As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Apreciamos a maneira simples de o Senhor agir?



Às vezes vemos documentários de tribos indígenas ou de religiões exóticas que mostram um pajé ou um curandeiro fazendo todo um trabalho na tentativa de curar alguém. Ele usa de muitos recursos, como pó mágico, fogo, plantas, poções, pronuncia palavras mágicas, dança em volta do doente e coisas semelhantes.

Agora compare com o que vemos quando o Senhor Jesus encontra aquele centurião em Mateus 8:7-8: “E Jesus lhe disse: Eu irei, e lhe darei saúde. E o centurião, respondendo, disse: ‘Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar.’”. O homem diz: “Dize somente uma palavra”. “Uma palavra!”. Nada de dança, música, chocalho, pó mágico, fogo, vela, nada. “Dize somente uma palavra”.

“E a sogra de Simão estava deitada com febre; e logo lhe falaram dela. Então, chegando-se a ela, tomou-a pela mão, e levantou-a; e imediatamente a febre a deixou, e servia-os.” (Mc 1:31-32). Jesus toca a sogra de Pedro com sua mão. Não tem barulho, não tem confusão, não tem gritaria, ele toca nela com sua mão, ela se levanta e começa a servir os outros.

Em Mateus 8:26-27 Jesus “levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”. Não nos é dito como ele consegue apaziguar uma tempestade, porém mais à frente ele fala ao paralítico: “Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa.”. Uma coisa muito básica, muito simples.

Em outro momento encontramos uma mulher que toca as suas vestes, e delas saem poder. Não é exatamente das vestes que sai o poder, mas daquele que as vestia. As vestes eram a manifestação exterior de Cristo, aquilo que o adornava em seu andar aqui, mas ainda assim ela, na simplicidade de sua fé, toca nas vestes do Senhor e sai poder do Senhor para curar a mulher.

No capítulo 9 de Mateus vemos ainda um episódio em que ele não cura ninguém, mas chama um homem. “Jesus, passando adiante dali, viu assentado na recebedoria um homem, chamado Mateus, e disse-lhe: ‘Segue-me’. E ele, levantando-se, o seguiu.” (Mt 9:9). Jesus não se senta com Mateus para lhe explicar o que está planejando, como será a vida dele a partir de então, o que ele pode esperar daquele chamado. Não, Jesus não faz uma entrevista de emprego com Mateus, não existe sequer uma longa conversa. Ele diz apenas: "Segue-me".

Isto também deveria bastar para qualquer um que escuta o Senhor dizer “Segue-me”. Sem mais palavras, sem mais delongas, só isso: “Segue-me”. Às vezes oramos e esperamos que o Senhor diga alguma coisa, mas em nossa impaciência não esperamos por sua palavra a nos dizer, “Segue-me”, a dizer sim ou não. Talvez fiquemos esperando por uma série de acontecimentos, por algum discurso elaborado, por alguma revelação na Bíblia que seja compatível com aquilo que tanto desejamos. No fundo não estamos buscando a vontade do Senhor, mas buscando a nossa vontade e verificando se esta encontra algum paralelo na Bíblia para no fim fazermos nossa própria vontade. Mas aqui Jesus simplesmente diz, “Segue-me”. Mateus não tinha pedido coisa alguma; Mateus não tinha feito nada, ele estava apenas sentado fazendo o seu trabalho, e aí vem a ordem: “Segue-me”.

Existe uma passagem em Lucas 22, quando o Senhor está para ser preso e os discípulos perguntam: “Senhor, feriremos à espada?”. Isso equivale a uma oração, pois eles perguntam algo ao Senhor, como quando oramos ao Senhor, nós em busca de uma resposta. E antes que o Senhor responda, Pedro corta a orelha do servo do sacerdote. “E, vendo os que estavam com ele o que ia suceder, disseram-lhe: ‘Senhor, feriremos à espada?’ E um deles feriu o servo do sumo sacerdote, e cortou-lhe a orelha direita.” (Lc 22:49-50).

Esse é um exemplo muito apropriado para nós. Não esperamos o Senhor responder. Pedimos, oramos, perguntamos a ele, e não esperamos. Cortamos logo a orelha. Ou então, quando ele diz “Segue-me”, esperamos por mais alguma coisa, pois para nós uma ordem simples assim não é suficiente. Ora, se é precioso saber que a voz que disse a Mateus “Segue-me” é a mesma voz que mandou o homem pegar sua cama e sair andando, uma tem o mesmo poder que a outra ou que emanou dele ao simples toque da mulher enferma em suas vestes.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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