As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como lidar com o medo da morte?



http://youtu.be/trKihpXJmj8

É perfeitamente natural temermos a morte, pois o instinto de sobrevivência está em todo ser vivo. Deus colocou em nós este instinto como parte de nosso mecanismo de defesa contra ameaças externas ao nosso bem estar e também contra a autodestruição. Muitos praticantes de esportes de alto risco morrem depois de perderem o medo da morte, seja por arriscarem cada vez mais seus limites, seja por terem saído ilesos de um acidente grave e se considerarem imortais e indestrutíveis.

Mas há diferentes tipos de medo. O medo instintivo de autoproteção, o medo do processo da morte, que pode envolver sofrimento e dor, o medo de perder algo ou alguém, o medo do desconhecido, o medo do juízo eterno são algumas das formas de medo, e eu mesmo costumo ter um pouco de cada um deles, exceto do desconhecido e do juízo eterno. Na verdade meu medo maior é com o que pode acontecer com meu filho se o Senhor me levar, pois eu não gostaria que outros tivessem de assumir uma responsabilidade que tenho como minha. Mas obviamente o Senhor cuidará disso também.

Mas da morte em si já vi que não tenho medo, apesar de saber que posso molhar as calças se um bandido apontar uma arma para minha cabeça. Quando saí da anestesia, depois da retirada da vesícula, meu primeiro sentimento foi de decepção por continuar aqui.

Por sermos corpo, alma e espírito, e sabermos que a paga ou consequência do pecado é a morte (Rm 6:23) reagimos de forma diferente em relação com a morte do corpo e a morte do ser (alma e espírito). É claro que estas partes são imortais, e mesmo o corpo será depois ressuscitado, mas se por um lado o medo físico está ligado ao aspecto físico da morte -- sofrimento e dor -- o medo espiritual ou moral está ligado à parcela intangível do nosso ser. Esta é a "segunda morte" da qual fala Apocalipse:

"Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas: O que vencer não receberá o dano da segunda morte... Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte... E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte... Mas, quanto aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte." (Ap 2:11; 20:6, 14; 21:8)

O medo desse juízo eterno nós perdemos quando nos convertemos a Cristo e obtemos a certeza de que todos os nossos pecados já foram pagos na cruz, e esta certeza está, não em nossa fidelidade e constância, mas em Cristo e sua obra completa, que inclui sua morte, ressurreição, ascensão e glorificação à destra de Deus, e na certeza de que aquele que falou não pode mentir:

"Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem é que condena? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 8:31-39)

O medo do desconhecido também pode ser descartado do coração do crente, por sabermos que não estaremos nos dirigindo a uma terra estranha, mas apenas de mudança para a casa do Pai. Aí entra a fé na imutável Palavra de Deus. "Lâmpada para os meus pés é tua palavra, e luz para o meu caminho" (Sl 119:105). A Palavra de Deus é o poderoso farol que o cristão possui para caminhar vendo o que está perto e o que está longe, e certamente viverei tropeçando e vacilante em meu andar se não mantê-la sempre comigo.

Mas o incrédulo não pode ter essa certeza porque não tem fé. A alguns só resta mergulhar numa indiferença que é fruto da cauterização da própria consciência, uma situação de negação parecida com o desmaio, que é quando o cérebro desliga várias funções para se proteger. No caso do pecador perdido esse "desligamento" é uma atitude consciente, comparada a um coma induzido. No fundo ele sabe que é pecador, sabe que merece o castigo eterno, sabe que sua vida aqui é breve e finita, e que precisará se encontrar com Deus. Mas ele luta contra todas as evidências na tentativa de bloquear sua consciência e viver em um estado de absoluto torpor, negação e indiferença para com as realidades eternas.

Existe uma tremenda mudança após a conversão de alguém que estava morto "em ofensas e pecados" (Ef 2:1-3) recebe vida "juntamente com Cristo" (Ef 2:5). Ele vive agora uma vida ressurreta (embora seu corpo ainda viva aqui), pois tudo o que ele é e possui está agora em Cristo nos lugares celestiais. Para ele a morte já não é o nefasto e terrível "salário do pecado" (Rm 6:23), mas algo que nenhum mal pode lhe trazer. Ao contrário, para o crente a morte é lucro. A diferença é mais ou menos a que existe entre você viver como um trabalhador assalariado, recebendo no final do mês nada mais do que a paga por seus atos (no caso do pecador perdido, a morte) e você ser um ganhador da loteria, que recebe, sem merecer, um prêmio incalculável, uma bolada que sabe que nunca será capaz de gastar. Por isso Paulo dizia: "Para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro" (Fp 1:21).

Agora vem a melhor parte: o crente não morre! Pode parecer estranho dizer isto quando vemos tantos cristãos morrendo por aí, mas quem afirma isso não sou eu, mas a própria Palavra de Deus. Aquele que crê tem agora uma nova natureza que vem de Deus e essa não morre. Ele próprio não sofrerá o dano da segunda morte, por uma razão muito simples: o crente já morreu e foi sepultado! " Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus." (Cl 3:3). É o que também lemos em Romanos, e eu não duvidaria desta afirmação:

"Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida. Porque, se fomos unidos com ele na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; porquanto quem morreu está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabedores de que, havendo Cristo ressuscitado dentre os mortos, já não morre; a morte já não tem domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez para sempre morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus." (Rm 6:4-11)

A passagem enfatiza a posição que agora temos livres da morte e da condenação, pois "quem morreu está justificado do pecado", ou seja, ninguém aplicaria a pena de morte uma segunda vez em alguém que já passou pela cadeira elétrica. Está morto! E é assim que Deus enxerga o crente, morto em Cristo quando Cristo morreu. Agora a morte física é, para o crente, tão aterrorizante quanto trocar de roupa. Ou seja, não tem mais a importância que tinha porque é apenas um despojamento provisório do velho corpo de carne para ser revestido do novo, à semelhança de Cristo. Ou, como mostra a passagem abaixo, é como alguém que mora numa barraca rota, podre e rasgada, e se muda para um edifício novo e com durabilidade eterna.

"Sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo (tenda ou barraca) se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo, gememos, aspirando por sermos revestidos da nossa habitação celestial; se, todavia, formos encontrados vestidos e não nus. Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, foi o próprio Deus quem nos preparou para isto, outorgando-nos o penhor do Espírito. Temos, portanto, sempre bom ânimo, sabendo que, enquanto no corpo, estamos ausentes do Senhor; visto que andamos por fé e não pelo que vemos. Entretanto, estamos em plena confiança, preferindo deixar o corpo e habitar com o Senhor." (2 Co 5:1)

Cristo esteve um tempo aqui, neste deserto, e também em um tabernáculo que, ainda que perfeito, também experimentou a morte ao levar sobre si os pecados de todos os que são salvos por ele. Onde Cristo está agora? Ressuscitado e assentado à destra de Deus nas alturas. Eu e você estamos aqui agora, neste deserto, neste frágil tabernáculo, e se porventura experimentarmos a morte, aonde iremos e com quem estaremos? Você crê e sabe a resposta. A questão agora é muito mais de saber se não estou desperdiçando minha vida aqui, pois do resto existe no crente a certeza de que, seja pela morte, seja pelo arrebatamento, ele estará na presença de Cristo no céu. Esta certeza, de que, se Cristo vive para sempre, eu vivo também, é o que permite tirar do coração todo medo da morte e do poder de Satanás.

"Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida." (Hb 2:14)

Esta passagem traz também consequências profundas. Se o incrédulo está debaixo do poder do diabo, o crente não, o que significa que para si a morte só pode chegar com a permissão direta de Deus. O diabo não foi capaz de tocar em Jó no sentido de tirar sua vida, mas apenas naquilo que Deus permitiu. Mesmo no que diz respeito aos filhos de Jó, que foram mortos, sabemos que aquilo só aconteceu com a autorização de Deus e nenhum deles pereceu eternamente. No final, ao dar a Jó tudo em dobro daquilo que havia perdido -- vacas, ovelhas, camelos, etc. -- Deus deu a ele o mesmo número de filhos que tinha no princípio, numa clara indicação de que Jó nunca tinha perdido os dez primeiros. Estavam guardados com Deus.

O incrédulo, porém, não pode ter a mesma certeza que tem o crente diante da morte. Se para o crente a eternidade já começou no dia em que creu -- ou até antes da fundação do mundo, quando foi eleito por Deus --, pois ele já vive em novidade de vida, a vida eterna que recebeu quando creu, para o incrédulo a morte sela o seu destino. "Caindo a árvore para o sul, ou para o norte, no lugar em que a árvore cair ali ficará." (Ec 11:3). E aí entra também uma outra diferença entre o crente e o incrédulo. Enquanto para o crente a morte é apenas uma passagem ou transição, para o incrédulo é algo tão definitivo quanto a árvore que cai e permanece onde caiu. Este Salmo fala do Senhor em sua confiança de que Deus não o deixaria na morte, e também do crente: "Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo" (Sl 23:4). O sentido aí não é de algo definitivo, mas de uma mera passagem ("ainda que eu passasse"), e o cristão pode ter em mente que já passou por essa "passagem" em Cristo, estando agora, posicionalmente, sepultado, ressuscitado e assentado com Cristo nos céus.

"Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (Jo 5:24)

Para ter uma ideia da magnitude da obra de Cristo e de como a morte do crente fica pequena em comparação, basta pensar nos dois tipos ou figuras do Antigo Testamento: a passagem pelo Mar Vermelho e a passagem pelo Rio Jordão. A primeira representa o morrermos com Cristo em nossa salvação. Depois de o cordeiro ter sido morto, e seu sangue derramado impedindo assim que o juízo caísse sobre os israelitas, eles foram "todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar" (1 Co 10:2). Aquilo era um símbolo de morte com Moisés e de sepultamento, porque ninguém sai vivo do fundo do mar. E os cristãos? "Todos quantos fomos batizados em Jesus Cristo fomos batizados na sua morte... De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte." (Rm 6:3-4). O que veio depois foi a peregrinação no deserto, uma figura da vida do crente aqui neste mundo, alimentado pelo pão que desce do céu (Cristo) e pela água (a Palavra) que sai da Rocha (que é Cristo).

No fim dessa peregrinação vem a outra travessia, a do Rio Jordão antes de entrarem na terra prometida, Canaã, uma figura da morte do crente e sua entrada na Canaã celestial. Aquela passagem foi igualmente feita com os pés caminhando no leito seco do rio enquanto as águas eram retidas rio acima. Existe uma grande diferença entre atravessar o leito de um Rio Jordão, que tem no máximo cinco metros de profundidade e pouco mais que a largura de uma rua, vendo a água amontoada de um lado só, e atravessar o mar profundo com duas imensas paredes de água, uma de cada lado. Era na travessia pelo fundo do mar que estava verdadeiramente o terror, mas quem a fez por nós foi Jesus. "Um abismo chama outro abismo, ao ruído das tuas catadupas [cachoeiras]; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado sobre mim. Porque tu me lançaste no profundo, no coração dos mares, e a corrente das águas me cercou; todas as tuas ondas e as tuas vagas têm passado por cima de mim. Atolei-me em profundo lamaçal, onde se não pode estar em pé; entrei na profundeza das águas, onde a corrente me leva." (Sl 42:7; Jn 2:3; Sl 69:2).

Mas para o incrédulo a morte é definitiva. Uma vez na morte ele nunca mais desfrutará de vida, nem natural, nem eterna. Ele certamente passará a eternidade consciente em um corpo que receberá no dia do juízo, voltando assim ao estado corpo, alma e espírito apenas para ter todos os seus sentidos em pleno funcionamento no juízo. Em alguns países onde há pena de morte a lei exige que o condenado esteja consciente antes de receber a pena, o que impede que pessoas em coma ou com graves lesões cerebrais sejam mortas. Ainda que o modo de execução possa exigir que seja aplicado um sedativo antes da injeção letal, o condenado precisará antes estar consciente do motivo de estar sendo punido. Se os homens tomam tal cuidado na hora de condenar um transgressor, com Deus não seria diferente.

Portanto, se a questão da morte está totalmente resolvida para o crente, as únicas sombras de dúvidas e temor podem ser dissipadas pela comunhão com Deus. À medida que o crente caminha mais perto de Deus, em comunhão, também irá se sentir mais próximo de seu encontro com ele. Uma vez um irmão deu um exemplo do arrebatamento de Enoque (Gn 5:24), dizendo que ele andou tanto com Deus que chegou um momento que foi como se o Senhor dissesse a ele: "Já que estamos mais perto da minha casa do que da sua, por que não fica aqui?". "Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus." (Hb 11:5).

Mas se Enoque tinha uma comunhão tão estreita com Deus que nem percebeu que já estava mais perto de Deus do que do mundo, o oposto também é verdadeiro. Nossa falta de comunhão com o Senhor pode fazer com que a distância entre nós e ele seja tão grande que acabamos tendo pavor de percorrê-la. É como quando eu era criança e minha mãe chamava o farmacêutico para me dar uma injeção. Eu não sabia de nada e de repente estava sendo agarrado e sentindo a picada da agulha. Rápido e sem grandes expectativas. Mas quando a injeçãoera marcada com antecedência, o tempo de expectativa e a caminhada até a farmácia me aterrorizavam. Resumindo: perto de Deus não tememos a viagem, longe de Deus o caminho fica mais penoso.

Essa falta de proximidade com Deus, ou falta de comunhão, pode nos levar a termos medo de nos encontrar com ele. G. V. Wigram fala algo interessante a respeito da comunhão. Ele diz que "a falta de subordinação a Deus é, em todos aqueles em que é encontrada, pecado. Digo deliberadamente 'falta de subordinação' ou 'ausência de sujeição', isto é, 'não-subordinação', por ser algo negativo, e não insubordinação, pois muitos tipos de insubordinação podem trazer um sentido positivo ou de ação. Mas a ausência de subordinação é pecado, sem que seja necessário provar a existência de haver a existência positiva de qualquer atividade de rebelião ou ato de insubordinação" ("The Fear of Death", por G. V. Wigram).

Mencionei isto porque muitas vezes levamos uma vida tão pacata e sossegada, sem termos aparentemente nenhuma atitude claramente contrária a Deus, que achamos que isto já implique sujeição a ele, quando na verdade nosso coração não está nem um pouco sujeito ou subordinado. Está simplesmente indiferente, e é aí que o vácuo de subordinação acaba sendo o mesmo que um ato de insubordinação. Daí a importância de estarmos constantemente diante de Deus, em oração, confissão e comunhão, para que não exista em nós nenhum vácuo de subordinação, sem mencionar a insubordinação propriamente dita. Assim evitaremos que exista em algum cantinho de nossa alma algum pecado não confessado que possa impedir nossa comunhão com ele. A primeira epístola de João começa com a exortação para confessarmos os nossos pecados na certeza de que ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. E termina falando do "pecado para morte" (1 Jo 5:17), que é a morte física que Deus permite quando um dos seus filhos anda rebelde demais para continuar servindo de testemunho aqui. Mas mesmo assim a promessa é de preservação aqui e depois, como escreve o apóstolo:

"Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte. Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno. E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna." (1 Jo 5:17-20)

Um pouco antes o apóstolo nos dá a receita para uma vida tranquila e sem temor, na plena confiança de que nenhum juízo espera por aquele que crê em Jesus, que já "passou da morte para a vida" (Jo 5:24). O temor sempre traz a ideia de uma pena, mas se estamos livres de qualquer condenação não há razão para temer:

"E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo. No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor." (1 Jo 4:16-18)

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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