As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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As boas obras de um incredulo tem valor para Deus?



https://youtu.be/NIZSR4kFnL8

Você pergunta se um incrédulo pode fazer o bem e se as suas boas obras têm algum valor para Deus. Depende da perspectiva. Hebreus 11:6 diz que "sem fé é impossível agradar-lhe [a Deus]; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.". Romanos 14:23 diz que "tudo o que não é de fé é pecado.". E se juntar a isso o currículo nefasto do ser humano em seu estado natural, é difícil encontrar algum bem na melhor de suas obras:

"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só. A sua garganta é um sepulcro aberto; Com as suas línguas tratam enganosamente; peçonha de áspides está debaixo de seus lábios; cuja boca está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue. Em seus caminhos há destruição e miséria; e não conheceram o caminho da paz. Não há temor de Deus diante de seus olhos." (Rm 3:10-18).

Para mim está muito claro que nada do que vem do homem na sua incredulidade pode satisfazer a Deus. Pense numa locomotiva desgovernada sem maquinista, ela pode até levar o trem e seus passageiros de uma cidade para outra e não causar nenhum estrago no caminho, mas será que alguém de sã consciência diria que ela fez uma boa obra? Não, porque ela fez aquilo em espírito de rebeldia ao maquinista, mesmo que os resultados tenham sido benéficos para os passageiros que saíram ilesos da viagem.

Um incrédulo não tem a Jesus como Salvador e Senhor, portanto vive desgovernado fazendo a própria vontade, não a vontade de Deus. Veja como a Palavra de Deus descreve um ser humano vivendo à revelia de Deus e controlado por sua carne, seus pensamentos, modismos e até pelo diabo.

"Noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também." (Ef 2:2-3).

Talvez a melhor frase para explicar as boas ações de um incrédulo nem venha da Bíblia, mas de Adam Smith em sua obra sobre economia: "Não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro e do padeiro que esperamos o nosso jantar, mas da consideração que ele têm pelos próprios interesses. Apelamos não à humanidade, mas ao amor-próprio, e nunca falamos de nossas necessidades, mas das vantagens que eles podem obter.".

Neste ponto alguém poderia citar a passagem que fala do centurião Cornélio: "E havia em Cesaréia um homem por nome Cornélio, centurião da coorte chamada italiana, piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava a Deus. Este, quase à hora nona do dia, viu claramente numa visão um anjo de Deus, que se dirigia para ele e dizia: Cornélio. O qual, fixando os olhos nele, e muito atemorizado, disse: Que é, Senhor? E disse-lhe: As tuas orações e as tuas esmolas têm subido para memória diante de Deus; agora, pois, envia homens a Jope, e manda chamar a Simão, que tem por sobrenome Pedro. Este está com um certo Simão curtidor, que tem a sua casa junto do mar. Ele te dirá o que deves fazer." (At 10:1-6).

Como poderiam as orações e esmolas feitas por Cornélio subirem para memória diante de Deus, sendo ele um homem ainda não convertido a Cristo? A resposta é simples, se observar que ele era "temente a Deus, com toda a sua casa". Ou seja, Cornélio era um prosélito, um gentio convertido ao Deus verdadeiro por ter sido alcançado pelas Escrituras do Antigo Testamento. Considerando que em Romanos nos é dito que não há um justo, não há quem tema a Deus, se Cornélio era temente a Deus a única explicação para isso é que ele possuía vida vinda de Deus, o que chamamos de novo nascimento.

Quando Deus injeta vida numa alma pela aplicação da Palavra de Deus por meio do Espírito Santo, essa pessoa, que estava morta aos olhos de Deus e insensível aos seus clamores, agora vive, tem consciência do pecado e do juízo, e passa a temer a Deus. Cornélio ainda precisaria escutar o evangelho claro da graça de Deus e se converter, mas muito tempo antes Deus já tinha começado uma obra nele, e é por isso que suas orações e esmolas encontravam guarida na memória de Deus.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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