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Posso estar ilegal em outro país e estar em comunhão?



https://youtu.be/0j3TFQNvags

Você pergunta se poderia ir trabalhar em outro país com seu visto de turista e continuar em comunhão à mesa do Senhor partindo o pão com os irmãos em seu destino, pois assim estava na assembleia de seu país de origem. A resposta mais curta é "não".

Se você viajar a outro país para trabalhar sem ter um visto de trabalho estará em condição ilegal, portanto não poderá estar em comunhão. Isso é motivo até para você ser desligado da comunhão à mesa do Senhor na assembleia de origem, onde foi originalmente recebido.

Se viajou com uma carta de recomendação para a assembleia do outro país, esta deverá deverá informar a assembleia de origem de sua condição para que esta tome providências, ou se mudou-se definitivamente para o novo lugar, será esta que deverá pedir que pare de participar da comunhão até regularizar sua situação civil.

Irmãos em situação de ilegalidade, seja, por falta de visto de trabalho, seja por estarem vivendo em condição civil irregular, como aqueles que não são casados no civil, não podem estar em comunhão, por mais amados que sejam. Entendo que muitos viajam a outros países em busca de oportunidades que não encontram em seus países de origem, mas não creio que o Senhor irá abençoar isso caso o façam em condição de ilegalidade.

A maneira da obediência nem sempre é a mais fácil, mas é a mais abençoada. Nos caminhos de Deus não adianta querer pegar atalhos pensando que tudo dará certo. A quem pensamos que estamos enganando? Não podemos enganar o Senhor. Devemos sim nos sujeitar às autoridades, de nosso país de origem e do país para onde nos mudamos. Se este exige um visto especial para trabalho, então devemos procurar obter esse visto.

Se uma assembleia em outro país recebe um irmão em condição irregular assim deve entrar em contato com a assembleia de origem desse irmão, pois talvez eles não estejam sabendo que ele viajou para trabalhar ilegalmente nesse país e precisarão tomar uma providência a respeito. Mas a assembleia não estaria dando um bom testemunho se recebesse à comunhão uma pessoa que a qualquer momento pode ser presa e deportada, dependendo da legislação do país, por estar numa situação ilegal.

Para simplificar, pense assim: Você viajou a outro país em busca de oportunidades usando seu visto de turista. No aeroporto o oficial de imigração fará as perguntas de praxe, uma delas é: "O que você veio fazer em nosso país?". Se você responder "Vim trabalhar", o que acha que vai acontecer com você? Se receber um "Bem vindo", talvez aquele país não tenha restrições ao trabalho de estrangeiros, mas o mais provável é que seja impedido de entrar, detido e deportado.

Uma vez num voo de volta dos Estados Unidos o passageiro ao meu lado pediu à aeromoça um jornal dos que ela estava distribuindo. A companhia era americana e ela recusou, apenas responder: "Você não tem direito, está sendo deportado".

Não estou falando aqui de situações de refugiados de guerras e perseguições, como no caso de José e Maria que precisaram fugir para o Egito porque Herodes queria matar o menino Jesus. Hoje existem muitos cristãos nesta condição de refugiados por causa das guerras e perseguições políticas e religiosas.

Lembre-se também que antes disso José e Maria tinham viajado a Belém, com todas as dificuldades da gravidez de Maria e de alojamento, só para cumprir com suas obrigações civis e participar do recenseamento conforme a lei da época exigia. Este deveria ser um exemplo para nós.

O link abaixo pode ajudar.
https://www.respondi.com.br/2014/05/posso-testemunhar-de-cristo-na.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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