As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Barnabe era apostolo?



https://youtu.be/vnlfCySgCTE

Depois de ler minha última postagem sobre "apóstolos", sua dúvida foi a respeito de Barnabé: se ele não preenchia os requisitos dos doze apóstolos, como pode ser chamado de apóstolo? E se ele pode ser chamado assim, por que alguém hoje não poderia trazer o mesmo título?

Se considerarmos que Barnabé e Paulo foram comissionados pelos doze apóstolos em Jerusalém para irem aos gentios (Atos 15), e que em Atos 14:14 estavam sendo chamados "apóstolos" no contexto da mesma missão à qual tinham sido enviados pelo Espírito Santo em At 13:2 e em conexão com a designação dada a eles pelos 12 apóstolos, devemos entender que se trata de um caso muito particular. Basta lermos a continuação de Atos para vermos o peso e a importância que teve essa missão dos dois no mundo gentio, cujos frutos colhemos até hoje.

Em Atos 15 nós vemos os apóstolos e anciãos de Jerusalém, em conjunto com toda a assembléia ali, enviando Paulo e Barnabé a Antioquia em uma missão especial aos gentios, juntamente com Judas e Silas. Na carta que os apóstolos enviam eles decrevem Paulo e Barnabé como "homens que já expusaram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo". A respeito disso passagem J. N. Darby comenta em sua "Synopsis":

"Além do mais, Paulo é encomendado pelos irmãos à graça de Deus em seu trabalho. O título dado a Paulo e Barnabé pelos apóstolos mostra a diferença entre a autoridade apostólica, estabelecida por Cristo em pessoa, e aquela que foi assim constituída pelo poder do Espírito Santo - enviados pelo próprio Cristo, sem dúvida alguma, mas neste caso saindo na obra particularmente pela direção do Espírito Santo, sendo essa missão deles garantida pelo Seu poder. Para os apóstolos, Paulo e Barnabé não possuem outra designação além do seu trabalho - 'homens que já expuseram a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo'. Eles são aquilo que o Espírito Santo fez deles. Apóstolos são os doze."

Recapitulando: Dois homens, Barnabé e Paulo, estavam sendo "enviados" aos gentios num caráter semelhante ao dos doze apóstolos enviados a Israel, e ganham por isso o título de "apóstolos", mas em caráter muito particular e associado à sua missão. O que hoje conhecemos por cristianismo é fruto do trabalho desses homens, já que somos gentios vivendo fora da esfera inicial de atuação dos doze.

O peso disso é inegável, e nenhum pregador de televisão hoje poderia apresentar as credenciais que tinham Barnabé e Paulo para serem chamados de apóstolos. Mais uma vez lembro que o título ali estava diretamente conectado àquela missão, não à autoridade apostólica, a qual já comentei em outro texto ter sido delegada por Cristo e ratificada pelo Espírito Santo no texto inspirado no que diz respeito a Matias.

Poderíamos considerar as prerrogativas do apostolado às quais os doze se encaixam como a regra, e o caso de Barnabé e Paulo nesta missão como a excessão. Mesmo assim, uma excessão devidamente autorizada pela Palavra de Deus, algo que nenhum "apóstolo" atual conseguirá demonstrar.

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