As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como devemos nos congregar? Parte 3



https://youtu.be/k7-tkKG5-p4

Vou tratar em detalhes do assunto "evangelismo" em sua relação com a assembleia. Como já disse em outra mensagem, e não custa lembrar, o evangelismo é um dom e atividade individual. Você não encontra o evangelismo entre os tipos de reuniões que mencionei: comunhão e doutrina dos apóstolos, ceia do Senhor e orações. Do mesmo modo como a Igreja não ensina doutrina (são os dons individualmente que o fazem quando a assembleia está reunida), a Igreja não prega o evangelho.

Esse é um erro comum na cristandade que os protestantes adotaram dos católicos, que até hoje falam coisas do tipo "a Santa Igreja ensina tal e tal". A Igreja dá testemunho a homens e anjos por ser o corpo de Cristo, mas ensinar e evangelizar são atividades dos diferentes dons. A falta de entendimento de que o evangelismo não é uma reunião da igreja, mas sim uma exposição para incrédulos, e a falta de liberdade para o Espírito Santo escolher quem Lhe apraz para ministrar doutrina para os crentes em uma reunião, faz com que em muitas denominações os irmãos só escutem o evangelho dia após dia.

Não que isto seja ruim, pois afinal o evangelho "é o poder de Deus para todo aquele que crê". O problema é que, se o dom do pastor for o de evangelista, essa congregação não receberá alimento mais sólido e não crescerá no conhecimento das glórias de Cristo, que é o verdadeiro tema da ministração para crentes. Quando, há mais de 30 anos, eu me congregava numa congregação batista na qual não havia um "pastor" oficial, eu e outro irmão nos revezávamos para pregar, e obviamente o tema era sempre o evangelho e todas as reuniões terminavam com um convite para as pessoas se converterem, levantarem a mão, virem à frente etc. Uma noite não apareceu nenhum incrédulo convidado e ficamos completamente perdidos, sem saber o que fazer.

Por isso, lembre-se sempre de que quando a igreja ou assembleia está reunida, ela está reunida para o Senhor, não para os incrédulos, que é o motivo principal de uma pregação do evangelho. Numa assembléia numa localidade podem existir iniciativas dos que evangelizam e estas serem endossadas por todos os irmãos de uma assembleia, como é o caso da pregação do evangelho que temos aos domingos à noite no salão de reuniões aqui em Limeira. A cada domingo um irmão (de um grupo de 5 ou 6 que têm esse exercício no coração) se reveza para pregar o evangelho às pessoas que são convidadas para este fim. Mas não é uma reunião da assembleia, e sim uma pregação das boas novas de salvação feita por um irmão à frente de uma audiência convidada para este fim.

Há também iniciativas individuais de irmãos voltadas para o evangelho, como é o caso do trabalho que tenho feito na Internet, ou de uma editora que existe no Brasil chamada Verdades Vivas, de responsabilidade de 3 irmãos, que publica folhetos evangelísticos, livretos e calendários. E há também a iniciativa individual de cada um que fala a seus amigos, vizinhos e parentes.

Existe também a possibilidade de algum irmão sentir um chamado do Senhor para dedicar parte ou todo o seu tempo na obra do evangelho ou da visita a irmãos, e isso é uma questão entre ele e o Senhor. O irmão não irá pedir a permissão de ninguém para isso, mas obviamente também não irá querer fazer algo à revelia da assembleia onde congrega. Esta pode reconhecer que aquele trabalho vem do Senhor e decidir ter comunhão com esse irmão também em suas necessidades materiais, se for o caso. Mas entenda que não existe nem uma solicitação neste sentido pelo irmão que sai trabalhar na obra do Senhor, e nem um compromisso da assembleia de sustentá-lo. O exercício é entre o irmão e o Senhor, portanto é do Senhor que ele deve esperar o auxílio, que pode vir através de assembleia ou de iniciativas individuais.

Mais uma vez é bom frisar isto, pois dentro das denominações é comum não existir uma definição clara do que seja uma reunião dos santos para adorar a Deus ou para a edificação, exortação e consolação dos santos, e uma pregação do evangelho para incrédulos. É comum nesses lugares todas as reuniões indistintamente terminarem com algum tipo de apelo para as pessoas se converterem.

Embora eu esteja passando rapidamente por estes assuntos sem dar muitas referências bíblicas, certamente você irá identificar as passagens que falam desses assuntos e poderá conferir se são de fato assim na Palavra de Deus, e espero que você o faça. Falarei algo sobre o caráter solene da reunião em nome do Senhor em uma próxima vez. Clique aqui para continuar...

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