As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Como evangelizar um ateu que contesta tudo que digo?



https://youtu.be/QUYYH2AXo7c

Não costumo perder muito tempo com ateus, uma porque a Bíblia diz que Deus “pôs no coração do homem o anseio pela eternidade (Ec 3:11 NVI), outra porque os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos” (Sl 19:1), e também porque “o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Rm 1:19-22).

Ou seja, o Deus que é onibenevolente providenciou para que até mesmo os ateus tivessem conhecimento dele, e sendo onisciente, sabe que cada ateu tem esse conhecimento, ainda que reconheça isso apenas quando põe a cabeça no travesseiro ou minutos antes de o avião bater no chão.

Portanto, o problema com ateus é que eles NÃO QUEREM crer. O problema deles não é por não terem evidências para crer. O problema deles é de vontade. Ao julgar Jesus como mau por não ter feito vista grossa para a rejeição de seus opositores contra si, o incrédulo ateu aponta o dedo acusador para o próprio peito.

Tenho certeza de que seu amigo ateu não gostaria de morar num país onde as autoridades fizessem vista grossa para o crime e as pessoas pudessem fazer o que bem entendessem, sem sofrerem qualquer tipo de penalidade. Nesse país imaginário de seu amigo ateu as pessoas deveriam simplesmente fazer de conta que estava tudo bem e abraçar forte o assaltante quando este apontasse a faca para o peito de sua vítima.

Não, nem mesmo um ateu iria querer viver em um país assim onde o mal fosse chamado de bem. Ele chamaria a polícia se alguém invadisse sua casa, sem saber que foi Deus quem delegou autoridade à polícia para agir e até matar um bandido que ameaçasse a vida das pessoas. Governo e autoridade foram coisas instituídas por Deus, "por isso quem resiste à potestade resiste à ordenação de Deus" (Rm 13:2).

Seu amigo ateu não percebe que aquele Jesus, que andou aqui tão humilde, e ao mesmo tempo tinha o poder de estancar uma tempestade, multiplicar os pães e ler o pensamento das pessoas, além de curá-las de toda enfermidade, também poderia ter transformado aqueles fariseus em cinzas com uma só palavra. Sim, a mesma palavra que teve o poder de trazer os mundos à existência a partir do nada é a que um dia reduzirá a nada os céus e a terra que agora existem. Pedro deixou tudo isso muito bem explicado, quando escreveu:

"Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências,  e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, mas os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo, até o dia do juízo, e da perdição dos homens ímpios. Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se.  Mas o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade,  aguardando, e apressando-vos para a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se desfarão, e os elementos, ardendo, se fundirão? Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça."  (2 Pe 3:1-13).

Mas não foi nesse caráter que Jesus veio da primeira vez. Ele não veio para condenar, mas para salvar, e não levou em conta os pecados daqueles seus opositores enquanto andou aqui. “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados, e pôs em nós [os crentes] a palavra da reconciliação” (2 Co 5:19). Mas Jesus voltará, aí sim sem misericórdia, e naquela aparência terrível em que ele aparece no livro de Apocalipse. Ele virá para julgar os incrédulos, seu amigo ateu, inclusive, pois o que caracteriza um ateu é sua soberba de achar que conhece todas as coisas e se acha no direito de decidir se Deus existe ou não. "Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus." (Tg 4:6-7).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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