As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O que faz um evangelista?

Evangelização não é a atividade da igreja. Deixe‑me explicar melhor antes que você me entenda mal. O fato da igreja estar no mundo evidentemente leva os homens a conhecerem a conhecerem o Evangelho e faz até mesmo com que os anjos conheçam a multiforme sabedoria de Deus. Porém o trabalho de pregar o evangelho é dos crentes individualmente. Cada cristão é responsável por testemunhar de Cristo e esta responsabilidade é dada numa medida especial àqueles que receberam o dom de evangelista.

Vemos a ordem dos dons claramente indicada em Atos 11 onde os evangelistas pregam o evangelho (vers.19‑20), pessoas crêem (vers. 21), recebem um irmão com o dom de pastor (vers. 22‑24) que os reúne como faz o pastor às ovelhas, cuidando delas e exortando‑as a permanecerem unidas ao Pastor que é Cristo. Vêm então a necessidade de alimento mais sólido para aquelas almas e Paulo (além do próprio Barnabé) vêm exercer o dom de mestres ou doutores (vers. 25‑26) ensinando‑os.

Quando um evangelista sai, ele vai levar o evangelho. Quando um evangelista reúne seus irmãos e convida incrédulos, ele está pregando o evangelho. Mas isto é bem diferente da igreja se reunir, não para os incrédulos, mas para Deus; para se ocupar com Cristo. Vemos ser esta a atividade da igreja, quando se reúne, em Atos 2.42. Ali não encontramos evangelismo. Perseveravam na doutrina dos apóstolos (que hoje temos nas epístolas), na comunhão (com o Senhor e uns com os outros), no partir do pão (na ceia do Senhor, lembrando a Sua morte) e nas orações. Veja você que são todas atividades exclusivas daqueles que crêem.

Embora em reuniões assim possam haver incrédulos, não são eles o alvo da reunião. O alvo é o Senhor que deve estar ocupando a posição de destaque. Dessa forma vemos que numa reunião de ensino (perseveravam na doutrina dos apóstolos) não é um que dirige ou que faz tudo. Em 1 Coríntios 14.26‑40 vemos a descrição de uma reunião assim. "Falem dois ou três profetas e os outros julguem"; "Porque todos podereis profetizar"; "As mulheres estejam caladas"; "as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor", etc. São ordens claras de como deve ser uma reunião ao nome do Senhor, tendo apenas o Espírito Santo a dirigir e usar quem Ele quiser.

O mesmo sucede na Ceia do Senhor, embora ali não seja o lugar apropriado para o ensino ou admoestação. O ponto alto é a lembrança do Senhor morto e o pão que "nós" partimos (1 Co 10.16) deixa claro que não se trata de um pão que "os líderes" partem. Qualquer cristão tem o privilégio de se levantar e agradecer pelo pão e pelo vinho, assim como qualquer cristão tem o direito de trazer uma oração de louvor ou sugerir um hino a ser cantado. O mesmo sucede quando os crentes se reunem em igreja ou assembléia para oração.

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