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Por que você não monetiza seus vídeos?



https://youtu.be/aZScGyv3GwU

Você escreveu preocupado comigo, pois viu que a pandemia do coronavírus também me afetou profissionalmente, já que já que o mercado de palestras, como muitos outros, entrou em compasso de espera. Mas não sou eu apenas que passa por isso, pois meus clientes também, ou fecharam as portas, ou demitiram em massa justamente aquelas pessoas que costumam ser meu público de palestras.

Então você perguntou por que eu não monetizo meus vídeos do evangelho, de modo que o YouTube possa lucrar com eles e me repassar parte dos ganhos, sem que meu público precise pagar para continuar assistindo. Você sugere que eu deveria usar isso com alternativa financeira neste momento em que meu trabalho como palestrante parou. Sua opinião é que fazendo assim eu não estaria recebendo diretamente de meu público, portanto não estaria fazendo da pregação do evangelho uma fonte de lucro às custas de minha audiência.

Agradeço sua preocupação, mas quando me propus a não monetizar meus vídeos do evangelho tive alguns motivos para agir assim. Um era que provavelmente as propagandas que o Google acrescentaria seriam por similaridade de interesses, e aí eu odiaria ver propagandas de igrejas e pregadores mercenários aparecendo em meus vídeos. Isto sem falar de outros produtos ou entretenimento que poderiam ser contrários ao tema do canal.

Eu sei que é possível bloquear anunciantes, mas aprendi que dá trabalho. No começo eu fiz isso em meu outro canal, a TV Barbante, que é monetizado, e tentei por algum tempo bloquear anúncios de outros palestrantes ou com os quais não concordava, até desistir, pois a vigilância precisava ser constante.

Outro motivo foi que, ao fazer uma experiência com um vídeo do evangelho monetizado, a primeira propaganda que apareceu foi de uma marca de perfume, com uma mulher seminua rolando na cama com um homem. Perfeitamente usual para um anúncio de cosméticos, mas nada a ver associar isso a uma mensagem bíblica.

O terceiro motivo foi por achar que deveria pregar e ensinar de graça, nada pedindo em troca. Sua análise é equilibrada e pertinente, quando diz que mesmo monetizando pelo AdSense eu não estaria cobrando de minha audiência, e sim recebendo dos anunciantes do YouTube. Sendo assim não poderia ser considerado como alguém enfiado no mesmo balaio dos pregadores que pedem dinheiro o tempo todo no rádio, TV e na Web. Aliás, nunca vemos algo assim na Palavra de Deus, quero dizer, o pregador pedir dinheiro a outro que não seja o próprio Senhor da seara.

Os apóstolos incentivavam as coletas para os santos em dificuldades, mas nunca pediam nada para si mesmos. Alguns alegam que os hebreus, antes de saírem libertos do Egito, pediram bens aos egípcios e assim saíram ricos e bem supridos. Mas se você considerar os anos que eles trabalharam de graça como escravos, aquilo pode até ser considerado uma rescisão de contrato com indenização. Mas não deve ser assim na atual era da Igreja. Inclusive este foi um dos elogios que João fez aos gentios que tinham se convertido, saídos do meio do paganismo: "Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios." (3 Jo 1:7).

Mesmo sem eu inscrever meus canais de evangelismo e ensino da Palavra no AdSense, eventualmente alguém sem noção me escreve acusando-me de mercenário, por acreditar que em algum momento ou lugar eu peça dinheiro de minha audiência à semelhança dos pregadores mercenários. O mais engraçado foi o caso de um irmão, que hoje está congregado em comunhão com os irmãos somente ao nome do Senhor, que me contou que no começo assistia meus vídeos com um pé atrás e um pensamento em sua mente: "Quero só ver a hora em que ele vai pedir dinheiro...".

Tenho em meu site "O que respondi" um texto/vídeo com o título "Você ganha dinheiro pregando o evangelho na Internet?" e outro "Por que voce vende a Palavra de Deus?" explicando que não peço dinheiro, que meus livros impressos são vendidos a ganho "zero" de direitos autorais, e que meus canais "O Evangelho em 3 Minutos" e "O que respondi" não são monetizados, para evitar qualquer obstáculo ao evangelho.

Mesmo que eu pudesse apelar para passagens como a de 1 Coríntios 9:14, "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho", prefiro dizer como Paulo, "eu de nenhuma destas coisas usei" (1 Co 9:16). Afinal, até o momento o Senhor tem sido mais que generoso para comigo por meio de minha profissão de palestrante, mesmo agora em que meu trabalho está suspenso e precise contar com os ganhos de minha aposentadoria.

Já recebi sugestões para criar cursos em vídeo com minha experiência na área de carreira e negócios, pois muitos de meus vídeos da TV Barbante são hoje usados sem custo algum em cursos de pós graduação, como na Fundação Getúlio Vargas e outras instituições. Sei disso porque recebo fotos tiradas por alunos na sala de aula. Porém até agora tenho resistido seguir esse caminho, por duas razões.

Uma, porque em 2002 fui contratado por uma empresa de Educação à Distância para desenvolver um curso de "Qualidade no Atendimento em Consultório Médico". A empresa nem chegou a lançar o atendimento em consultório e foi direto para a UTI, falindo e me deixando na mão. O único prêmio de consolação foi eu ter conseguido ficar com meu material original, que transformei no livro "Laura Loft - Diário de uma recepcionista", que pode ser encontrado também na Amazon no Brasil e no exterior.

O curso, criado na época para CD na época da Internet discada e compatível com o Windows de então, tinha textos, questionários, vídeos e áudios, ficou pronto, mas nem chegou a ser lançado. Outra razão de eu hoje ser resistente à ideia de produzir cursos em vídeo para serem vendidos é por entender que o volume de material grátis de qualidade hoje disponível na Web inviabiliza qualquer iniciativa neste sentido.

Mas se você realmente se sente mal de receber algo produzido por mim e eu não ganhar nada com isso materialmente falando, então aqui vai uma dica: Assista meus vídeos na TV Barbante e aproveite para fazer maratona das playlists enquanto dorme no sofá e encharca sua mente de conhecimento. Estes vídeos são monetizados, e cada vez que você assiste um, além de aprender algo para sua carreira, eu ganho umas moedas do Google. Por enquanto número de vídeos ali é apenas uma fração do que tenho nos canais do evangelho, mas o suficiente para eu pagar minha conta de Internet.

Porém isto não significa que eu não aprecie também que você faça mais uma coisinha por mim: Ore por este trabalho de evangelização via Internet, pois as orações são sempre bem vindas.

https://www.youtube.com/tvbarbante

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional www.mariopersona.com.br. Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.
O que respondi by Mario Persona is licensed under a Creative Commons Atribuição-Vedada a Criação de Obras Derivadas 2.5 Brasil License. Creative Commons License
Esclarecimentos: O conteúdo deste blog traz respostas a perguntas de correspondentes, portanto as afirmações feitas aqui podem não se aplicar a outras pessoas e situações. Algumas respostas foram construídas a partir da reunião das dúvidas de mais de um correspondente. O objetivo é apenas mostrar o que a Bíblia diz a respeito das questões levantadas, e não sugerir qualquer ingerência de cristãos na política e na sociedade, no sentido de exigir que as pessoas sigam os preceitos bíblicos. O autor é favorável à livre expressão e, ainda que seu entendimento da Bíblia possa conflitar com a opinião de alguns, defende o respeito às pessoas de diferentes crenças e estilos de vida. Aqui são discutidas ideias e julgadas doutrinas, não pessoas. A opção "Comentários" foi desligada, não por causa das opiniões contrárias, mas de opiniões que pareciam favoráveis mas que tinham o objetivo ofender pessoas ou fazer propaganda de alguma igreja ou religião, induzindo os leitores ao erro.

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