As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Precisamos começar as reunioes invocando o Senhor?



https://youtu.be/PMgDqbe8tYY

Você quer saber o que acho de uma reunião de cristãos que sempre começa com uma gritaria de pessoas repetindo "Oh! Senhor Jesus!" como se fosse um mantra. Elas alegam que estão invocando o nome do Senhor e que é assim que deve ser feito. Mas será que existe fundamento no que fazem?

A Bíblia é clara que já no Antigo Testamento havia uma linhagem que começou a invocar o nome do Senhor a partir de Sete (Gn 4:26). Também mostra que o invocar o nome do Senhor nos coloca numa posição que contrasta com a do pagão que invoca seus deuses (1 Rs 18:26-39). Até mesmo para a salvação somos exortados a crer com o coração e a invocar com a boca:

"Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação." (Rm 10:8-10)

Mas qualquer bom entendedor saberá distinguir que na Bíblia está assim para deixar claro em quem cremos. Caso contrário um mudo jamais poderia ser salvo ou sequer congregar ao nome do Senhor por estar incapacitado de emitir qualquer som parecido com "Oh! Senhor Jesus!". Um gago ou um fanhoso também não seriam capazes de criar a dramatização adequada ao tom de voz que você percebe ser perfeitamente ensaiada nessas "invocações". O Senhor em quem o cristão crê não precisa ser acordado com gritos para dar atenção aos que desejam adorá-lo quando congregados ao seu nome. Ele sabe muito bem o motivo de estarem ali.

A resposta para a pergunta: "Devemos gritar 'Oh! Senhor Jesus!' quando iniciamos uma reunião da igreja ao seu nome?" você encontra nas instruções claras e detalhadas que foram dadas para uma reunião da igreja ou assembleia em 1 Coríntios 14. Ali não diz: "Comecem invocando o nome do Senhor", embora qualquer um saberia — e o Senhor mais que ninguém — que é para o Senhor que estarão reunidos. Invocar o nome do Senhor é fazer algo para ele ou sob sua direção e comando, e não usar uma frase de efeito ou palavra mágica do tipo "Shazam!" ou "Abracadabra!".

Eu, que antes de minha conversão estive imerso em religiões orientais, tenho aversão a tudo que soe como os mantras que eu costumava repetir e que efetivamente podem ter algum efeito sobre o corpo e as emoções por causa da vibração e frequência sonora. Mas o cristão não precisa de nenhum estimulante sonoro para estar em comunhão e adorar o Senhor.

Somos ensinados nesta dispensação que Deus busca adoradores que o adorem em espírito e em verdade (João 4), e essa adoração cristã pode perfeitamente ser em silêncio, pois ela vem da nova vida que temos em nós através do Espírito Santo que habita em nós. Quando oramos em nome do Senhor, quando cantamos ao Senhor, quando damos ações de graças, fazemos tudo em nome dele, e não creio que ele não entenda isso. Por outro lado alguns podem fazer uma invocação oral que impressione os ouvintes, mas que nada tenha a ver com o Senhor.

"Alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes. Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? E, saltando neles o homem que tinha o espírito maligno, e assenhoreando-se de todos, pôde mais do que eles; de tal maneira que, nus e feridos, fugiram daquela casa" (At 19:13-16).

O ponto para o qual quero chamar sua atenção é que não existe na doutrina dos apóstolos qualquer indicação de que uma invocação audível deva ser feita para se começar uma reunião. Evidentemente os que estão ali estarão ocupados com o nome do Senhor, reunidos ao seu nome e orando em seu nome. Mas ao que parece esse grupo tomou como bandeira essa prática para assim se diferenciar de outros cristãos que "não invocam" o nome do Senhor no início de suas reuniões.

A única bandeira que o cristão deve tomar é o NOME do Senhor, e não alguma prática ou modelo de invocação que o diferencie de outros irmãos em Cristo. "E de todos sereis odiados por causa do meu Nome." (Lc 21:17). "Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios." (3 Jo 1:7). Certas práticas alçadas como bandeiras de diferenciação, além de dividirem os cristãos, servem para esconder erros doutrinários mais graves. É a velha história do mágico que balança uma mão enquanto o truque é feito com a outra.

Quer um exemplo? Esse mesmo grupo professa uma doutrina das mais perniciosas, que é a ideia de que Deus enxergue duas classes diferentes de salvos por Cristo — os de primeira, chamados de vencedores, e os de segunda (que a Bíblia não chama de perdedores, mas fica subtendido que são vistos assim). Os "vencedores" iriam no arrebatamento, enquanto os "perdedores" ficariam na terra para aparar algumas arestas, como se a obra de Cristo não tivesse sido perfeita no caso deles. Se adivinhar onde a maior parcela de "vencedores" está congregada você ganha um doce.

É simples saber que ninguém vai ficar aqui no arrebatamento para ser "purificado" ou "aperfeiçoado". Se fosse assim, os que irão ressuscitar nesse dia também precisariam ser divididos em duas turmas, uns que iriam ressuscitar para subir ao céu e outros que, mesmo ressuscitados em um corpo que já não sofre, seriam obrigados a passar pela grande tribulação... para sofrer! Mas espere um pouco! Como eles passariam pela grande tribulação se já morreram? Se não morreram já aperfeiçoados e vencedores, estão perdidos perdidos para sempre, pois não existe essa segunda chance após a morte.

http://www.respondi.com.br/2017/05/existe-um-arrebatamento-parcial.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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