As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O cristão deve ir à guerra?

Nosso Senhor Jesus Cristo deixou‑nos um exemplo para que seguíssemos as Suas pegadas. Poderíamos nós seguir as suas pegadas em um campo de batalha? Somos chamados a andar como Ele andou. Será que ir à guerra é andar como Ele andou? Oh! Falhamos em muitas coisas; mas se nos perguntam se é correto um cristão ir à guerra, podemos responder apenas fazendo referência a Cristo. Como Ele procedeu? Acaso Ele veio para destruir vidas humanas? Não foi Ele Quem disse que "os que lançarem mão da espada à espada morrerão"? (Mt 26.52.) Ele também disse, "não resistais ao mal" (Mt 5.39). Como podemos conciliar tais palavras com a ida à guerra?

Mas alguém poderá dizer: ‑ O que seria de nós se todos adotassem tais princípios? A isto respondemos que se todos adotássemos tais pricípios celestiais não haveria mais guerra e, portanto, não precisaríamos mais lutar. Mas não é nossa responsabilidade ficar debatendo a respeito dos resultados da obediência. Temos apenas que obedecer à Palavra de nosso bendito Senhor e andar nas Suas pegadas; e se o fizermos, com toda certeza jamais deveremos ser vistos indo à guerra.

Há aqueles que citam o versículo da Palavra de Deus, "o que não tem espada, venda o seu vestido e compre‑a", como sendo uma permissão para se ir à guerra (Lc 22.36). Mas qualquer mente simples pode ver que este versículo nada tem a ver com a questão. Ele se refere a uma alterada ordem de coisas e na qual os discípulos teriam que entrar quando o Senhor fosse levado. Enquanto Ele estava com eles, nada lhes faltara; mas agora eles teriam que enfrentar a Sua ausência, o pleno embate com a oposição do mundo. Em resumo, estas palavras tinham uma aplicação totalmente espiritual.

Muito se procura usar o fato de o centurião de Atos 10 não ter sido aconselhado a renunciar a seu cargo. Não é do feitio do Espírito de Deus colocar as pessoas sob um jugo. Ele não diz ao recém convertido: ‑‑ Deixe isto e aquilo. A graça de Deus vai ao encontro de um homem onde ele está, com uma salvação completa, e então o ensina como andar de modo a apresentar as palavras e os modos de Cristo em todo o seu poder formativo e santificador.

Porém, ainda há alguns que costumam dizer: ‑ Acaso o apóstolo, em 1 Coríntios 7, não nos diz para permanecermos no estado em que formos chamados? Sim; porém com esta poderosa cláusula classificatória: "diante de Deus". Isto faz uma diferença substancial. Suponha que um carrasco se converta; poderia ele continuar no seu estado? Talvez alguém diga que este é um caso extremo. Certamente, mas é o caso em questão, e prova quão falho é argumentar utilizando 1 Coríntios 7. Isto prova que há estados em que uma pessoa não poderia permanecer "diante de Deus".

Finalmente, no que se refere à sua pergunta, querido amigo, temos que simplesmente perguntar: ‑‑ Acaso ir à guerra é permanecer diante de Deus ou andar nas pegadas de Cristo? Se for, então deixemos que os cristãos façam isso; mas se não for, então o que fazer? (extraído de C.H.Mackintosh ‑ "Things New and Old" Vol.19, pg.55, Fev.1876)

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