As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A condenação é mesmo eterna?



https://youtu.be/7C8mNPubL2k

Você escreveu dizendo que não concorda nem com a bem-aventurança eterna dos salvos e o sofrimento consciente dos perdidos no inferno de fogo pela eternidade afora. O que tenho a dizer é que as duas coisas estão muito claras nas palavras do Senhor, que promete nunca perder Suas ovelhas. Além disso, como a vida poderia ser eterna se não fosse assim?:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida ETERNA, e NUNCA hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". João 10.27-29

"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a: melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que NUNCA se apaga". Marcos 9.43-48
Você também escreveu dizendo que não acredita que Cristo tenha sofrido como um pecador sofrerá se for condenado por causa de seus pecados. Bem, a grande diferença é que Jesus não pecou, portanto não estava sujeito à morte. Tampouco Ele foi morto na cruz, seja por sofrimentos ou pela lança (já estava morto então).

Ao contrário de nós, que só morremos se existir uma ação externa, ainda que aplicada por nós mesmos (no caso do suicídio), o Senhor fez algo que homem algum é capaz de fazer, ou seja, entregar a vida. Nem eu nem você podemos decidir: vou morrer agora.

Não foi o nosso pecado que "matou" o Senhor na cruz. O que Ele fez foi cumprir os desígnios de Deus, de que um inocente deveria morrer pelo culpado, como prefiguraram todos os sacrifícios do Antigo Testamento.

Quanto a dizer que o Senhor não sofreu o tanto que o pecador sofreria se condenado, nem você nem ninguém poderá entrar naquelas três horas de agonia do Senhor na cruz, quando o sol se escureceu e, ao entregar a vida, a terra tremeu e toda a criação entrou em convulsão.

Pode ter a certeza de que Ele sofreu sim pelo pecado dos que salvou ali. Você analisa as coisas do ponto de vista do tempo, mas Deus não está limitado ao tempo. Portanto ele é capaz de concentrar uma eternidade em um minuto, pois Ele é Senhor do tempo também.

Quando tudo se consumar, e for dado início aos novos céus e nova terra, não haverá mais tempo. Nem me pergunte como será, porque é impossível para a mente criada no contexto do tempo linear imaginar uma existência sem tempo.

Você afirma tudo isso dizendo que prefere crer em um Deus justo. Mas pode ter certeza de que Deus é justo. O problema é que Deus não poderia nos tratar com justiça, porque a justiça de Deus exige a condenação do pecador. Foi por isso que Cristo entra em cena para Deus ser justo, tratando a Ele com a justiça que deveria tratar a nós, e dando lugar à graça e misericórdia para tratar conosco. Cristo sofreu o que nós merecíamos para nos dar uma salvação que não merecemos.

Ao se referir a um suposto julgamento de pessoas boas e condenação de pessoas más, você está confundindo as coisas. Não há julgamento para pecadores não convertidos. Quem não é convertido já está julgado ou condenado.

"Quem crê nele NÃO É JULGADO (ou condenado); mas quem não crê, JÁ ESTÁ JULGADO (ou condenado); porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
" João 3:18


A idéia de que podemos ser julgados e, assim, condenados ou não, é falsa. Já nascemos condenados. Você não precisa fazer nada para ir para o inferno, basta ter nascido. É importante entender que o que chamamos de juízo final, o grande trono branco que você encontra em Apocalipse 20, não é um julgamento para ver quem vai e quem não vai ser condenado. Ali é a leitura da sentença. Ninguém sai salvo daquele julgamento, mesmo porque ali estarão todos os que não receberam a salvação em algum momento antes daquilo. Lembre-se de que "quem crê NEle não é julgado" ou condenado como dizem algumas versões.

Os açoites aos quais se referiu (uns receberão menos açoites e outros mais, da passagem do evangelho), nada têm a ver com um juízo final. O prêmio ou castigo que o Senhor traz aos servos quando volta (citado nos evangelhos) está mais bem explicado em 1 Coríntios 3:

12 E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.

Trata-se de um julgamento de obras, não de pessoas, para a outorga de prêmios (galardão) ou não. Isso acontece muito tempo antes do juízo final de Apocalipse.

Você diz querer crer em um Deus que não condene etc., mas sugiro que é melhor crer no Deus que a Bíblia mostra e não em um que você gostaria de crer. O versículo "Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira", que você citou fora de contexto para tentar comprovar suas idéias, é assim:

Salmos 103:7-10
7 Fez notórios os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.
8 Compassivo e misericordioso é o Senhor; tardio em irar-se e grande em benignidade.
9 Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.
10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades.


O contexto mostra muito bem que Deus não repreende perpetuamente os Seus. Veja que está falando de Moisés, dos filhos de Israel, e daqueles aos quais não retribui segundo as suas iniqüidades. Conforme eu disse, ele nos dá o que não merecemos porque é grande em benignidade.

Finalmente você diz que aprecia a doutrina das Testemunhas de Jeová quanto ao destino eterno das pessoas, mas isso equivale dizer que você prefere acreditar em uma doutrina ensinada por pessoas que negam a divindade de Cristo. Você prefere isso a crer no que a Bíblia diz?

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