As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Onde ficará Israel, e onde ficará a Igreja no final?



https://youtu.be/leAt39kG8nE

Mesmo que não queiramos admitir que exista um numero determinado de dispensacões ou maneiras de Deus tratar com o homem, é certo que encontramos certas características recorrentes na Palavra, como se fosse um padrão. Você saberá reconhecer que Deus sempre começa uma obra, entrega sua responsabilidade nas mãos dos homens, estes falham, Deus intervém com juízo e libertação e traz algo novo. Pense em um gráfico onde a linha começa lá em cima e depois vai descendo cada vez mais acentuada até chegar na base, então sobe reta até o topo e começa a cair de novo.

A tribulação é o juízo do período em que Deus tratou com a Igreja. A falsa Igreja, sim, esta passará pela tribulação. Trata-se da grande meretriz de Ap17. João, quando a viu, diz "E vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração" Ap 17.6 ("fiquei profundamente admirado" em outra versão). Por que razão João se admirou? Provavelmente porque ele conhecia aquela mulher. O que via era a expressão exterior da Igreja, o testemunho dado aos homens. Aquele que havia vivido numa época em que "havia muitas luzes no cenáculo" (Atos 20.8), se depara com uma grotesca caricatura daquela que deveria ser a Noiva, mas é prostituta.

Apesar de eu haver insistido no fato de que a Igreja sobe no cap. 4.1, a sua expressão exterior -- a cristandade meramente professa -- permanece para receber juízo. A profecia tem sempre a ver com Israel, e isso não muda em Apocalipse. Todavia Apocalipse é um livro escrito para cristãos, portanto apesar de mostrar um pouco do remanescente judeu que passará pela tribulação, o enfoque é colocado sobre a falsa Igreja, a cristandade apóstata. Você não encontra o mesmo nos Salmos ou nos profetas do Antigo Testamento, que tratam especificamente das profecias em relação aos judeus.

Não creio, como alguns, que o Papa seja a besta de Apocalipse, ou que 666 seja algum código escrito no seu chapéu. Acredito que a grande meretriz seja uma união da cristandade, obviamente encabeçada por Roma, com poder religioso. Mas seu poder só irá durar um tempo. Vemos a Mulher (poder religioso/cristandade) montada sobre a besta (poder político), mas depois vemos a besta destruindo a mulher. Termina assim o juízo da cristandade apóstata, a falsa noiva do Cordeiro "Estou assentada como rainha, não sou viúva, e não verei o pranto" (Ap 18.7).

Mas ainda não cheguei no que perguntou. Começa tudo de novo com o Reino milenial de Cristo. Um povo em carne na Terra, outro povo já ressuscitado no céu. Depois dos mil anos sem Satanás, o homem é provado mais uma vez e mostra que não mudou nada. Satanás é solto para provar os habitantes da terra, não do céu, e consegue um grande exercito para combater contra "o arraial dos santos e a cidade amada" Ap 20.9 (Jerusalém terrena). Desce fogo do céu e destrói a todos e Satanás é lançado no lago de fogo.

Creio que aqui acontece o derretimento dos céus e da terra que agora existem. "Os céus são obra das Tuas mãos. Eles perecerão, mas tu permaneceras" Sl 102.25,26... "e como um manto os enrolaras, como um vestido se mudarão" (Hb 1.12) "Mas o dia do Senhor (lembra-se de Ts 2?) virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão" (2 Pd 3.10). Aqui termina todo império, potestade e forca e o Senhor entrega o Reino ao Pai (1 Co 15.24).

Provavelmente aqui se encaixe a segunda ressurreição, a "ressurreição da condenação" (Jo 5.29) ou dos ímpios (At 24.15). Todos os que não foram salvos são ressuscitados para serem julgados diante do grande trono branco. Os anjos caídos, que ficaram em cadeias, são tirados do abismo e julgados. "Naquele dia o Senhor visitará os "exércitos do alto na altura" (anjos) e os "reis da terra sobre a terra" (homens)" Is 24.21. A ordem dos eventos parece ser esta, mas não sabemos ao certo quanto aos detalhes. Nós ajudaremos a julgar os anjos (1 Co 6.3).

Agora vem sua pergunta: Onde ficará Israel, e onde ficará a Igreja no final? O Senhor cria novos céus e nova terra onde habita justiça. Hoje a justiça sofre, não a vemos neste mundo. No milênio ela reinará, pois haverá justiça a cada manhã. Mas no estado eterno ela habitará.

Aqui não encontro judeus e igreja. Embora exista uma divisão (céus e terra), creio que estarão perfeitamente associadas. Deus estará habitando com os homens. Ali não existira mais homem ou mulher, governo, dor ou pranto. Tudo será perfeito eternamente. Não haverá mal de nenhuma sorte. Ap 21.1-8 descreve esse tempo. É o "séculos dos séculos" que encontramos nas Escrituras. E aqui vai uma bomba: creio que haverá mais pessoas nesse estado eterno, salvas eternamente, do que no lago de fogo, para que em tudo Cristo tenha a preeminência (Cl 1.18). Antes de fazer qualquer juízo errado, pense nas miríades de crianças que foram salvas por Cristo sem terem mesmo chegado a nascer, ou que morreram antes de poderem compreender que deviam crer. Encontraremos todas elas lá.

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