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O que significa quando o pastor empurra as pessoas para caírem?



https://youtu.be/zOJCQ1-xEd8

Você perguntou qual o significado de o pastor de sua igreja orar e empurrar as pessoas para trás para que caiam no chão. O pastor empurrar pessoas durante a oração significa que ele é um grande enganador cujo objetivo é exercer domínio sobre as pessoas para escravizá-las e que essas pessoas que o seguem não têm qualquer noção da verdade da Bíblia.

Você viu alguém empurrar alguém na Bíblia? Não. Então isso é um truque ensinado por pentecostais para impressionar as pessoas e fazer de conta que elas estão caindo sob o poder do Espírito Santo ou possuídas por algum demônio. Evidentemente irão concluir que é o lobo, isto é, pastor quem tem poder supostamente dado pelo Espírito para controlar seus seguidores.

Um ex-estudante de teologia que fez curso numa escola pentecostal me contou o que aprendeu lá. Embora fosse uma técnica para a pessoa cair sozinha, sem ser empurrada, a malandragem é a mesma. Disse ele que foi ensinado a colocar a mão na nuca da pessoa em pé e começar a orar, de preferência falando uma língua que ninguém entende, e ir pouco a pouco fazendo pressão com a mão para a frente. O instinto de qualquer um que tem sua nuca empurrada é resistir, ou seja, fazer força na direção contrária, para trás.

Então quando o pastor percebe que a pessoa já está forçando bastante ele dá um grito do tipo "Eu te expulso, demônio, em nome de Jesus!" e solta a mão da nuca. Nessa hora a pessoa continua com seu esforço para trás e, sem o apoio da mão do pastor, acaba perdendo o equilíbrio e caindo de costas. Isto acontece porque nossos pés conseguem resistir uma pressão de trás para não cair para a frente, mas nossos calcanhares não têm qualquer apoio para evitar cairmos para trás.

Meu conselho: Fuja de tudo que cheirar a pentecostalismo, principalmente vindo desses enganadores que pedem dinheiro no rádio e na TV, que dizem curar tudo, mas quando foram impedidos de fazer seus cultos de arrecadação de dinheiro por causa da pandemia do Covid-19 fugiram para o meio virtual e continuaram prometendo curas à distância mediante ofertas. Se realmente possuem tamanho poder de cura de todas as enfermidades, por que não se ofereceram para esvaziar as UTIs cheias de gente morrendo de falta de ar?

Esses enganadores estão simplesmente fazendo aquilo que estava previsto na Palavra de Deus, e se eles não existissem a Bíblia estaria errada. Veja o que o apóstolo Pedro previu:

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade; e, por avareza, FARÃO DE VÓS NEGÓCIO com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita." (2 Pe 2:1-3).

A cristandade, que é o conjunto de todos os que professam ser cristãos, será esvaziada dos cristãos genuínos no dia do arrebatamento da Igreja, que é formada apenas pelos verdadeiros salvos. Ficará na terra a casca vazia que em Apocalipse é chamada de "grande Babilônia", e também "grande Meretriz", porque aquela que deveria representar a Noiva do Cordeiro acabou se vendendo em troca de vantagens no mundo, como faz qualquer prostituta, e também comercializando "corpos e almas de homens", algo que os falsos pregadores já fazem hoje. É dessa que fala o livro de Apocalipse:

"Estarão de longe pelo temor do seu tormento, dizendo: Ai! Ai daquela grande Babilônia, aquela forte cidade! Pois numa hora veio o seu juízo. E sobre ela choram e lamentam os mercadores da terra, porque ninguém mais compra as suas mercadorias: mercadorias de ouro, e de prata, e de pedras preciosas... E DE CORPOS E DE ALMAS DE HOMENS." (Ap 18:10-12).

Se você tem dificuldade em distinguir o falso do verdadeiro, escute o que disse o verdadeiro, o próprio Senhor, quando se dirigia aos religiosos de seu tempo que impunham cargas pesadas sobre seus seguidores fazendo com que se esquecessem que o Deus verdadeiro é um Deus de misericórdia e graça; misericórdia por não nos dar o que merecemos, que é o juízo eterno, e graça por nos dar o que não merecemos, que é a salvação eterna e um lugar na casa do Pai:

"E qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, também, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? Ou, também, se lhe pedir um ovo, lhe dará um escorpião? Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?" (Lc 11:11-13).

Ao falar da disposição do Pai em ser propício para com os que o buscam, em atender independente de quem venha a ele e de que modo venha, ele estava denunciando todos os que colocam tropeços e dificuldades para alguém que queira ser perdoado e salvo eternamente. Que dificuldades seriam essas? Ora, você já não ouviu pessoas dizerem que se você não falar o nome de Jesus em hebraico não será atendido por ele? Pense no absurdo dessa afirmação! Ainda que alguém aprenda o hebraico hoje essa pessoa nunca terá certeza de estar pronunciando as palavras corretamente, pois não existem gravações em áudio do hebraico que era falado há milênios.

Basta reparar que o próprio idioma português, que herdamos de Portugal, não é falado do mesmo modo hoje no Brasil como é em seu país de origem. E mesmo dentro do Brasil as pronúncias variam de região a região, então você encontrará alguns pronunciando "Jesús", outros "Jezuiss", outros "Jésuis" e assim por diante. Os que exigem que se fale o nome de Jesus em hebraico — ou impõem qualquer outra lei ou regra para a salvação — são os que querem dominar sobre seus seguidores impondo fardos, como faziam os judaizantes no princípio da Igreja que exigiam o ritual da circuncisão como condição para a pessoa ser salva.

"Então alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos." (At 15:1).

Um judeu não podia ser circuncidado por si mesmo, mas por outro, portanto entrava aí outra pessoa nesse processo de salvação. A ação do Espírito Santo convencendo o pecador a crer em Jesus não seria suficiente assim. Uma passagem em Gálatas explica o motivo que havia por detrás da insistência desses de que seus seguidores se circuncidassem: Queriam poder se gloriar nos que agiam assim, isto é, podiam se gabar de ter exercido influência sobre eles para que tivessem sua carne marcada por uma ordenança imposta por eles:

"Todos os que querem mostrar boa aparência na carne, esses vos obrigam a circuncidar-vos, somente para não serem perseguidos por causa da cruz de Cristo. Porque nem ainda esses mesmos que se circuncidam guardam a lei, mas querem que vos circuncideis, para se gloriarem na vossa carne." (Gl 6:12-13).

A sã doutrina dos apóstolos ensina que para o crente hoje a circuncisão, que representa o desvencilhar-se da carne, é de coração, e não física e exterior. "É circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus." (Rm 2:29). Substitua "circuncisão" por "chamar Jesus em hebraico", ou "ser batizado na Congregação", ou "vestir moda evangélica", ou "não cortar o cabelo", ou "dar o dízimo", ou participar de qualquer evento ou ritual e você irá entender o que estou falando. Isso não é diferente do que faziam os fariseus e doutores da Lei que Jesus denunciava como querendo ter controle sobre seus seguidores:

"Ai de vós, fariseus, que amais os primeiros assentos nas sinagogas, e as saudações nas praças. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! que sois como as sepulturas que não aparecem, e os homens que sobre elas andam não o sabem... Ai de vós também, doutores da lei, que carregais os homens com cargas difíceis de transportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais essas cargas... Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência [ou conhecimento]; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam." (Lc 11:43-44, 46, 52).

Reparou que tudo tem a ver com o exercer poder e controle sobre as pessoas? Alguém me escreveu perguntando sobre a validade de uma espécie de retiro espiritual que faz encenações de cristãos perseguidos para causar um impacto radical em seus participantes. Isso já foi caso de polícia em uma cidade onde os moradores pensaram ser um ataque de marginais, já que os atores estavam armados com armas airsoft.

O site do evento diz: "Resumindo, é um projeto de Deus, pode ter certeza. Nos dê esse voto de confiança e voltará uma nova pessoa depois de participar.". Dizer que algo é "projeto de Deus" é a primeira pista para você deve desconfiar, pois se fosse de Deus não pediriam seu voto de confiança, não a Deus, mas aos organizadores. E será que não posso me tornar uma "nova pessoa" nascendo de novo e crendo em Jesus? O que se deduz? Que mais uma vez temos homens buscando colocar rédeas em seus seguidores para manipulá-los com técnicas de psicologia e persuasão.

Antes de minha conversão, ainda adolescente, participei de um retiro católico chamado TLC ou "Treinamento de Líderes Cristãos", e mesmo sendo bobo como eu era aos quinze anos de idade percebi claramente a manipulação feita por meio de palavras de ordem, momentos de emoção piegas e teatro de arrancar lágrimas dos participantes.

Na coleta da missa o choro era geral, porque um dos organizadores ofertou uma vassoura e outros objetos que tinham sido usados durante o retiro. Como ninguém entendeu, precisaram explicar e dar um sentido espiritual àquela vassoura, que mesmo assim em nenhum momento saiu voando pelo salão.

O que essas coisas têm em comum? Manipulação e terrorismo psicológico, fazendo você acreditar que sem as pessoas que promovem isso você não poderá ser salvo ou ser nova criação em Cristo. Vai sempre precisar de um pastor, missionário, bispo, apóstolo ou seja lá que título esses homens adotam para si. Ou vai precisar também de certos ensinos herméticos, retiros espirituais ou condições que só alguns têm para oferecer e sem eles você nunca irá entender o suficiente para ser salvo.

Já fui adepto de filosofias orientais e antes de minha conversão cheguei a ser membro da Seicho-no-iê por três anos e também fanático de alimentação macrobiótica. A fórmula toda é a mesma também nessas filosofias e religiões, nunca Cristo é suficiente, sempre precisa de alguém ou algo adicional. Os que se deixam levar por essa tática acabam viciados como quem acha que não vai conseguir viver sem a droga que experimentou e viciou.

Alguém me escreveu dizendo que perguntou em um site se confessar a Cristo como seu Senhor seria suficiente para sua salvação e a resposta foi: "Fazer sozinho não adianta, por mais que a intenção de seu coração esteja certa. Precisa ser em voz alta e em público, você precisa aceitar Jesus com alguém, no mínimo uma outra pessoa que já tenha aceitado Jesus em voz alta".

É evidente que tal ideia é completamente impossível e absurda, pois faz a salvação depender não só da fé em Cristo e em sua obra na cruz, mas também de outras pessoas, no caso as testemunhas que diz serem necessárias na hora da conversão. E a coisa fica ainda mais bizarra quando diz que precisa ser com alguém que já tenha aceitado Jesus em voz alta, o que cria a necessidade de uma testemunha da testemunha, porque como você iria saber se aquele para quem está confessando crer em Jesus um dia também aceitou em voz alta diante de outra testemunha?

Sobre isto Bruce Anstey comenta em seu livro "Definições Doutrinais":

A Escritura indica que há dois tipos de confissão entre os homens. Uma delas é a confissão de “Jesus como Senhor” e está relacionada com a salvação inicial da alma (Rm 10:9-10) e a outra é a confissão de pecados, que está relacionada com a restauração de um crente que falhou (1 Jo 1:9).

Muitos Cristãos evangélicos pensam que, para que alguém seja verdadeiramente salvo, deve fazer uma confissão pública de sua fé em Cristo. Romanos 10:9 é usado para apoiar essa ideia. Diz: “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus [a Jesus como Senhor – TB], e em teu coração creres que Deus O ressuscitou dos mortos, serás salvo”. Como resultado, os pregadores evangélicos muitas vezes impelem confissões públicas em suas reuniões e comícios evangélicos. Eles fazem um “chamado ao altar” ao seu público, pedindo àqueles que querem ser salvos para irem à frente fazer uma declaração pública de sua fé. 

No entanto, se fizermos da confissão da fé em Cristo perante os homens uma condição de sua salvação eterna, então a bênção do evangelho não seria unicamente no princípio da fé, mas teria como base a fé e as obras! E isso é contrário aos fundamentos do evangelho (Rm 3:26-31, 4:4-5; Ef 2:8-9). Além disso, significaria que uma pessoa não poderia ser salva se estivesse sozinha em algum lugar deserto – porque não teria ninguém para quem confessar! De acordo com essa ideia, poderia haver “arrependimento para com Deus e a fé em nosso Senhor Jesus” (At 20:21 – TB), mas não seria suficiente! Há uma condição adicional – deveria haver confissão de fé a alguém. Mas e se ela morresse antes de ter uma chance de dizer a alguém de sua fé em Cristo? De acordo com esse ensinamento, estaria perdida! Não é necessário dizer que essa ideia equivocada não está de acordo com a Escritura.

“Confessar” em Romanos 10:9 significa “concordar” (Concordância de Strong) ou “expressar acordo” (“homologeo” em grego). A questão é: expressar concordância com quem? A. Roach disse que, à luz de Filipenses 2:11, “toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” e de Romanos 14:11 “toda a língua confessará a Deus”, é claro que essa confissão deve ser feita a Deus, não aos homens. O crente reconhece diante de Deus que “Jesus Cristo é o Senhor”. H. A. Ironside disse: “A confissão aqui não é, naturalmente, a mesma quando nosso Senhor diz: ‘Portanto, qualquer que Me confessar diante dos homens, Eu o confessarei diante de Meu Pai, que está nos céus’. Essa é antes a confissão da alma ao próprio Deus que ele recebe Jesus como Senhor” (Lectures on Romans, págs. 130-131).

Paulo menciona a “boca” antes de o “coração” (que é a ordem encontrada em Deuteronômio 30:14), mas em Romanos 10:10, ele inverte essa ordem, dando a verdadeira ordem que ocorre quando uma pessoa é salva. Assim, a recepção interna da Palavra por fé resulta em uma expressão externa da fé de alguém na confissão de que “Jesus Cristo é o Senhor”.

Em condições normais, um crente verdadeiro fará uma confissão de sua fé em Cristo diante daqueles de seu convívio. Isso deve acontecer de forma bastante natural, pois as boas novas da salvação são muito boas para que sejam guardadas apenas para nós mesmos. Confissão de nossa fé diante dos homens é bom, e se um crente não confessar Cristo diante dos homens, lhe serão negadas uma recompensa e uma menção honrosa perante o Pai no dia vindouro (Mt 10:32-33) – mas essa não é uma condição pela qual ele é salvo eternamente. Um novo crente pode hesitar em confessar Cristo no início, mas seu bem-estar eterno não depende disso. Paulo ensinou que a bênção da salvação é unicamente sob “o princípio da fé” (Rm 1:17, 3:30, 4:16, 5:1 – todos da JND). Ele estaria contradizendo-se em Romanos 10:9, se estabelecesse a condição de confissão diante dos homens como base da salvação de uma pessoa. — extraído de "Definições Doutrinais" de Bruce Anstey.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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