As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Voce não reconhece o Papa?



https://youtu.be/7MDOsLNzK0Y

Você tenta demonstrar que o Papa é autoridade legítima da igreja. Vamos às passagens que enviou tentando comprovar isso:

* Mateus 16.18,19 - Aqui está uma passagem que causa confusão. Não adianta eu apresentar as razoes que já deve ter escutado de protestantes, sobre a diferença entre a palavra Pedra e Rocha no grego, mesmo porque Mateus foi escrito em aramaico. Mas sugiro que procure outras passagens na Bíblia que mostram quem é a Rocha ou Pedra: Deuteronômio 32:4,15,18,30,31. Isto somente em um capítulo da Bíblia. Mas se ainda estivermos em duvida, podemos perguntar a quem foi protagonista da conversa, ou melhor, Pedro:

Pedro, quem é a Pedra? "Ele (Cristo), pedra viva que os homens rejeitaram, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus" 1 Pedro 2.4-10.

Sugiro que leia tudo, e se estiver lendo na Bíblia Ave Maria verá o subtítulo que foi acrescentado dizendo: "Cristo é a Pedra Angular", possivelmente referindo-se a Efésios 2.20: "Jesus Cristo é a principal pedra da esquina".

Prezado, existe uma Igreja Católica Romana real e existe uma que se tenta vender aos fiéis e pouca gente vai investigar se não está sendo enganado pela propaganda. O que transcrevo abaixo pertence a essa mesma Igreja Católica Romana e foi escrito por um historiador católico romano:

"De todos os Pais que interpretaram estas passagens nos Evangelhos (Mateus 16.18; João 21.17), nem um só as aplica aos bispos romanos como sucessores de Pedro... Nenhum deles explicou a rocha ou fundamento sobre a qual Cristo iria construir Sua Igreja como sendo o oficio dado a Pedro para ser transmitido aos seus sucessores, mas eles entendiam que se tratava ou do próprio Cristo, ou da confissão de fé de Pedro em Cristo; com freqüência ambas eram aceitas." Ignaz von Dollinger - “The Pope and The Council” (1869) pág. 74.

"...Pois para os Pais trata-se da fé de Pedro - ou o Senhor em Quem Pedro tem fé - que é chamado de Rocha, não Pedro. Todos os Concílios da igreja, desde Nicéia no quarto século, ate Constancia no décimo quinto concordam que o próprio Cristo é o único fundamento da igreja, isto é, a Rocha sobre a qual a igreja permanece" Pedro de Rosa, historiador católico romano em "Vigários de Cristo: O Lado Negro do Papado” (1988) pág. 24,25.

Minha sugestão é a seguinte: LEIA mais. Leia livros históricos, mesmo católicos. Informe-se.

Quanto à passagem "Pedro, tu me amas ? Apascenta minhas ovelhas...", isto foi dito a Pedro, e ele apascentou as ovelhas de Cristo. E aos anciãos, ou presbíteros, Pedro exortou a que fizessem o mesmo, lembrando-lhes quem era o Sumo Pastor em 1 Pedro 5.4. Por falar nisso, Hebreus 3.1 nos mostra Quem é o Sumo Sacerdote para o cristão.

Não existe idéia de sucessão apostólica na Bíblia. Pelo contrario, o apóstolo Paulo, apóstolo dos gentios, ao se despedir dos anciãos de Éfeso não os encomendou a Pedro ou a algum sucessor. Vamos ler: "Agora eu vos encomendo a Deus e a palavra da Sua graça, 'Aquele que é poderoso para edificar e dar herança com os santificados" Atos 20.32.

* Lucas 22.31 - Vou deixar de comentar esta passagem pois se trata do Senhor apenas avisando o que Pedro iria passar antes da crucificação. Nada de extraordinário em o Senhor pedir que confirmasse os irmãos. Algo que Pedro fez bem, como vemos em Atos.

* Romanos 13.5 - Todo o contexto fala de autoridade em geral, mas pela expressão "espada" do versículo 4, "castigo" do versículo 5 e "impostos" do vers. 6 me faz entender que esteja mais para autoridade no sentido secular. Espada, castigo e impostos eram meios usados pela igreja romana na idade media, quando seu poder se misturava com o poder secular.

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