As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Como argumentar com quem despreza o dispensacionalismo?



https://youtu.be/mGqZf8hnPYM

Você leu um texto de alguém que despreza o dispensacionalismo e queria saber que argumentos usar para rebatê-lo. Quer um conselho? Nem perca o seu tempo discutindo com um clérigo este assunto, principalmente esse que tem tantos cursos e títulos teológicos. Dificilmente ele iria ceder diante de um leigo como você ou eu, porque essa é a postura natural de um clérigo.

Vi que o autor do texto é Bacharel em Teologia, Mestre em Teologia e Mestre em Teologia do Novo Testamento. Você acha que ele iria querer descer de um salto alto assim, que conseguiu com tanto esforço e estudos teológicos? Só por obra do Espírito Santo um clérigo pode aceitar deixar o púlpito clerical e sentar-se no banco ao lado dos irmãos como um comum e aprender deles.

Digo isto porque é este o modelo de uma reunião da Igreja nos moldes bíblicos, onde você não encontra um dirigente à frente, mas dois ou três congregados ao nome do Senhor e o Espírito Santo com liberdade de usar quem ele quiser para o ministério da Palavra.

"Tratando-se de profetas, falem apenas dois ou três, e os outros julguem. Se, porém, vier revelação a outrem que esteja assentado, cale-se o primeiro. Porque TODOS podereis profetizar, um após outro, para TODOS aprenderem e serem consolados." (1 Co 14:29-31).

O próprio texto que você me enviou desse autor já trai sua intenção velada de dizer que a Bíblia não é para ser entendida por qualquer um, mas por aqueles que fazem um estudo aprofundado. Ou seja, pelos clérigos. Repare nesta parte, lembrando que quando ele diz "Os irmãos" está se referindo aos que estavam congregados ao nome do Senhor no século 19, que é o assunto do artigo: "Os Irmãos rejeitavam qualquer sistema clerical ou de classe ministerial, insistindo que estavam regressando à forma simples de culto e governo eclesiástico dos apóstolos...”.

Em tom de sarcasmo, um dos autores que ele cita em seu texto diz:

"Dentre os perigos que ele ressalta está a atitude de superioridade que a obra implanta na mente de seus leitores e que, certamente, já foi testemunhada pela maioria dos que, em alguma ocasião, puderam dialogar com dispensacionalistas sobre os pontos de divergência. Diz Cox que 'nenhuma doutrina da Bíblia apresenta o menor problema a esses experts. Nem precisam eles fazer um estudo mais profundo; tudo o de que precisam está contido nas notas de rodapé da Bíblia de Referência de Scofield.'"

Aparentemente tudo o que esse autor conhece de dispensacionalismo vem de uma versão resumida e adaptada das verdades redescobertas pelos irmãos do século 19. Elas foram emprestadas por outro reverendo, Scofield, em sua conhecida "Bíblia de Scofield", o que ajudou a popularizar o conceito de dispensacionalismo até mesmo introduzindo-o no corpo de doutrina de muitas denominações. Se o autor desse texto conhecesse realmente a obra que os irmãos do século 19 deixaram não falaria assim. Um irmão congregado ao nome do Senhor costumava dizer que quando via um denominacional lendo uma Bíblia de Scofield ficava alegre. Mas quando via um irmão em comunhão reunido ao nome do Senhor fazendo isso ficava triste.

Evidentemente nem os fariseus dos tempos de Jesus queriam que o povo comum entendesse as Escrituras, nem a igreja católica da idade das trevas, que proibia a posse e leitura das Escrituras, e mais recentemente nem os "reverendos" e "doutores em divindade" querem ser ameaçados por "leigos" dando lições de conhecimento da Bíblia. Obviamente há exceções, mas não deveríamos nos surpreender quando víssemos homens agarrados ao púlpito com receio de perder seu poder para leigos com conhecimento das Escrituras.

"Responderam eles: Jamais alguém falou como este homem. Replicaram-lhes, pois, os fariseus: Será que também vós fostes enganados? Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus? Quanto a ESTA PLEBE que nada sabe da lei, é maldita." (Jo 7:46-49).

Quase posso ouvir dona Florinda e Kiko, dos programas do Chaves, dizendo: "Gentalha! Gentalha!" :D

Sugiro a leitura de www.dispensacao.blogspot.com

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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