As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O templo de Jerusalem era a Casa de Deus?



https://youtu.be/M01WwttG4m8

Sim, no Antigo Testamento a expressão "casa de Deus" referia-se ao Templo em Jerusalém. O templo era, ao mesmo tempo, um marco da presença de Deus entre o Seu povo (como foi o tabernáculo no deserto) e um lugar de adoração onde o povo de Deus podia entrar respeitando certos limites.

No Novo Testamento temos uma amplitude maior do que significa a casa de Deus. Primeiro, o Templo de Jerusalém já não existe como casa de Deus. O lugar de habitação de Deus é agora identificado de três formas diferentes: como o próprio corpo do crente, a assembléia ou igreja local, e a igreja como um todo. A casa de Deus também aparece como templo de Deus e os verdadeiros crentes em Cristo como pedras dessa construção que é edificada por Deus. Em nenhuma circunstância na atual ordem de coisas a Bíblia identifica a casa de Deus como um edifício físico como era o templo de Jerusalém.

Creio que o aspecto mais importante que temos hoje da casa de Deus (e a razão de sua dúvida) é o revelado em 1 Timóteo 3:15: "...para que, no caso de eu tardar, saibas como se deve proceder na casa de Deus, a qual é a igreja do Deus vivo, coluna e esteio da verdade".

Aqui a casa de Deus é identificada também como a igreja do Deus vivo em seu aspecto temporal e visível, e não em seu aspecto perfeito e eterno. Não se trata da igreja sem mancha e sem mácula que Cristo veio preparar (e efetivamente preparou por Sua obra), mas do aspecto comportamental e governamental dessa mesma igreja. Um pouco antes, em 1 Tm 3:4-5 vemos uma relação daqueles que cuidam da casa de Deus com pessoas que cuidam da própria casa, o que mostra o aspecto material e temporal do que é mostrado aqui. É responsabilidade dos cristãos manterem essa casa limpa de todo mal. Não se trata, porém, de limpar o pecado das pessoas, mas de evitar a contaminação da comunhão na casa de Deus, a esfera em que nós cristãos atuamos nas coisas de Deus, o que pode ser visto também como a assembléia.

Em 2 Tm 2 essa mesma casa de Deus é vista como uma "grande casa", na qual se introduziram todo tipo de vasos e materiais. À semelhança do templo de Jerusalém, onde era possível (apesar de não permitido) entrarem coisas impuras, na casa de Deus, que é o aspecto exterior da igreja de Deus, é possível também termos impurezas. Daí a necessidade de governo, julgamento e disciplina na assembléia.

Nos evangelhos (um tempo ainda dentro da dispensação da lei e do judaísmo) o Senhor Jesus chamou o templo de "casa de Deus" (Mt 12:4) e rechaçou os mercadores da casa de Deus, que ele chamou de "casa de meu Pai". Em Mt 11 ele expulsou os vendedores do templo e disse que a casa de Deus devia ser chamada de casa de oração. O fato de estarem usando a casa de Deus como lugar de comércio mostra como era possível o mal entrar nela e, ainda assim, continuar sendo a casa de Deus.

Quando lemos 1 Co 5 vemos os procedimentos que tomam lugar na casa de Deus, agora no sentido da assembléia local. Uma pessoa que esteja em pecado deve ser julgada pela assembléia local e colocada fora da comunhão à mesa do Senhor. Trata-se de uma disciplina exercida com a autoridade que o Senhor deu à assembléia (o que ligarem na terra será ligado no céu). Não se trata de tirar de alguém sua salvação, mas simplesmente de limpar a casa de Deus do mal.

Escrevi mais sobre a casa de Deus neste link:
http://www.respondi.com.br/2007/12/como-voce-entende-expressao-casa-de.html

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