As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Noé realmente se embriagou?



https://youtu.be/Y1rG_RxcXAA

Quanto à sua dúvida em Gênesis 9.20‑29, o que aconteceu realmente foi o que está registrado na Bíblia. Noé se embriagou, numa clara indicação de que o novo começo que Deus havia permitido já começava indicando que iria acabar em ruína. Aquele que havia achado graça aos olhos de Deus, Noé, foi o primeiro a proceder mal na nova ordem de coisas.

Deus provou o homem de diversas maneiras na antiguidade. No Éden, com o homem estando ainda na inocência. Ele caiu. Deus provou o homem então na consciência, no conhecimento do bem e do mal que o homem adquiriu com a queda. Novo fracasso já é visto no assassinato de Abel. É necessário destruir tudo e provar o homem de nova maneira. É o que é feito com Noé, ao qual agora é dado o governo sobre a terra: quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado. Deus delegava ao homem poderes de juiz e aplicador da sentença sobre seu semelhante. Vemos o fracasso no primeiro que recebeu o governo. Deus escolhe um homem, Abraão, e lhe dá uma promessa, provando o homem sob uma nova ordem de coisas. Abraão falha, não esperando em Deus por diversas vezes, embora Deus vá cumprir cabalmente a promessa feita a ele. Então Deus prova o homem sob a lei que foi dada ao povo judeu. Não é preciso dizer que fracassaram. Ficava evidente a incapacidade do homem em andar segundo a vontade de Deus. O que fazer então? Deus entra em cena, fazendo‑se Homem na Pessoa de Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, e toma o nosso lugar na condenação, criando um novo homem, agora feito conforme a justiça e com uma nova vida em si.

Quando uma criança pequena insiste em carregar uma mala que sabemos ser demais para ela, qual a melhor maneira de lhe provar isto? Deixando que ela experimente carregar! Foi o que Deus fez. No princípio Ele deixou claro que o homem dependeria dEle para tudo. O homem não quis que fosse assim. Deus então provou o homem de diversas maneiras para mostrar sua incapacidade e como ele era dependente do seu Criador. É por isso que só podemos ser salvos por graça. Qualquer tentativa de se fazer algo para "trocar" pela salvação é afirmar‑se que temos algo de bom em nós mesmos, quando o inverso é que é verdadeiro. Não temos nada de bom em nós. É preciso nascer de novo para entrar no Reino de Deus. Um nascimento do alto, de Deus.

Noé, na sua falha, foi ridicularizado por seu filho Cão, o qual foi chamar seus dois irmãos. Estes, agindo com sensatez e respeito pelo pai, cobriram sua nudez evitando olhar. Noé, ao saber disto, amaldiçoa Canaã, filho de Cão, para que fosse servo dos servos. Parece estranho que Noé não tenha amaldiçoado Cão, que lhe havia faltado com o respeito. Mas sem dúvida foi Deus Quem fez com que assim viesse a suceder. Deus já havia abençoado Cão juntamente com Noé e havia feito um concerto com ele, não podendo agora ser amaldiçoado (Vers. 1 ao 8). Além do mais, não vemos que todos os filhos de Cão tenham sido servos, mas apenas sobre Canaã caiu a maldição. Isto é tudo o que compreendo da passagem. Quando vemos Deus trazendo maldição sobre alguém, isto nos causa um forte impacto e até podemos pensar que Deus age com muita dureza. Mas quando imaginamos o que deve ter sido para o Senhor Jesus ter suportado os nossos pecados, então vemos o que é verdadeiro impacto: o Filho de Deus, sem mancha e sem mácula morrendo por causa de nossos horrendos pecados. Como terá Ele Se sentido? Podemos estar certos de que Ele sofreu como ninguém jamais sofreu e nem sofrerá. Sentimo‑nos mal quando uma pessoa com as mãos visivelmente imundas nos toca. Imagine o Senhor sendo carregado com toda a nossa imundícia.

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