As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A Bíblia considera a mulher inferior ao homem?

De maneira nenhuma. A mulher tem um papel importantíssimo no próprio relato bíblico. É importante, porém, entender questões de ordem, coisas com as quais convivemos diariamente e que começaram com Deus. Você encontrará mulheres na Bíblia testemunhando eficazmente de Cristo (a avó e a mãe de Timóteo, por exemplo). Há, portanto, uma esfera de ação que é apropriada para as mulheres e foi Deus Quem colocou os limites, que devem ser respeitados.

Um limite está em 1 Coríntios 14.34, onde encontramos a ordem que deve ser respeitada na igreja ou assembléia. Seria por demais difícil obedecermos simplesmente aquilo que o apóstolo chama de "mandamento do Senhor"? (1 Co 14.37; 1 Sm 15.22,23). E se quisermos ser achados numa posição de obediência ainda mais excelente, teremos que nos submeter a 1 Timóteo 2.12 e concordar que a mulher não deve ensinar.

Se lemos tais coisas com tanta clareza nas Escrituras e deliberadamente as desprezamos, somos culpados de rebelião contra Deus e Sua Palavra, não importa quais sejam os méritos que tenhamos em outros aspectos da vida cristã (Lc 12.47).

Em nossos dias a cristandade tem se desviado muito dos padrões estabelecidos por Deus, desprezando o lugar que Deus estabeleceu para o homem e para a mulher. Isto se deve à aceitação, pelos cristãos, das idéias, costumes e princípios deste mundo. Temos que ter sempre em mente que, à semelhança dos exemplos que encontramos no Antigo Testamento no final de cada dispensação, a época da igreja na terra está igualmente chegando ao fim como um testemunho que, confiado aos cuidados dos homens, também termina em ruína.

Como se seguissem um período cíclico, todas as dispensações começaram em grande poder e virtude, terminando em ruína e abandono da verdade. Assim ocorre com a igreja nestes últimos dias de tristes divisões e abandono da sã doutrina ensinada pelos apóstolos.

O papel do homem como cabeça também foi, de certa forma, afetado pelo pecado. Isto é verdade no que diz respeito à "qualidade" de sua atuação na posição que lhe foi destinada, muito embora isto não justifique, de modo algum, uma inversão dos papéis. Quando os homens estavam medrosos diante do inimigo, Deus permitiu que Débora fosse um instrumento de libertação (Juízes 4 e 5). Mas no registro dos "heróis da fé" apresentado em Hebreus, é Baraque quem tem seu nome registrado (Hb 11.32). Deus demonstra que a responsabilidade pela libertação fora dada ao homem, muito embora ele tenha "se escondido" atrás de uma mulher.

O Éden é o ponto de partida de toda a ruína que vemos hoje. Embora a mulher tenha sido enganada pela serpente, que é o diabo, a responsabilidade maior cabe ao homem por ser o cabeça. Pode‑se perguntar: Onde estava o homem enquanto a mulher estava sendo enganada pela serpente? Ele era para estar junto com Eva, mas tudo indica que, ou estava só (e Deus havia criado a mulher para que o homem não ficasse só), ou ficou a observar a sedução da serpente sem no entanto se opor.

De qualquer forma, o homem não foi enganado, mas somente a mulher o foi (1 Tm 2.14). Ele estava plenamente consciente de estar desobedecendo a Deus ao comer do fruto do conhecimento do bem e do mal, mas tenta culpar a Deus pelo ocorrido ("A mulher QUE ME DESTE..." Gn 3.12). Tudo isto é o lado negativo da história. O lado positivo é quando vemos em Adão uma figura de Cristo ao tomar, conscientemente, o lugar de culpado; Cristo recebeu o pecado daquela que será Sua esposa, a Igreja.

O que vemos hoje na cristandade, no que diz respeito à mulher fora da posição que Deus lhe deu, é uma conseqüência do homem haver abandonado sua posição. Assim como Adão pode ter ido dar uma volta pelo jardim do Éden, cuidando de seus deveres de "administrador" mas deixando a mulher à mercê do engôdo da serpente, hoje o homem abandona cada vez mais sua posição de cabeça, a pretexto de cuidar de seus interesses ou de trazer o pão para seu lar.

O resultado disso é que a mulher ocupa cada vez mais uma posição que era devida ao homem (por negligência deste). Assim, não apenas na sociedade e no lar, mas principalmente na igreja, tudo acaba ficando do lugar que Deus determinou. A responsabilidade cabe ao homem; ele é a cabeça (1 Co 11.3). Mas a negligência do homem para com a posição que Deus lhe deu não justifica que a mulher assuma uma posição que não lhe cabe.

Nosso Deus é um Deus de ordem. Um soldado jamais poderá ocupar a posição de seu capitão por julgá‑lo incapaz ou negligente. Talvez o soldado seja muito mais valente e capaz do que seu capitão, porém deve respeitar a hierarquia. Não se trata de quem é melhor ou pior; trata‑se de uma ordem estabelecida. Assim é no relacionamento homem‑mulher. "Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o varão, e o varão a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo" (1 Co 11.3). Ninguém ousaria afirmar que Cristo é menos do que Deus no que diz respeito a Deus ser a cabeça de Cristo. Do mesmo modo, a mulher não é menos do que o homem por ele ser a cabeça. Trata‑se de uma questão de ordem estabelecida por Deus.

Quando se trata da esfera de ação da mulher cristã, pensamos muito naquilo que, segundo as Escrituras, uma mulher não pode fazer; mas o que dizer daquilo que O HOMEM não é capaz? Sim, pois há limites para o homem também. Um homem não tem tanta aptidão para mostrar o amor de Cristo a um enfermo como o tem uma irmã dedicada. Tenho três filhos e reconheço neles um crescimento espiritual, pelo ministério de minha esposa, numa maneira que eu seria incapaz de cumprir. É extremamente eficaz o trabalho de alguém quando é feito dentro da esfera de ação que Deus determinou. Isto é ouro, prata e pedras preciosas. O trabalho feito fora das bases estabelecidas por Deus é madeira, feno e palha e não subsistirá (1 Co 3.12).

Como homens, somos limitados em certos aspectos, portanto temos que "dar o braço a torcer", reconhecendo que há uma esfera de trabalho que é mais apropriada para as irmãs. Por outro lado, as irmãs são mais frágeis (1 Pd 3.7) e mais suscetíveis a sucumbir ante os ataques do inimigo (1 Tm 2.14). Eva foi enganada, porém Adão não foi. Ele sabia exatamente o erro que estava cometendo, mas seguiu sua mulher. Assim, por serem mais suscetíveis ao engano, o Senhor graciosamente poupa as irmãs de problemas, e à igreja de erros doutrinários, ordenando que elas não ensinem.

Se um filho meu tem problemas de saúde, eu, por amor, irei proibí‑lo de participar de brincadeiras violentas. Mas entenda, é o amor do Senhor que coloca os limites para nos poupar de muitos problemas. Sempre que dizemos que alguma coisa está nas Escrituras, "MAS..." que temos uma maneira melhor para agir, estamos nos considerando mais sábios que Deus. Sugiro que leia o texto no link abaixo para conhecer mais sobre este assunto:

A Mulher: Seu Lugar nas Escrituras - A. J. Pollock

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