As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Deus nao ama pecadores?



https://youtu.be/hQQB88trluI

Você escreveu que Deus não ama pecadores porque pecadores têm pecado! Se Deus não ama pecadores, quem Ele ama afinal? Como Deus poderia ter amado o mundo? Teria Ele amado as plantas e os bichos e deixado de lado a humanidade por ser pecadora? Pelo jeito você não faz ideia do que seja o amor divino, o amor que ama o próprio inimigo; o amor que intercede pelos algozes.

Luc 23:34 E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.

Seu longo e elaborado raciocínio cheira a enxofre; é bem no estilo dos fariseus que tinham repugnância pelos pecadores por se acharem justos e corretos em todo o seu andar. Se Deus não ama pecadores como poderá amar você? Sim, pois se você confessa ter sido salvo por Cristo isto não significa que tenha deixado de ser pecador. Se acha que já não é mais pecador então é melhor ler isto: http://www.respondi.com.br/2010/05/continuamos-pecadores-depois-de-salvos.html

Existe em você ainda a velha natureza cuja especialidade é pecar. E não venha me dizer que você não peca, porque esta já seria uma grande mentira, um grande pecado. E se você ainda é um pecador, como então poderá (segundo seus raciocínios) desfrutar do amor de Deus? Ou será que Deus ama você só quando está dormindo e não corre o risco de dizer uma palavra torpe, agredir alguém ou ter desejos impuros? Aí você estaria com um problema, pois nem com você dormindo Deus poderia amá-lo. Já teve sonhos eróticos?

1Jo 1:8 Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.

1Rs_8:46  Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque)

Uma boa figura da condição de um servo de Deus é o que acontece com Moisés em seu encontro com Deus. Deus tinha dado a Moisés poder para fazer três sinais na presença de Faraó, para convencer o soberano egípcio. Um era transformar a vara em serpente, outro enfiar a mão no peito por debaixo das vestes e ela sair leprosa, outro transformar a água do Nilo em sangue.

O sinal da mão leprosa Moisés não fez na presença de Faraó, talvez porque aquele sinal fosse muito mais para dar uma lição em Moisés do que em Faraó. Deus estava lhe ensinando que, apesar de todos os privilégios que estava recebendo, ele continuava pecador. O pecado (simbolizado pela lepra) continuava ali em seu peito, latente e pronto para se manifestar. Somos bem assim: não queremos que os outros saibam o que realmente existe em nosso coração.

Êxo 4:6 E disse-lhe mais o SENHOR: Mete agora a mão no peito. E, tirando-a, eis que sua mão estava leprosa, branca como a neve.

Você talvez estranhe esta minha reação tempestiva, mas ela é perfeitamente cabível diante de tamanha heresia. Eu jamais responderia assim a uma prostituta, um ladrão ou qualquer pessoa que o Senhor certamente trataria bem e receberia em Seus braços. Ele ama pecadores. Mas suas ideias merecem a mesma reação que Jesus tinha quando diante de fariseus que justificavam a si mesmos e se achavam melhores do que as pessoas comuns.

Luc 18:9 E disse também esta parábola a uns que confiavam em si mesmos, crendo que eram justos, e desprezavam os outros:

Mat_9:13 Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.

Mat_23:28-29 Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que edificais os sepulcros dos profetas e adornais os monumentos dos justos,

Imagine um Deus que pede que amemos nossos inimigos sem que Ele próprio possa amar os pecadores inimigos dEle?! Seríamos então mais capazes do que Deus? Isso é como o espiritismo que ensina os homens devem perdoar uns aos outros, mas nega que Deus possa perdoar o pecador - para isso Kardec manda seus seguidores reencarnarem. Na concepção espírita Deus é menos capaz que um bom espírita que pode perdoar seus ofensores. Deus não.

Aliás, em seu perfil no Facebook você se diz cristão e lá está cheio de mensagens suas defendendo a "fé reformada". Porém, em meio a elas você postou um pensamento assinado por "André Luiz" (suposto espírito que falava com Chico Xavier) com um link para "Espíritismo Consolador". Agora posso entender a salada que deve estar sua mente, uma mistura de protestantismo com a justiça própria que o espiritismo prega.

Mat_5:44 Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus;

Voltando ao pedido de Deus para amarmos nossos inimigos, como podemos amar nossos inimigos se não for com o mesmo amor de Deus, já que não existe em nós tal poder ou qualidade?!

1Jo 4:19 Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro.

1Jo 4:12 Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor.

1Jo 4:16 E nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele.

Pelo jeito você ainda não entendeu a "dispensação da graça de Deus". A declaração de Deus é sim genérica e abrangente: DEUS AMA PECADORES. Caso contrário a quem Ele amaria se, ao olhar para a criação arruinada, não visse ninguém senão pecadores? Como Ele daria o Seu Filho para morrer por pecadores se não os amasse? Como Ele teria feito provisão para salvar o mundo todo (apesar de sabermos que nem todos serão salvos) se não fosse por um amor tão abrangente que incluísse o mundo inteiro? - 1Jo_2:2 E ele é a propiciação pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo.

Quer saber que "mundo" era esse que Deus amou ao ponto de entregar o Seu Filho? Este aqui:

Rom 3:9-19  Já dantes demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado;  Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; Peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; Cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; E não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos. Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que toda a boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus. 

Deus não apenas ama os pecadores, mas o fato de amar pecadores e ter entregue Seu Filho para morrer é prova de Seu amor para conosco.

Rom 5:8 Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, SENDO NÓS AINDA PECADORES.

Joã 3:16 Porque Deus amou O MUNDO [humanidade] de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

1Jo_4:19 Nós o amamos a ele porque ELE NOS AMOU PRIMEIRO. (Primeiro quando? Obviamente quando ainda estávamos perdidos)

1Jo 3:16 Conhecemos O AMOR nisto: que ele deu a sua vida por nós,

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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