As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Existe fundamento bíblico para a "Marcha para Jesus"?



https://youtu.be/dHkrJeCpwQs

Nossa única base segura para qualquer coisa é a Bíblia. A Palavra de Deus fala para os cristãos marcharem por algum motivo? Não encontrei. Portanto não há razão para fazê-lo. Além disso, a idéia de marchar normalmente está associada a demonstrações de poder.

Por isso os exércitos fazem aquelas grandes paradas com milhares de soldados e equipamentos. Há grupos que também querem mostrar que são influentes na sociedade, e fazem suas marchas, como ocorre com a Parada Gay. Há também as marchas de protesto e de reivindicação.

E o cristão, vai marchar para quê? Para mostrar poder no mundo cujo príncipe é Satanás e onde sua luta não é contra carne e sangue? Para mostrar que é influente numa sociedade que rejeitou seu Salvador? Para protestar contra perseguições ou reivindicar direitos em um lugar onde ele é estrangeiro? Isso faria tanto sentido quanto um brasileiro querer reivindicar direitos no Afeganistão.

A idéia de reunir muita gente para causar impacto ou influência pode funcionar em outras áreas, mas que resultado tem nas coisas de Deus? Muito bem, vamos imaginar que uma marcha dessas realmente impressione as pessoas e as autoridades e todos venham a achar que o cristianismo é uma coisa para ser levada a sério.

Aí temos um problema, porque o Senhor mesmo disse que no mundo sofreríamos perseguições, mas que não deveríamos temer isso porque não somos do mundo. Teria o Senhor se enganado ou se esquecido de contar que haveria um dia quando os cristãos ganhariam tapinhas nas costas por causa de sua fé?

Se o mundo, como uma instituição, aceitar o cristianismo, é porque há algo de muito errado com o evangelho que esse cristianismo está pregando ou com o próprio mundo. Sim, porque como alguém vai gostar de algo que prega que o homem é pecador, que há uma condenação esperando por ele, que precisa crer nAquele que o próprio mundo rejeitou e que virá um dia quando este mundo e tudo o que nele há, que a humanidade mais preza, será destruído pelo fogo?

"Filhinhos, sois de Deus, e já os tendes vencido; porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo. Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve". 1 Jo 4:4

O evangelho é algo para atingir indivíduos, não coletividades. Ainda que muitas pessoas possam se converter em um mesmo dia, não existe algo como uma conversão coletiva. Cada pessoa é alcançada individualmente, tocada individualmente pelo Espírito Santo, convencida individualmente de seu pecado. São pessoas que nascem de novo, não países, instituições, governos ou até mesmo religiões.

Qualquer resultado que uma marcha ou manifestação assim pode conseguir é um resultado político, cultural e exterior. Nada que interesse os propósitos de Deus. O Senhor não nos disse "Ide e marchai", mas "Ide e pregai o evangelho". E é isso que importa fazer. Ou será que os cristãos estão engajados em uma competição para ver se conseguem mobilizar mais gente do que a Parada Gay ou o desfile do 7 de setembro?

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