As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devo construir uma quadra de esportes para evangelizar?



https://youtu.be/wFtYlH7Gsy8

Você disse ser um pastor de uma pequena congregação em uma comunidade pobre e tem planos de construir uma quadra de esportes para atrair e evangelizar crianças e jovens. Minha opinião?

Sou a pessoa menos indicada para esse tipo de conselho, pois não pertenço a qualquer denominação e não creio que Deus aprove que os cristãos se dividam sob diferentes nomes. Antigamente era "eu sou de Paulo, eu de Apolos", hoje é "eu sou batista, eu presbiteriano" etc. É provável que existam hoje mais denominações do que o número de crentes que existia nos primeiros dias da Igreja em Atos.

Por esta razão tenho minha opinião pessoal sobre a construção de uma infra-estrutura que tenha o objetivo de evangelizar, como templos, quadras de esportes, piscinas, escolas etc. O raciocínio é simples: para construir uma infra-estrutura é preciso dinheiro, e quando o dinheiro entra na história acabamos cedendo em muitas coisas.

É por isso que você encontrará "igrejas" que aceitam contribuições de incrédulos (enquanto Abraão não queria nem o cadarço do sapato do rei de Sodoma), passam a inventar rifas e sorteios para angariar fundos e, o que é pior, fecham os olhos e vão colocando para dentro da comunhão incrédulos que apenas fazem uma "leve" profissão de fé (sem qualquer evidência de vida nova), desde que tenham um dízimo bem gordo.

Afinal, os custos de manutenção da infra-estrutura (que hoje inclui estações de rádio e TV) são grandes, e acabam apelando para César quando faltam pessoas que dêem a Deus o que é de Deus. A tentação é grande. Você certamente se lembra do que aconteceu com Balaão.

Não se iluda: somos homens, falhos e inclinados a errar. Quanto maior a infra-estrutura que se constrói com a melhor das intenções, maior o risco de fazermos acordos com o mundo para mantê-la. Não digo que Deus não possa usar essas estruturas; Ele pode e usa quando quer, mas a responsabilidade de como isso foi feito continua daqueles que se comprometeram para fazê-las. Se quer evangelizar mesmo, tenho certeza de que saberá encontrar soluções criativas.

Todavia, meu último conselho é que não aceite meu conselho. Ore e peça a direção do Senhor, porque eu também sou um homem falho e quem poderia garantir que minha opinião seja a correta? É dEle que deve vir o conselho. Talvez você esteja vendo algo que não estou enxergando, e por isso que precisamos depender dEle para tudo. O homem pode fazer planos, mas a resposta você sabe de quem vem.

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