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Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?



https://youtu.be/qyG--ycoG3w

Atuar sob o senhorio de Cristo é funcionar sob as diretrizes que Ele, como Senhor, estabeleceu. E creio sinceramente que nos desviamos, e muito, da simplicidade que encontramos na Palavra de Deus. O que aconteceu com o cristianismo é o que acontece com muitas coisas com o passar do tempo: afastou-se do projeto original. As coisas se corrompem com o tempo e podem acabar se transformando exatamente no contrário daquilo que eram no princípio.

Alguns exemplos? Se quiser saber se o lugar onde você se congrega reconhece o senhorio de Cristo (ou mantém uma prática corrompida do que foi no original), sugiro que faça a si mesmo algumas perguntas e peça para o Senhor abrir seus olhos para enxergar claramente as respostas (estas perguntas eu traduzi e adaptei do livro "God's Order for Christians Meeting Together for Worship and Ministry", por Bruce Anstey):
  • Com que autoridade bíblica "denominamos" assembléias de cristãos, chamando-as de "igrejas"? (Sei que você entende que os únicos nomes dados no NT eram de cidades ou localidades). As divisões são claramente combatidas no NT. (1 Co 1:10, 3:3, 11:18-19)
  • Com que autoridade bíblica "escolhemos" estes nomes (ex. batista, presbiteriano, pentecostal, etc)? Na Bíblia, os seguidores de Cristo eram chamados simplesmente de cristãos (pelos de fora) ou "irmãos" por si próprios e pelo Senhor. (Mt 18:20)
  • Com que autoridade bíblica colocamos nomes de homens nestes grupos (Martinho Lutero - Luterana, John Wesley - Wesleyana, Menno Simons - Menonita etc.)? (1 Co 1:12-13, 3:3-9)
  • Com que autoridade bíblica estabelecemos essas igrejas segundo diferenças nacionais? (ex. Igreja Grega Ortodoxa, Igreja Cristo Pentecostal do Brasil etc.) Não existem distinções nacionais na igreja de Deus na Bíblia. (Cl 3:11)
  • Com que autoridade decoramos os lugares de adoração como se fosse o tabernáculo ou o templo do Antigo Testamento, com altar, objetos de ouro e prata, além de elementos arquitetônicos pagãos como torres?
  • Com que autoridade bíblica chamamos edifícios de "igrejas" quando esta palavra (eclesia) significa simplesmente reunião ou ajuntamento de pessoas? (At 11:22, 15:14, 20:28, Rm 16:5, 1 Co 1:2, Ef 5:25)
  • Com que autoridade bíblica chamamos esses edifícios de "templos" quando sabemos que Deus só reconheceu o templo de Jerusalém, e hoje o templo somos nós, pessoas, individual e coletivamente? (2 Co 6:16-17)
  • Com que autoridade bíblica temos cultos de adoração previamente ensaiados, ate mesmo com programas impressos, se encontramos em 1 Co 14 total liberdade do Espírito para escolher a quem Ele quer para o que Ele determinar?
  • Que autoridade bíblica (lembre-se, estamos no NT.) temos para ter o louvor efetuado por um coral, e não por toda a congregação, e para a introdução de bandas, conjuntos, cantores profissionais fazendo da reunião mais um espetáculo para a platéia? (At 17:24, 25)
  • Que autoridade bíblica temos para designar vestes especiais para os que cantam, para os que pregam, etc.?
  • Que autoridade bíblia temos para fazer orações decoradas, impressas ou ditadas? (Mt 6:6-8, Tg 5:16, Sl 62:8)
  • Que autoridade bíblica temos para as irmãs participarem das orações com a cabeça descoberta? (1 Co 11:1-16)
  • Que autoridade bíblica temos para mulheres falarem nas reuniões da igreja? (1 Co 14:37)
  • Que autoridade bíblica temos para reuniões dirigidas por um só homem? (Fp 3:3, Jo 4:24, 16:13-15)
  • Que autoridade bíblica temos para homens ordenarem homens, e se temos, por quem foram os primeiros ordenados? (Ef 4:11)
  • Que autoridade bíblica temos para denominar pessoas como "Reverendo", "Pastor", "Presbítero" nos mesmos moldes do "Dr." que usamos hoje, ou seja, transformar dons ou ofícios em títulos honoríficos como "Reverendo" ou "Padre"? (Na Bíblia inglesa versão King James encontro: "Reverend is His name" Salmo 111:9 e em Mateus 23:8-10 o Senhor ensinou a não chamar alguém de "Pai" (ou "Padre") no sentido religioso, além de Deus).
  • Que autoridade bíblica temos para designar um pastor para uma assembléia local quando o dom de pastor é um dom dado universalmente à Igreja? (Ef 4:11)
  • Que autoridade bíblica temos para, como Igreja, observar dias "santos" ou especiais, como páscoa, natal, sexta-feira santa, dias de "santos", etc.? (Gl 4:10, Cl 2:16)
  • Que autoridade bíblica temos, na doutrina dada à Igreja (as epístolas), para a prática do dízimo? (Lv 27:32, 34, Nm 18:21-24)
  • Que autoridade bíblica temos para solicitar contribuições de visitantes e pessoas não salvas? (3 Jo 7)
  • Que autoridade bíblica temos para instituir diplomas e certificados de pastores, ou mesmo dar títulos como "D.D. - Doutor em Divindade" a irmãos que deveriam ser iguais aos outros? (Jó 32:21-22, Mt 23:7-12)
  • Que autoridade bíblica temos para considerar a Igreja como uma instituição que ensina. Costumamos ouvir "Nossa Igreja ensina isto ou aquilo"? (At 11:26, Rm 12:7, Ap 2:7, 11, 17, 29, 3:6, 13, 22, 1 Ts 5:27)
Talvez você ou as pessoas com as quais se reúne não se enquadrem em nenhuma destas características, mas acaso não é isto o que encontramos na Cristandade como um todo? E será que com tudo isso podemos nos gabar de estarmos fazendo as coisas com a autoridade da Palavra de Deus? Será que estamos reconhecendo o Senhorio de Cristo nestas coisas, buscando na Sua Palavra os detalhes para cada proceder?

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Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional www.mariopersona.com.br. Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.
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Esclarecimentos: O conteúdo deste blog traz respostas a perguntas de correspondentes, portanto as afirmações feitas aqui podem não se aplicar a outras pessoas e situações. Algumas respostas foram construídas a partir da reunião das dúvidas de mais de um correspondente. O objetivo é apenas mostrar o que a Bíblia diz a respeito das questões levantadas, e não sugerir qualquer ingerência de cristãos na política e na sociedade, no sentido de exigir que as pessoas sigam os preceitos bíblicos. O autor é favorável à livre expressão e, ainda que seu entendimento da Bíblia possa conflitar com a opinião de alguns, defende o respeito às pessoas de diferentes crenças e estilos de vida. Aqui são discutidas ideias e julgadas doutrinas, não pessoas. A opção "Comentários" foi desligada, não por causa das opiniões contrárias, mas de opiniões que pareciam favoráveis mas que tinham o objetivo ofender pessoas ou fazer propaganda de alguma igreja ou religião, induzindo os leitores ao erro.

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