As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Por que Jesus disse "Pai, por que me abandonaste"?



https://youtu.be/7OBdOxA89tM

Jesus nunca disse "Pai, por que me abandonaste", ele disse "Deus meu, Deus meu, porque me desamparaste (ou abandonaste)" (Sl 22:1, Mt 27:46; Mc 15:34). O Pai não abandonou o Filho do mesmo modo como Abraão foi até o altar do sacrifício com seu filho Isaque, ambos figuras do Pai e do Filho. Na cruz Jesus foi feito pecado por nós e daí as trevas por três horas enquanto ele recebia sobre o seu corpo o juízo que era devido ao pecado.

Deus não podia ter comunhão com ele naquelas três horas, pois Deus é Santo e naquela cruz estava o Filho de Deus tornado em pecado, o qual Deus não podia tocar, mas apenas julgar e condenar. Nem eu nem você vamos entender isso, pois é um dos grandes mistérios inacessíveis ao homem.

George Cutting escreve em seu livro "Luz para as almas ansiosas":

De que modo então, depois de calar "toda boca" na família humana inteira, e pronunciar "todo homem" culpado diante dele, poderá Deus salvar qualquer um com justiça? Ouça a resposta abençoada do Espírito de Deus: "Pois é Cristo quem morreu" (Rm 8:34). "Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" (Is 53:5).

A culpa do pecado recaiu sobre o Cordeiro,segundo os desígnios do próprio Deus. Toda indagação da consciência perturbada quanto à penalidade aplicada ao pecado é respondida por outra pergunta — a qual perdurará por toda a eternidade — "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Mc 15:34).

Quem poderia responder esse "Por que?" misterioso do Calvário? Vamos fazer uma pausa e investigar. Os demônios confessaram ser ele o Santo de Deus. Poderiam os poderes das trevas nos dar uma razão? Impossível. O próprio Satanás viu-se frustrado toda vez que se aproximou daquele que podia dizer, "Porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim" (Jo 14:30).

Os anjos ministraram a ele depois de sua tentação no deserto. Não sabiam que Deus se agradava dele e que fizera sempre aquilo que dava prazer ao Pai? Seria possível, no entanto, responderem a esta pergunta momentosa? Repetimos, impossível: "para as quais coisas os anjos desejam bem atentar" (1 Pe 1:12).

Seus discípulos viram como a boca dos opositores fora silenciada pelo seu desafio sem resposta: "Quem dentre vós me convence de pecado?" (Jo 8:46). Eles deviam conhecer as palavras de Davi nas escrituras do Velho Testamento: "Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão" (Sl 37:25). Vemos agora o único Homem absolutamente justo que já pisou nesta terra — "Jesus Cristo, o justo" — e ele foi desamparado! Maravilha das maravilhas! — Por que? O homem não tem resposta paia essa pergunta; nem mesmo aqueles mais dedicados a ele.

Deus o Pai, atraíra mais de uma vez a atenção do céu e da terra para o fato de que no Abençoado e Humilde, ele encontrara perfeita satisfação e prazer. Irá ele abrir novamente os céus para dar uma resposta a esse "Por que?" misterioso? Não. O bendito portador de pecados é deixado para sentir, como só ele poderia sentir, em meio às trevas daquelas três horas, o terror dessa palavra: "DESAMPARADO".

Outros haviam clamado em tempos idos; suas vozes foram ouvidas, eles foram salvos; mas atente às palavras dele, enquanto alcançam e ferem nosso coração, em meio àquelas trevas terríveis: "Eu clamo... e tu não me ouves" (Sl 22:2). Não existe, portanto, resposta à pergunta? Bendito seja Deus, ela existe, caso contrário, adeus a qualquer esperança de paz para você e para mim. A fé encontrou uma resposta. De onde a tirou? Se os demônios, anjos, homens, não puderam fornecê-la; se Deus não o fez, qual a sua procedência? Ela saiu dos lábios daquele que fora Esquecido! Ele justificou a Deus por se esquecer dele.

Quão precioso! Precioso e inconcebível! Repita isso sempre e jamais deixe que essa lembrança se apague. Ele justificou Deus por desampará-lo. Ouça as suas palavras benditas no Salmo 22:3, "PORÉM TU ÉS SANTO, o que habitas entre os louvores de Israel". Foi como se dissesse: "Sois tão santo que não poderias fazer menos que isso, em toda justiça, além de voltar as costas ao pecado, mesmo quando teu amado Filho o levava sobre si". É verdade! Quando se trata de julgar o pecado, não pode haver alívio, nenhuma resposta, até que a taça da condenação se esgote.

Quanta solenidade, todavia quanta beleza nisso tudo! Como o pecador perturbado se sente atraído para esse precioso Salvador, enchendo seu coração de paz e fazendo-o transbordar de louvor. Que maior prova podemos ter então de que os pecados dos crentes em Jesus já foram julgados com justiça — julgados na Pessoa de seu adorável Substituto? Deus pode ser agora "justo e justificador daquele que tem fé em Jesus" (Rm 3:26) Eles não são justificados pelo fato de nada poder ser dito contra a sua Pessoa, mas sim pelo sangue precioso que, de uma vez por todas, satisfez todas as acusações que o próprio Deus poderia fazer contra eles.

Adorai-Lhe, Adorai-Lhe,
Sua gloriosa obra consumou
Louvai-Lhe e Exaltai-Lhe,
Do pecador o juízo tirou
E sobre o Filho de Deus o lançou
"Está consumado" clamou em dor
na cruz ao morrer por mim
Fui culpado e pecador
Mas Cristo me salva assim.

Vemos assim que os pecados do crente não escaparam do castigo. O evangelho não fala de um Deus cujo amor foi expresso passando por alto o pecado, mas de um Deus cujo amor pelo pecador só poderia se manifestar quando seus direitos santos contra o pecado tivessem sido rigorosamente satisfeitos e sua penalidade suportada até o fim.

"Que seja o pecado julgado"
Sobre a cruz está escrito.
"E o pecador libertado"
Oh gozo bendito!

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por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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