As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como Jesus reagia as tentacoes?



https://youtu.be/iE8w1rS4scQ

Heb 4:15 Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.

Esse "sem pecado" não é meramente "sem pecar", mas literalmente "pecado à parte". Jesus não tinha em si o princípio ativo do pecado. Para entender, imagine um cego de nascença que é completamente indiferente aos estímulos de luz. Nada no corpo do cego de nascença responde às "tentações luminosas", por assim dizer. Quando tentado de fora, não havia em Jesus qualquer resposta vinda de dentro, como acontece conosco, portanto não há como sabermos o que sentiu o Senhor, o único homem perfeito que já pisou este mundo.


"Portanto, por existir em Cristo a completa ausência interna de vontade própria, considerando que em todos os sentidos ele odiava e rejeitava o pecado, não resta nada nessa tentação além do sofrimento. O efeito da tentação na humanidade caída não é sofrimento, mas prazer, isto se chamarmos de prazer aquilo que gratifica nossa natureza maligna. Cristo não tinha disso, seja em Sua pessoa ou em Sua experiência. No que diz respeito às reações da carne, às inclinações internas para pecar, Ele não tinha nada disso. Ele "não conheceu pecado" 2 Co 5:21. Portanto, para nos precavermos do erro em um assunto tão santo e delicado, é preciso nos apropriarmos da verdade da pessoa de Cristo do modo como Deus no-la revelou". (W. Kelly em "Christ Tempted and Sympathising").

Além de tudo isso, existe uma barreira intransponível quando tentamos entender a natureza do Filho de Deus encarnado: mesmo enquanto andava aqui como Homem ele continuava sendo Deus. Deus e Homem é algo que jamais fomos ou iremos ser. Mesmo quando ressuscitarmos ou formos transformados em um corpo perfeito e sem qualquer resquício de pecado, nós continuaremos sem saber o que é ser Deus e Homem ao mesmo tempo.

Mat 11:27 Todas as coisas me foram entregues por meu Pai; e ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar.

Ninguém conhece o Pai e o Filho, mas a diferença é que, enquanto podemos conhecer o Pai quando o Filho nos revela, não diz aí que o Pai irá revelar o Filho a nós. Eu acredito que a encarnação - Deus feito Homem - é e continuará sendo um mistério no qual não nos é lícito entrar.

O que temos de Jesus é o que está revelado, como o fato de sentir fome, sede e se indignar com os mercadores do Templo. Porém, embora nós também sentimos fome, sede e indiganação, não fazemos a mínima idéia do que seriam esses sentidos no Senhor.

Ao contrário de Jesus, por termos em nós a natureza pecaminosa, nunca sabemos ao certo onde acaba nossa fome e sede naturais e começa nossa gula. E não sabemos também onde pára nossa indignação santa e começamos a pecar como homicidas mentais.

Mat 5:21-22 Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; mas qualquer que matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que qualquer que, sem motivo, se encolerizar contra seu irmão será réu de juízo

Portanto, nossos desejos, atrações e reações naturais nada têm a ver com o que ocorria no íntimo de Jesus. Eu e você vemos uma mulher bonita e não dá para traçar a linha divisória onde termina a simples apreciação do belo e começa a lascívia.


Mat 5:28 Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com ela.

Quando Jesus era tentado é bom entender que muitas vezes isso tinha o sentido de prova e não de tentação como a conhecemos, com uma possibilidade de resposta em nós. Por exemplo, quando o diabo o tentou no deserto, aquilo não foi para ver se ele seria capaz de resistir, mas simplesmente para revelar que ele era aquele que Deus tinha acabado de afirmar que era: "Este é o meu Filho amado em quem me comprazo".

É impossível entender o que uma pessoa que não herdou a natureza pecaminosa de Adão sente. Portanto, Jesus, o Homem perfeito vai continuar sendo um mistério para nós na sua encarnação. Uma boa forma de contemplarmos Jesus em seu caráter como homem é olharmos os cinco aspectos desse caráter em Is 9:6. Lembre-se de que 5 na Bíblia costuma nos falar de humanidade e que a referência aqui está sendo feita àquele Ser nascido da virgem Maria:


Isa 7:14; 9:6 Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel... Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz.

1. Maravilhoso - algo que nos surpreende por ser mais do que esperamos.
2. Conselheiro - alguém que sabe todas as coisas.
3. Deus Forte - o próprio Deus; em hebraico "El" (singular) e não "Elohim" (plural).
4. Pai da Eternidade - Aquele de quem emana a eternidade.
5. Príncipe da Paz - que governará sobre todas as coisas.

Quando nos vêm dúvidas o perguntas a respeito da natureza do Senhor em sua humanidade, o melhor mesmo é nos lembrarmos do encontro de Moisés com o "EU SOU O QUE SOU" em Êxodo 3:

Êxo 3:4 E, vendo o SENHOR que se virava para lá a ver, bradou Deus a ele do meio da sarça e disse: Moisés! Moisés! E ele disse: Eis-me aqui. E disse: Não te chegues para cá; tira os teus sapatos de teus pés; porque o lugar em que tu estás é terra santa.

Sempre que tratarmos das coisas do Senhor devemos fazê-lo com reverência, e mais ainda quando falamos da própria Pessoa do Senhor de toda a glória! Afinal, se nos portamos com reverência diante de um juiz humano durante uma audiência, quando nem mesmo devemos cruzar as pernas ou falar sem a sua licença, quanto maior devemos ser cuidadosos quando falamos daquele que é "Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade e Príncipe de Paz".

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