As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Proverbios 31:6-7 e' um estímulo 'a embriaguez?



https://youtu.be/rlluBanqj2c

A Bíblia em nenhum momento iria estimular ou induzir alguém à embriaguez, glutonaria, fornicação e outros pecados, que são literalmente condenados em passagens como estas:

"Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja.. invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus. Porque é bastante que no tempo passado da vida fizéssemos a vontade dos gentios, andando em dissoluções, concupiscências, borrachices, glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias." (Rm 13:13; Gl 5:21; 1 Pe 4:3).

O fato de o Senhor ter transformado água em vinho em seu primeiro milagre numa festa de casamento tem um significado e ensino espiritual, mas não é como alguns pensam um estímulo à embriaguez, e nem, como outros tentam explicar, uma mera transformação de água em suco de uva. Deus não condena beber vinho, Deus condena embriagar-se de vinho; Deus não condena se alimentar, Deus condena a glutonaria, que é comer em excesso.

Eventualmente a Palavra de Deus pode usar de sarcasmo, como em 1 Coríntios 15:32: "Se, como homem, combati em Éfeso contra as bestas, que me aproveita isso, se os mortos não ressuscitam? Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.". Percebo que boa parte das dúvidas que as pessoas encontram na Bíblia decorrem de terem faltado às aulas de interpretação de texto.

Para entender a passagem que citou é preciso ler o contexto que vai do versículo 4 ao 7, para ver que nada tem a ver com alguma propaganda ou estímulo à embriaguez.

"Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte; para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos. Dai bebida forte ao que está prestes a perecer, e o vinho aos amargurados de espírito. Que beba, e esqueça da sua pobreza, e da sua miséria não se lembre mais." (Pv 31:4-7).

Primeiro, a passagem mostra que uma pessoa no total controle de suas faculdades mentais, e com responsabilidades de dirigir um país, como deve ser um rei, não deve se entregar ao álcool, pois sua capacidade de julgamento ficará prejudicada. É o mesmo que dizer: "Se beber, majestade, não dirija o país".

Os versículos 6 e 7 poderiam ser parafraseados da seguinte maneira usando linguagem médica atual: "Receite morfina ao que está prestes a perecer, e antidepressivos aos amargurados de espírito. Mantenha-os sedados para se esquecerem de seu sofrimento".

Não entendo como sarcasmo o modo como o autor colocou, mas como direções de vida prática, que é o espírito de todo o conteúdo do livro de Provérbios. Pense nas necessidades de uma pessoa doente. Na época o remédio que existia para casos de depressão ou de dor crônica eram o vinho e a cerveja (esta mais popular no Egito).

Até Paulo aconselhou Timóteo a tomar vinho para sua enfermidade de estômago. Até nos filmes ambientados no passado você encontra cenas em que um ferido na batalha recebe uma dose cavalar de bebida alcoólica para ter a bala retirada do corpo ou um membro amputado. Você chamaria aquilo de tomar um pileque por prazer ou diversão?

Lembre-se de que Provérbios e Eclesiastes não são livros espirituais, mas voltados para o homem natural vivendo neste mundo.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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