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Você crê que a Bíblia é a inerrante Palavra de Deus?



A resposta a essa questão é muito simples: O Evangelho de João começa dizendo que "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens." (Jo 1:1-4).  Agora tente perguntar fazendo o caminho inverso, sempre lembrando que o Verbo é Cristo: 

Seria ELE a luz dos homens? Estaria em Cristo a Vida? Existiria alguma coisa que não tivesse sido feita por ELE? Seria ELE divino e eterno e teria compartilhado da Divindade desde sempre e eternamente? Seria o Verbo Deus? Estaria o Verbo com Deus? Estaria o Verbo na origem de tudo? Se você disser que a Bíblia é a Palavra de Deus, o Verbo de Deus, então sendo ela o Verbo Deus, é impossível que essa Palavra de Deus possa errar, uma vez que Deus se manifesta na sua Palavra e essa manifestação é inerrante.

Geralmente quem critica a Bíblia não conhece seu Autor, ou então quer analisar a Bíblia do ponto de vista científico, quando ela nunca foi escrita para ser um compêndio científico. Ela foi escrita para revelar aos homens quem é Deus e quem é Jesus, e nos indicar o caminho da salvação eterna. Deus quis falar aos homens de coisas mais importantes do que as visíveis, palpáveis e experimentáveis, que normalmente procuramos analisar pelos métodos científicos. "Não atentando nós nas coisas que se VEEM, mas nas QUE SE NÃO VEEM; porque AS QUE SE VEEM são temporais, e AS QUE SE NÃO VEEM são eternas." (2 Co 4:18).

Alguns dirão que não podemos acreditar em um livro que se originou de manuscritos antigos e que, ao longo do tempo, teve cortes e acréscimos em seu texto original. Eu pergunto: se você tivesse acesso ao original será que iria considerá-lo confiável em suas afirmações? Bem, infelizmente isso não é possível pois hoje não existe um manuscrito original e acredito que Deus tenha permitido que assim fosse para que os manuscritos não se transformassem em objetos de culto, como fazem com o pseudo "Santo Sudário". Temos hoje apenas cópias segundas, terceiras, décimas, etc. Quanto mais longe a cópia estiver do original, mais sujeita a erros. Pelo menos é assim que deveria acontecer com um texto qualquer. Será que ocorreu o mesmo com os textos bíblicos?

Bem, o livro de Isaías que temos hoje vem de um manuscrito bem posterior a Isaías, e até a Cristo (Isaías viveu 700 anos antes de Cristo). Entre os manuscritos descobertos em uma caverna em Quam Ram (acho que é assim que se diz), havia um de Isaías, muitíssimo mais antigo que o usado hoje para compor nossas Bíblias. Adivinha? Sim, é idêntico. O cuidado na cópia era tanto, que hoje há manuscritos que trazem uma mancha de tinta na margem, que é repetida nas cópias seguintes.

Geralmente quem diz que a Bíblia que temos hoje foi alterada, não é capaz de mostrar a anterior, a original. Sim, porque para você dizer que algo foi adulterado é preciso ter o original, ou uma cópia anterior. Já viu alguém mostrar isso? Esses defensores da originalidade, que supostamente descobriram tantas alterações, deveriam trazer a público a cópia mais fiel que certamente possuem, para benefício de todos, não? E àquele que diz que ela perdeu sua confiabilidade por ter sido alterada, eu pergunto: Se você fosse o próprio Deus, Criador de todas as coisas, daria tão pouca importância às suas próprias declarações que deixaria que os homens a corrompessem como bem quisessem? Ora, até mesmo autores humanos se cercam de advogados de copyright para processar e condenar corruptores de suas obras, quanto mais Deus!

Há quem diga que a falta de concordância entre as muitas interpretações da Bíblia já seria prova de ela não ser inspirada por Deus e inerrante. Ora, se você reunisse duzentos cegos para explicarem a luz você acha que haveria unanimidade entre eles? A Bíblia pode ter muitas aplicações de seus textos, mas tem uma única e certeira interpretação, aquela que é dada pelo próprio Espírito que inspirou seus profetas a colocarem as palavras no papel, ou na pele de cabra, ou no papiro, ou na lâmina de metal, ou no tablete de argila, como você quiser.

Só existe uma maneira de se entender a Bíblia, e não é com a mente natural que o homem herdou de Adão. Assim como foi preciso o Espírito Santo capacitar seus profetas para escrever seus textos, você precisará também fazer um download em um "plugin" divino, ou não vai funcionar. Afinal, não é isso mesmo que o sistema operacional de seu computador faz para interpretar os "zeros e uns" da linguagem binária? "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente." (1 Co 2:14).

Lembre-se de que não foram os israelitas ou os cristãos que afirmam que a Bíblia é a Palavra de Deus; são as mesmas Escrituras que se encarregam de fazer isso. Sendo assim, ou ela é, ou ela não é. Se não for, deve ser rejeitada completamente o livro mais mentiroso, vil e pernicioso existente nas bibliotecas humanas, pois afirma ser o que não é, se não o fosse. Você tem uma Bíblia em sua casa? Se ela não é a Palavra de Deus, tire-a agora mesmo de perto de sua família. Nem deixe seus filhos chegarem perto dela, pois eles poderão ser enganados por um compêndio mentiroso do começo ao fim. Você deixaria seus filhos tomar um medicamento que contivesse veneno? É claro que não, e assim é um livro que diz ser a Verdade, mas mente, por trazer tantas vezes afirmações como "Assim diz o Senhor...". Todavia, se ela for a Palavra de Deus, renda-se a ela.

Talvez um artigo escrito por James Boyd, que viveu entre a metade do século 19 e a terceira década do século 20 possa esclarecer melhor o que é a inerrância das Escrituras.

Algunsdizem que a inerrância das Escrituras "é um princípio que em lugar nenhum é afirmado ou reivindicado nas próprias Escrituras". Se os homens santos da antiguidade falaram movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:21), muitos de nós que acreditam que é impossível que Deus minta (Tito 1:2) considerariam este fato suficiente para estabelecer a veracidade de Escritura. Acaso não disseram os Profetas: “Ouvi a palavra do Senhor”? E nosso Senhor não disse que Moisés escreveu a Seu respeito, e que se os judeus tivessem acreditado em Moisés, eles também teriam acreditado em nele? "Mas, se não credes nos seus escritos, como crereis nas minhas palavras?” (Jo 5:47). Evidentemente, o Senhor presumiu que eles não deveriam ter tido dificuldade em reconhecer as Escrituras. 

Talvez os seguidores da “alta crítica” daqueles dias, que eram, suponho, os saduceus, tivessem separado para o povo o folclore do fato! Paulo fala de coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, e não subiram ao coração do homem, coisas que Deus preparou para os que O amam; e sobre essas coisas, ele diz: “Deus as revelou a nós pelo Seu Espírito”. E então, quanto à sua comunicação com os outros, ele diz: "O que também falamos, não com as palavras que a sabedoria do homem ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina." E novamente “Se alguém se considera profeta ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor” (1 Co 2:9-13; 14:37). 

O próprio Senhor, Seus apóstolos e todos os Seus profetas usam as Escrituras como o único tribunal de apelação em relação a todas as questões que tenham qualquer relação com as coisas divinas. Uma única passagem do volume inspirado resolvia todas as questões que poderiam surgir. Às Escrituras não deviam ser feitos acréscimos, e nem delas retiradas retiradas quaisquer coisas. Os tessalonicenses receberam o Evangelho pregado por Paulo, que diz terem eles recebido “não como palavra de homens, mas (segundo é, na verdade), como palavra de Deus” (1 Tes. 2:13), e por isso deu graças a Deus. Não há uma única sugestão dada por nosso Senhor ou por Seus apóstolos de que possa existir erro no texto. 

Um livro como esses críticos nos dizem ser a Bíblia nunca teria sido colocado nas mãos de qualquer homem pelo Deus vivo. Eu O conheço bem o suficiente para ser capaz de dizer isso com a maior confiança. Direi mais do que isso: direi que O conheço o suficiente para afirmar que, se Ele nos deu este Livro como uma revelação dos propósitos e conselhos de Seu amor, Seus caminhos para com Sua criatura rebelde, Seu governo do mundo, o caminho que Ele tomou para levar a efeito Seus conselhos eternos, Ele não teria permitido que fosse corrompido pelos impulsos da mente humana vagando nas brumas e neblinas de seu abandono do próprio Deus, mas teria velado por por ela com solicitude infinita, e o teria preservado da corrupção profanadora da velha serpente.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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