As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Por que voce nao permite comentarios?



https://youtu.be/JlgfEXzO2eE

A verdade é que permito sim comentários, porque qualquer um pode entrar em contato comigo e comentar algo que eu escrevi ou disse numa gravação ou vídeo. Meu e-mail de contato pode ser encontrado em todos os meus sites e canais, e sempre que alguém me escreve eu procuro responder, embora isso às vezes leve algum tempo em razão do número de mensagens. Só em 2016 foram mais de dez mil emails que recebi com dúvidas, além de perguntas feitas nas redes sociais. A maior parte eu respondo apenas com um link para uma resposta que já existe em algum de meus sites, como "O que respondi", "O Evangelho em 3 Minutos", "Manjar Celestial" etc. Afinal, cabe ao cristão estar "sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós" (1 Pe 3:15).

Alguns alegam ser "falta de democracia" eu manter fechadas as áreas de comentários de meus sites, blogs e canais no Youtube, como se a casa da gente fosse um espaço anárquico onde qualquer um pudesse entrar e pichar as paredes em nome de uma suposta democracia. Algumas reclamações são educadas, outras iradas me chamando de "covarde" dentre outros nomes. Muitos nem mesmo estão interessados em comentar ou perguntar algo, mas apenas em se valer de uma plataforma com milhares de pessoas na audiência para expor suas próprias ideias, divulgar heresias ou fazer propaganda de alguma igreja ou religião.

Diante disso eu fecho a possibilidade de comentários públicos, primeiro porque é impossível evitar que a área de comentários de um blog, site ou canal do Youtube acabe virando uma versão digital de porta de banheiro de rodoviária, com palavrões, xingamentos, insultos, propaganda etc. Para mantê-los eu teria de dedicar todo o meu tempo moderando os comentários e, acredite-me, sei bem o que é isso. Nos primórdios da Internet criei uma das primeiras comunidades de discussões de negócios da Web no Brasil, a Widebiz no milênio passado, pela qual recebi o Prêmio Empreendedor 2000. Então sei bem o trabalho que dá moderar uma comunidade e comentários na Web.

Outra razão de eu limitar comentários é que esta é uma tendência dos maiores sites de mídia. Isto porque muita gente que comenta está apenas querendo ganhar visibilidade para suas ideias às custas do site muito visitado, enquanto outras podem praticar crimes de ofensa moral ou bullying que irão levar o dono do site como co-responsável no caso de um processo por crime. Veja alguns dos sites mais importantes do mundo que já bloquearam sua área de comentários: CNN, Bloomberg, The Verge, The Daily Beas, Motherboard, Recode, Reuters, Popular Science, The Week, Mic, The Verge, USA Today, The Week... e obviamente os sites do Mario Persona. :)

Quem quiser fazer comentários sobre diferentes assuntos, o lugar apropriado para isso hoje são as mídias sociais. Mas mesmo nelas existe a possibilidade de filtrar quem pode ou não comentar, e eu exerço esse direito bloqueando pessoas que tentem publicar em meu mural comentários que sejam inconvenientes e principalmente aqueles que possam depreciar a Pessoa de Cristo, sua divindade e sua obra para salvar o pecador.

Nem todos sabem como se comportar nas redes sociais. No Facebook existem diferentes possibilidades e espaços para interagir. O mural de cada um é sua sala de estar, restrito a convidados e ainda assim configurável para que fique calado quem o dono do mural quiser calar. Como eu tenho no Facebook cerca de cinco mil "amigos", e mais de dezessete mil seguidores, em meu mural só aparecem as minhas postagens e as de quem eu aprovo na filtragem. Também só vejo as postagens daqueles que sigo.

O Facebook permite também criar grupos, que podem ser públicos ou restritos a convidados. Se não quiser ser chato, nunca inscreva pessoas em um grupo que você criou sem antes perguntar se elas querem participar. Perco um bom tempo cancelando inscrições feitas à revelia em grupos de assuntos que nada têm a ver comigo. Mas se você está num grupo aberto é porque o dono abriu o espaço para discussão e ali podem até ocorrer discussões acaloradas, pois participam pessoas que nem sempre têm a mesma opinião, mas devem se comportar segundo as regras daquele grupo.

Agora voltando ao perfil e ao mural de cada um, ele é como sua sala de estar e os convidados são bem vindos como fazemos em nossa casa. O problema é que, mesmo que consiga calar ou controlar as publicações de outros, os comentários podem estar abertos e nem todos comentam em sintonia com aquilo que agrada o dono da casa. Você acha que seria de bom tom você estar vendo um filme em sua sala e eu entrar, pegar o controle e mudar para novela? Certamente eu estaria indo contra todas as regras de educação e boa conduta.

No Facebook não tenho o costume de publicar opiniões no mural de outros, mesmo que às vezes não concorde com o que a pessoa disse. Ali é sua sala de estar e não me sinto na liberdade de invadi-la. Por isso quando alguém faz comentários em minha "sala de estar" que venham a comprometer a Pessoa de Cristo e a fidelidade e inerrância das Escrituras, não me resta alternativa além de pedir à pessoa para sair. Você não faria o mesmo se alguém entrasse em sua sala de estar para colocar em dúvida a idoneidade e fidelidade de seus pais na frente dos convidados?

Nas redes sociais e também em meus sites e vídeos procuro pautar o que escrevo pelas páginas das Escrituras e fico feliz quando alguém me corrige também segundo as Escrituras, mas sem colocar em dúvida suas páginas. Mas se alguém não crê na fonte, como podemos conversar sem essa base comum? Talvez tenhamos uma boa conversa sobre política, economia, esportes, artes etc., mas é impossível conversar sobre Deus sem crer que Deus disse o que disse. Se uma pessoa me xinga ou critica com veemência, me entristeço mas não considero isso grave. Afinal, sou falho como qualquer um e em hipótese nenhuma gostaria que alguém seguisse minha pessoa como alguns seguem gurus religiosos. Mas quando alguém fala mal de meu Senhor ou das Sagradas Escrituras uso logo os recursos de bloqueio do comentarista.

O homem que não crê no que Deus diz nas páginas das Escrituras está tentando fugir do padrão que Deus estabeleceu para estabelecer seu próprio padrão fundamentado em seu intelecto ou talvez até em alguma religião que coloque de lado as Escrituras para se ocupar com supostas revelações fresquinhas saídas da boca e algum pretenso profeta ou profetiza. Isso apenas atesta que Deus está com a razão ao não crer no que o homem diz, quando afirma em sua Palavra: 

"Sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso" (Rm 3:4); "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles." (Is 8:20); "Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do Senhor; que sabedoria, pois, têm eles?" (Jr 8:9); "Não é a minha palavra fogo, diz o Senhor, e martelo que esmiúça a penha? Portanto, eis que eu sou contra esses profetas, diz o Senhor, que furtam as minhas palavras, cada um ao seu companheiro. Eis que eu sou contra esses profetas, diz o Senhor, que pregam a sua própria palavra e afirmam: Ele disse." (Jr 23:29-31).


Um artigo que traduzi do "The Bible Treasury" sobre as Escrituras, publicado em 1870 e de autor desconhecido, pode ajudar a entender qual é também a minha posição a respeito:

"O cristianismo tradicional não passa de infidelidade, pois nega as Escrituras e estabelece sua própria suficiência, fazendo de si mesmos o padrão. Em dias de maior fidelidade quem traísse o livro era julgado como ímpio tanto quanto quem negasse a fé. Mas se alguns fazem isso por infidelidade profana, outros o fazem por infidelidade religiosa, e muitos preferem escolher esta última. Ela permite que eles mantenham Deus a distância, que é o que o homem ou sua carne deseja, enquanto ao mesmo tempo lhe permite conservar uma consciência de paz com a religião, que é também um desejo humano." [The Bible Treasury : Volume 8 : On the Scriptures - 1870 - Autor desconhecido]

Se você lê inglês pode se interessar por este artigo com o título de "A Brief History of the End of the Comments".

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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