As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Mulheres podem orar em todo lugar?



https://youtu.be/HNyvBms-mqU

Você pergunta se seria lícito uma mulher cristã orar em público, pois uma mulher costuma ir à sua casa orar mesmo existindo ali varões. Então minha dúvida é se existem restrições quanto a uma mulher cristã orar em todo lugar.

Esta passagem responde: "Quero, portanto, que OS VARÕES OREM EM TODO LUGAR, levantando mãos santas, sem ira e sem animosidade. Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas). A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão. E não permito que a mulher ensine, nem exerça autoridade de homem; esteja, porém, em silêncio. Porque, primeiro, foi formado Adão, depois, Eva. E Adão não foi iludido, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão." (1 Tm 2:8-14).

Está muito claro que orar "em todo lugar" é uma prerrogativa dos varões, e não das mulheres. Elas têm seu círculo de ação e fazem bem em orar com seus filhos ou com outras mulheres, mas quando existe um varão é este quem deve orar. Se a mulher fizer isso estará atropelando a ordem designada por Deus e estará exercendo "autoridade de homem". Não encontramos mulheres orando na presença de homens nos textos relacionados à Igreja, seja em Atos, seja nas epístolas.

Uma irmã espiritual saberá respeitar a ordem bíblica dada em 1 Coríntios 11: "Sede meus imitadores, como também eu de Cristo. E louvo-vos, irmãos, porque em tudo vos lembrais de mim, e retendes os preceitos como vo-los entreguei. Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo." (1 Co 11:1-3).

A mulher cristã espiritual — porque existe também a mulher cristã carnal guiada por instintos e emoções — irá agir em conformidade com a verdadeira piedade, "como é próprio às mulheres que professam ser piedosas". Ela não irá querer orar na presença de irmãos, mas participará da oração de forma assertiva dando o seu "Amém" no final e mantendo sua cabeça coberta como ordena a continuação da passagem em 1 Coríntios 11. Ainda que não esteja orando de forma audível, ela está orando silenciosamente no seu espírito e concordando com a oração audível do varão.

"Todo o homem que ora ou profetiza, tendo a cabeça coberta, desonra a sua própria cabeça. Mas toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta, desonra a sua própria cabeça, porque é como se estivesse rapada. Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também. Mas, se para a mulher é coisa indecente tosquiar-se ou rapar-se, que ponha o véu. O homem, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do homem. Porque o homem não provém da mulher, mas a mulher do homem. Porque também o homem não foi criado por causa da mulher, mas a mulher por causa do homem. Portanto, a mulher deve ter sobre a cabeça sinal de poderio, por causa dos anjos. Todavia, nem o homem é sem a mulher, nem a mulher sem o homem, no Senhor. Porque, como a mulher provém do homem, assim também o homem provém da mulher, mas tudo vem de Deus." (1 Co 11:4-12).

Se você acreditou naquela lenda ensinada pela maioria das religiões e seus teólogos, de que a ordem para cobrir a cabeça ou permanecer em silêncio foi dada por existirem muitas prostitutas em Corinto, que teriam a cabeça rapada, sugiro abra sua Bíblia e grife esta frase que responde com exatidão a razão da cobertura da cabeça: "POR CAUSA DOS ANJOS". Existe uma miríade de seres espirituais que estão observando atentamente a conduta dos salvos por Cristo, pois essa posição tão privilegiada é uma que eles próprios não podem experimentar. Os anjos que nunca caíram em pecado jamais saberão o que é ser um pecador redimido, e os que caíram jamais serão perdoados.

"Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus... para as quais coisas os anjos desejam bem atentar." (Ef 3:10; 1 Pe 1:12).

A mente espiritual irá entender e se submeter sem reservas a isso, e também entenderá que o cabelo não substitui uma cobertura artificial como sinal de poderia. Se assim fosse, o homem teria de rapar a cabeça quando orasse ou profetizasse, pois lhe é ordenado descobrir a cabeça na oração ou ao falar da Palavra de Deus.

Muitas mulheres acham que tomar a iniciativa de orar em público na presença de varões equivale a estarem servindo ao Senhor, mas isso é uma clara oposição à sã doutrina dada à Igreja. Na verdade não estão honrando ao Senhor, mas o contrário: estão sendo motivo de ofensa para o Senhor e de desrespeito para com sua Palavra e sendo um espetáculo capenga para uma audiência de anjos. O princípio que aprendemos de 1 Samuel se aplica aqui:

"Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniquidade e idolatria." (1 Sm 15:22-23).

Volte agora à passagem que citei no início:

"Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda. Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom senso, não com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, porém com boas obras (como é próprio às mulheres que professam ser piedosas)." (1 Tm 2:8-10).

Uma leitura rápida parece mostrar que o assunto da oração feita em todo lugar, algo restrito aos varões, seja o assunto apenas do versículo 1, mas não é assim. A expressão "da mesma sorte" ou "do mesmo modo" liga a porção dita a respeito dos homens com aquilo que é dirigido às mulheres, e tem tudo a ver com o seu modo de proceder, não estando limitado ao seu modo de vestir, mas às suas boas obras ou atitudes. A maneira piedosa de uma mulher se conduzir na questão da oração é diferente daquela dada aos homens "em todo lugar". Um texto de Frederick George Patterson, que esteve congregado somente ao nome do Senhor em meados do século 19 e deixou vários livros, pode ajudar a entender isso:

Em qualquer reunião do povo de Deus em nome do Senhor, onde a ação do Espírito Santo é desimpedida — isto é, uma assembleia que as Escrituras descreve como estando reunida "em assembleia" — a mulher deve permanecer em silêncio e sujeição, exibindo o sinal de sujeição pelo uso de uma cobertura na cabeça.

Não há dúvida de que, não havendo homens presentes, a mulher estaria perfeitamente livre para orar ou profetizar se tivesse o dom, e acredito que muitas mulheres têm os dons de Cristo. Mas, mesmo assim, elas devem ser usadas em submissão a Cristo da maneira que é ordenado, e em particular, para não usurpar a autoridade sobre o homem e estragar a ordem de Deus na redenção. Ao orar ou profetizar com a cabeça descoberta a mulher desonra a cabeça.

Nos primeiros dezesseis versículos de 1 Coríntios 11 o apóstolo está tratando da ordem das cabeças estabelecidas por Deus, ordem esta que havia sido esquecida pelos santos de Corinto. Deus é a cabeça de Cristo (visto como Homem); Cristo, a cabeça do homem; o homem a cabeça da mulher. Do versículo 17 em diante o apóstolo fala da reunião dos santos em assembleia, e "igreja" deveria sempre ser traduzida nas Escrituras como "assembleia" e não deve haver um artigo "a" na preposição "na" (em + a) no versículo 18. Ao contrário das traduções que dizem "quando vos reunis na igreja" o correto seria "quando vos reunis em assembleia".

A mulher (e também o homem) em Corinto havia esquecido essa ordem, e suponho que estariam orando e profetizando com madeixas desgrenhadas. Seus cabelos lhes foram dados como véu, que é o sentido de "em lugar de véu", mas não com a finalidade de substituí-lo. Ela também deveria, por meio dos cabelos, exibir em sua cabeça um sinal de sujeição e isto por causa dos anjos. — F. G. Patterson (1832-1887).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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