As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Haverá aniquilamento ou ressurreição para os perdidos?



https://youtu.be/gnslp8Gq66c

Sua dúvida é se os que sofrerão o que a Bíblia chama de "segunda morte" em Apocalipse 20:6 serão ressuscitados em seus corpos para ficarem eternamente sofrendo. Sim, é o que a Bíblia ensina, embora muitos tenham dúvidas disso, ou por incapacidade de distinguir diferentes termos bíblicos, ou por terem sido enganados por religiões como Testemunhas de Jeová e Adventismo do Sétimo Dia que ensinam um aniquilamento total dos perdidos.

Será que haverá um aniquilamento dos ímpios ou será que eles, à semelhança do salvos, ressuscitarão em seus corpos, porém para o sofrimento eterno? Daniel deixa claro que ressuscitarão ao dizer que "muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno" (Dn 12:2). E Jesus confirma, ao mostrar que no final alma e corpo terão igual destino para o perdido: "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." (Mt 10:28)

A ressurreição para bênção reservada para os salvos, mas os perdidos também terão de volta os seus corpos, pois Apocalipse diz que o mar devolverá seus mortos, e isso não está falando de devolver espíritos: "E deu o mar os mortos que nele havia" (Ap 20:13). Considerando que os corpos naturais deles já terão se transformado em comida e excremento de peixes, isso só pode estar se referindo à recomposição desses corpos num estado de ressuscitados.

Marcos 9:43-48 fala do destino dos perdidos como sendo “o inferno, onde o fogo nunca se apaga”, um lugar “onde o seu verme não morre”. Outra vez o Espírito Santo usa o mundo material para entendermos o espiritual. Quando alguém morre, o seu corpo é sepultado e sua carne é comida por vermes. Com o tempo o processo acaba e os vermes morrem, mas é só até aí que a comparação pode chegar. Na condenação a expressão “onde o seu verme não morre” nos fala de eterna e contínua degradação.

Os perdidos também receberão seus corpos ressuscitados para experimentarem essa degradação, como se fossem pessoas comidas por vermes ainda em vida. Herodes nos dá uma visão aterradora disso: “No dia marcado... vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: ‘É voz de deus, e não de homem’. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes.” (At 12:21-23).

Herodes representa o ser humano que faz de si mesmo seu deus. “Tais homens são indesculpáveis; porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe renderam graças, mas os seus pensamentos tornaram-se fúteis e os seus corações insensatos se obscureceram. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos e trocaram a glória do Deus imortal por imagens feitas segundo a semelhança do homem mortal.” (Rm 1:20-23).

Mas o que diz a passagem após dizer que Herodes “morreu comido por vermes”? Diz que, “entretanto, a Palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se.” (At 12:21-24). Percebe o contraste? Enquanto um grande homem apodrece, a Palavra de Deus prospera. Este é o consolo, esperança e certeza de todo crente em Jesus, como escreve Pedro:

“Nisso vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, devam ser entristecidos por todo tipo de provação... para que fique comprovado que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, é genuína e resultará em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, creem nele e exultam com alegria indizível e gloriosa... alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas... Assim, temos ainda mais firme a palavra dos profetas, e vocês farão bem se a ela prestarem atenção, como a uma candeia que brilha em lugar escuro, até que o dia clareie e a estrela da alva nasça em seus corações.” (1 Pe 1:6-9; 2 Pe 1:19).

Existe mais uma lição na passagem em que Jesus fala da condenação eterna. As expressões “o fogo que não se apaga” e “o verme que não morre” deixam evidente que a degradação, o sofrimento e as sensações do perdido não têm data para terminar. Outras passagens usam um termo ainda mais enfático — “fogo que nunca se apaga” (Mt 3:12). Esse é o destino também dos meros religiosos, mesmo pregadores, que nunca conheceram o Senhor e nem foram conhecidos dele. O próprio Jesus disse:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? E em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:22-23). Está muito claro que não existe o aniquilamento dos ímpios pregado por alguns. Além das passagens que falam da eternidade do castigo reservado aos ímpios, vemos dois homens que, depois de lançados no lago de fogo, continuariam lá mil anos mais tarde. Veja a ordem dos eventos:

Primeiro, “a besta foi presa, e com ela o falso profeta que havia realizado os sinais miraculosos em nome dela, com os quais ele havia enganado os que receberam a marca da besta e adoraram a imagem dela. Os dois foram lançados vivos no lago de fogo que arde com enxofre.”. Em seguida, um anjo “prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o diabo, Satanás, e o acorrentou por mil anos”. (Ap 19:20; 20:1-2 ).

“Quando terminarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão”, e tendo arregimentado uma multidão para lutar contra “o acampamento dos santos, a cidade amada, um fogo desceu do céu e as devorou. O diabo, que as enganava, foi lançado no lago de fogo que arde com enxofre, onde já haviam sido lançados a besta e o falso profeta. Eles [os três] serão atormentados dia e noite, para todo o sempre.” (Ap 20:7-10)

Se encontramos a besta e o falso profeta vivos no lago de fogo mil anos depois, quando Satanás é lançado ali para os três serem “atormentados dia e noite, para todo o sempre, é inútil pensar que almas e espíritos possam ser extinguidos pelas chamas do fogo eterno. Ali o “fogo nunca se apaga” e “o verme não morre”. Isto é o que a Bíblia chama de "segunda morte", que é estar separado de Deus eternamente no lago de fogo.

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte... E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.  E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo." (Ap 20:6, 13-15).

O evangelho de um castigo que supostamente aniquilaria a existência dos perdidos pode ser boa nova para ateus, agnósticos ou quem acredita que o suicídio seja o fim. Ao falar do poder que Deus tem de condenar, Jesus disse: “Temam aquele que, depois de matar o corpo, tem poder para lançar no inferno [geena].” (Lc 12:5).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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