado o nome de cada tribo, e os que fazem parte da igreja não são judeus, mas Igreja de Deus, que é a designação que vigora hoje em contraste com judeus e gentios:

1Co_10:32 Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.

Na lista das tribos estão faltando Dã e Efraim, talvez por terem sido as tribos mais associadas à idolatria no Antigo Testamento. Aparentemente foi a tribo de Dã a primeira a estabelecer um culto a um ídolo já na terra prometida em Jz 18:30-31.

A tribo de Dã não é mencionada também em 1 Cr 2:3 e 8:40. Provavelmente o anticristo virá da tribo de Dã. Na profecia de Jacó (Israel) Dã aparece como alguém que iria julgar o povo de Deus, porém no caráter de uma serpente que induz o homem a pecar, como faz Satanás, ou quer destruí-lo. Além disso, logo após tal profecia vem uma espécie de brado de angústia, como se o Israel assim oprimido buscasse por libertação:

Gên 49:16-17 Dã julgará o seu povo, como uma das tribos de Israel. Dã será serpente junto ao caminho, uma víbora junto à vereda, que morde os calcanhares do cavalo, e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
Gên 49:18 A tua salvação espero, ó SENHOR!

De Efraim Oséias profetiza que deveria ficar sozinho por estar entregue à idolatria: Osé 4:17 Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o.

No lugar das tribos de Dã e Efraim aparecem Levi e José. Mas que não se trata de gentios, e sim judeus, fica mais claro ainda quando nos versículos seguintes são mencionados gentios:

Apo 7:9-10  Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; E clamavam com grande voz, dizendo: Salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro.

A Teologia do Pacto e a Teologia da Substituição, que acreditam que a Igreja seja a sucessora de Israel inclusive para desfrutar das promessas na terra feitas pelos profetas do Antigo Testamento, têm dificuldades em explicar a distinção que é feita claramente no livro de Apocalipse entre Igreja, Israel e Nações, colocando situações bem específicas para cada um desses grupos de pessoas.

A própria profecia do Senhor em Mateus 24, que fala da Grande Tribulação, não faz sentido a menos que seja lida em um contexto judaico. Que sentido faria o Senhor dizer para os que estiverem na Judéia que fujam para os montes? O que a Igreja estaria fazendo na Judéia? E por que orar para que sua fuga não ocorra no sábado? Por que estaria a Igreja guardando o sábado e as restrições de distância?

por Mario Persona


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