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Seria o presidente um falso profeta?



https://youtu.be/Y_rzo13NKMo

Você escreveu dizendo que é bolsonarista, porém de uns dias para cá está em dúvida se poderíamos afirmar pela Bíblia que ele seria um falso profeta. Você não deve pensar assim. Falsos profetas estavam relacionados a Israel e a fazerem profecias, ou seja, falarem como se fosse da parte de Deus quando não tinham autorização para isso. Nestes tempos da Igreja o termo mais adequado para alguém seria "falso mestre", mas isto nada tem a ver com um político e sim com alguém que ensina má doutrina aos cristãos. O presidente não é nem uma coisa nem outra, ele é apenas mais um político sendo político, nada mais.

Sua gritante falta de habilidade para a diplomacia e comunicação ajudam a criar uma marca de um ditador, mas ninguém dita nada se não estiver amparado pela Constituição, e neste sentido não me parece que esteja "profetizando" falsamente, por assim dizer. Ao cristão não compete criticá-lo como autoridade, mas submeter-se a ele como também às demais autoridades que Deus colocou sobre nós, desde o presidente até o bedel da escola que toca o sinal e você obedece e entra ou sai da sala de aula.

O erro está em cristãos se envolverem em política, tomarem partido contra ou a favor, e colocarem suas esperanças em um homem achando que ele irá resolver todos os problemas, o que fatalmente acabará em decepção quando o líder da nação trocar os pés pelas mãos. Para o cristão, envolver-se na política ou mesmo na oposição aos ditames das autoridades é totalmente contrário ao ensino das escrituras, que apenas nos ordenam respeitar e nos submeter às autoridades.

"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. Queres tu não temer a autoridade? Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. Entretanto, se fizeres o mal, teme; porque não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal. É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência. Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço." (Rm 13:1-6).

Antes que você me pergunte — e certamente alguém irá perguntar —, a obediência às autoridades é até onde elas não exigirem que você faça algo contrário à Palavra de Deus. Então, se a autoridade disser para você sair por aí invadindo propriedades, incendiando lojas e espancando quem se opuser ao regime, você se negará a fazer isso pois estará indo contra ao modo de andar de um cristão que é ordenado por Deus. Se as autoridades disserem que você não deve pregar o evangelho, como fazem governos islâmicos, budistas, socialistas e comunistas em alguns países, então mais uma vez você estará livre da obediência, pois recebeu uma ordem de uma autoridade mais elevada, que é o próprio Senhor, para evangelizar e ensinar a Palavra.

"Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, na sua vinda e no seu Reino, que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências; e desviarão os ouvidos da verdade, voltando às fábulas. Mas tu sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (2 Tm 4:1).

"E, trazendo-os, os apresentaram ao conselho. E o sumo sacerdote os interrogou, dizendo: Não vos admoestamos nós expressamente que não ensinásseis nesse nome? E eis que enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Porém, respondendo Pedro e os apóstolos, disseram: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens." (At 5:27-29).

Também nos é dito para orarmos pelas autoridades, independente de que partido sejam e nem a ideologia que professem, para que não só tenham sabedoria no governar, mas principalmente para que se convertam a Cristo e sejam salvas.

"Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade." (1 Tm 2:1-4).

Portanto não cabe ao cristão se envolver com assuntos deste sistema que vão além de orar pelas autoridades e crer que as que estão no poder foram colocadas ali pelo mesmo Deus que inspirou Daniel a escrever:

"Seja bendito o nome de Deus para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força; ele muda os tempos e as horas; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e ciência aos inteligentes. Ele revela o profundo e o escondido e conhece o que está em trevas; e com ele mora a luz." (Dn 2:20-22).

Você viu os discípulos e apóstolos se intrometerem no corrupto governo judaico e romano que dominavam local e globalmente? Nunca. Antes que fale de João Batista, entenda que ele fazia parte do judaísmo, não do cristianismo e nem da era da Igreja que é algo diferente de Israel. Israel era um povo vivendo numa teocracia e com promessas na terra. Fazia todo sentido João Batista cobrar de seu governante mais direto, Herodes, para que desse o exemplo segundo o que ensinava a Lei e não se envolvesse em adultério. João foi preso e decapitado por essa intromissão no governo.

Porém a Igreja não tem o mesmo papel que tinha um judeu para com seu governante dentro do judaísmo. A Igreja também não desfruta de qualquer promessa de bênção e prosperidade aqui, como os judeus tinham, herdar um reino terrestre, não celestial. À Igreja foram prometidas bênçãos espirituais, mas no que tange à terra as promessas são apenas de tribulações e dificuldades, porque a Igreja é estrangeira e a cidadania do cristão é celestial. Lembre-se de que ao nascer de novo você recebeu uma nova certidão de nascimento onde não consta "brasileiro", mas "celestial" no campo cidadania.

Quer entender sua posição? Procure se imaginar como um turista que estava no aeroporto esperando embarcar de volta para casa quando foi surpreendido com a notícia de que todos os voos foram cancelados. Você é um expatriado que terá de morar no aeroporto por um tempo ainda indeterminado até tudo voltar a funcionar e um voo levá-la de volta para sua pátria. Enquanto isso é melhor encontrar um canto para esticar as pernas, tentar viver só de pão de queijo e água, enquanto ora pelas autoridades do país onde está vivendo provisoriamente para que não decidam prendê-la por algum motivo qualquer ou por querer se intrometer na política e nos assuntos daquele país que não é o seu. Cabe aqui a anedota que gosto de contar para ilustrar isso.

O sujeito vinha de Niterói para o Rio na barca de passageiros quando alguém chegou desesperado, o agarrou pelos braços e gritou: "ANTONIO! SUA MULHER ESTÁ MORRENDO NO PARTO EM NITERÓI E PRECISA DE SUA AJUDA!". O rapaz nem pensou duas vezes, tirou camisa, calças e sapatos e mergulhou no mar para voltar a Niterói nadando. Depois de dez braçadas parou e disse para si mesmo: "Êpa! Eu não me chamo Antonio, não sou casado e nem moro em Niterói! O que estou fazendo aqui?!".

Portanto se agora, depois de todo o seu empenho em participar de manifestações, ajudar a derrotar o socialismo dos governos anteriores, e desejar um presidente perfeito, você está sentindo sua mão doer é porque a colocou no fogo por um ser humano como outro qualquer. Você a queimou por ter apostado todas as suas fichas num homem. Onde na Bíblia você encontra qualquer amparo para acreditar que um político possa resolver todos os problemas de seu país ou do mundo?

O único que está previsto para ocupar um posto de governo com grandes promessas até de fazer sinais extraordinários é o anticristo, mas quando ele for revelado a Igreja não estará mais na terra. Ele sim será aclamado universalmente e se fará passar, não só pelo Messias prometido a Israel, mas irá se sentar no trono de Deus querendo parecer o próprio Deus.

"Ninguém, de maneira alguma, vos engane, porque não será assim sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E, agora, vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que, agora, resiste até que do meio seja tirado; e, então, será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E, por isso, Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira, para que sejam julgados todos os que não creram a verdade; antes, tiveram prazer na iniquidade." (2 Ts 2:3-12).

O espírito do anticristo, este sim já está na terra, e este é a disposição da grande maioria que se recusa a reconhecer que Jesus é o Filho eterno, Deus e homem. Não se iluda por alguns se intitularem cristãos, porque ser cristão em um país como o nosso dá até mais votos. Ou você nunca viu político ateu indo a missas e cultos evangélicos em tempos de eleição? Por isso eles deixam em paz até os notórios crápulas do mundo religioso, que vivem de enganar o povo e tirar seu dinheiro, pois quanto mais seguidores tiverem maior o número de votos que um candidato consegue se for amigo deles. É sempre mais fácil convencer um eleitor que tem poder de influenciar uma multidão, do que sair convencendo um a um.

Quanto à sua decepção, por ter colocado suas esperanças em um homem, espero que tenha aprendido a lição e saiba que não existe conserto para este mundo que expulsou daqui o Senhor, pregando-o numa cruz. Nem adianta colar um adesivo no vidro de seu carro dizendo que "Feliz a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que ele escolheu para sua herança." (Sl 33:12) porque essa nação é Israel e esse povo também é o povo de Israel, cuja herança é na terra, e não a Igreja com herança e aspirações celestiais.

"Assim diz o Senhor: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor! Porque será como a tamargueira no deserto, e não verá quando vem o bem; antes morará nos lugares secos do deserto, na terra salgada e inabitável. Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja confiança é o Senhor. Porque será como a árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro, e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde; e no ano de sequidão não se afadiga, nem deixa de dar fruto." (Jr 17:5-8).

Siga este link para saber mais e se manter santificada, que significa separada, dos movimentos dos homens neste mundo.
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por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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Esclarecimentos: O conteúdo deste blog traz respostas a perguntas de correspondentes, portanto as afirmações feitas aqui podem não se aplicar a outras pessoas e situações. Algumas respostas foram construídas a partir da reunião das dúvidas de mais de um correspondente. O objetivo é apenas mostrar o que a Bíblia diz a respeito das questões levantadas, e não sugerir qualquer ingerência de cristãos na política e na sociedade, no sentido de exigir que as pessoas sigam os preceitos bíblicos. O autor é favorável à livre expressão e, ainda que seu entendimento da Bíblia possa conflitar com a opinião de alguns, defende o respeito às pessoas de diferentes crenças e estilos de vida. Aqui são discutidas ideias e julgadas doutrinas, não pessoas. A opção "Comentários" foi desligada, não por causa das opiniões contrárias, mas de opiniões que pareciam favoráveis mas que tinham o objetivo ofender pessoas ou fazer propaganda de alguma igreja ou religião, induzindo os leitores ao erro.

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