As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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De quem voce emprestou seu ponto de vista?



https://youtu.be/hDXQdiXFewQ

Geralmente as pessoas têm suas opiniões formadas pelas pesquisas de opinião pública, senso comum ou simplesmente pela máxima "todo mundo pensa assim". Deveria o cristão também seguir nesse mesmo curso de pensamento e pensar segundo pensa a maioria? Um amigo costumava dizer que "comer fezes deve fazer bem, pois milhões de moscas não podem estar erradas".

Em Efésios a Palavra de Deus mostra que antes de sua conversão aqueles cristãos seguiam a opinião pública, que incluía a a vontade dos pensamentos deles também. "Em noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos.". Mas a conclusão é que eram "por natureza filhos da ira, como os outros também."  (Ef 2:2-3).

É melhor você parar e analisar se, como cristão participante da nova criação, para quem "as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo" (2 Co 5:17), seria correto seguir o senso comum. Pois quando adotamos o ponto de vista do mundo, muito provavelmente não estaremos adotando o ponto de vista do Senhor. O ponto de vista do mundo é rasteiro, pode até valer em parte, mas não é a visão do alto. Deus vê de cima e deveríamos enxergar também do ponto de vista dele. Fazemos isso quando subimos no volume da sua Palavra e nos deixamos guiar pelo Espírito Santo. E qual é a opinião que o Deus tem deste mundo e desta ordem de coisas?

Você pode até ficar chocado com o que vou dizer, mas não existe base bíblica para orarmos por um país melhor. A "nação" mencionada em muitas passagens do Antigo Testamento, que alguns acreditam valer para qualquer nação, era Israel. Portanto para os israelitas existia, nos tempos do Antigo Testamento, fundamento para os israelitas orarem por sua nação e desejarem a ela um futuro melhor. Afinal, era isso que Deus prometia caso eles fossem obedientes. E não apenas isso, mas eles deviam até pegar em armas para defender as terras que Deus havia dado a eles.

Mas aquela nação chegou a um ponto tão baixo quanto crucificar seu Messias e Rei, e foi rejeitada por um tempo ou endurecida "em parte" (Rm 11:25). Hoje, que entendemos que a Igreja não é Israel, existe base bíblica apenas para orarmos pelas autoridades, para que tenhamos "uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade" (1 Tm 2:2). Isto pode não significar progresso material e nem um governo justo e correto, porque quando Paulo escreveu isso o rei e autoridade era Nero, o incendiário de Roma e assassino da própria mãe. No blog "Historiando por aí" encontrei o seguinte:

"Para controlar o filho, Agripina [mãe de Nero] tornou-se amante do filho. Um erro. O incesto a matou. Um dia, Nero cansou-se dela, em particular e do gênero feminino em geral, a ponto de castrar um adolescente, vesti-lo de mulher e casar-se com ele. Foi aí que Nero acusou a mãe de traição e ela enviou a tal carta para tentar comovê-lo. Não deu certo. Nero ordenou que a estrangulassem e, depois, abriu-lhe a barriga para ver de onde viera, ação que deu origem à palavra 'cesariana', já que, afinal, ele era o césar. "

Se ler atentamente as epístolas verá que não existe qualquer admoestação para os cristãos se envolverem na política e na esperança de um mundo melhor. Ao contrário, "os céus e a terra que agora existem pela mesma palavra se reservam como tesouro, e se guardam para o fogo... O dia do Senhor virá como o ladrão de noite; no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra, e as obras que nela há, se queimarão. Havendo, pois, de perecer todas estas coisas, que pessoas vos convém ser em santo trato, e piedade." (2 Pe 3:7-11)

Quando Paulo orientou Timóteo a orar pelos reis e pelas autoridades, inclusive Nero, para que tivessem "uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade" (1 Tm 2:2), não teria sido melhor ter aconselhado Timóteo a orar pela deposição de Nero, aquele rei ímpio e cruel? Não teria sido melhor ele ter convocado os cristãos para campanhas em prol da democracia? Não estariam os cristãos correndo o risco de serem reputados como indiferentes, irresponsáveis e omissos, ao ponto de estarem prontos a dar a vida por sua fé, mas não por uma revolução para derrubar o governo?

Todavia, "o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos" (1 Sm 16:7). Por esta razão a oração que Paulo sugeria a Timóteo, e a nós cristãos hoje, era pela conversão dos reis e de todos os homens, e não por um bom governo do ponto de vista do homem natural, do jeito "como vê o homem". Afinal, para quem sabia que o Titanic iria afundar, de nada adiantaria promover um motim para a tomada do controle do navio. Sua admoestação a Timóteo foi:

"Admoesto-te, pois, antes de tudo, que se façam deprecações, orações, intercessões, e ações de graças, por todos os homens; pelos reis, e por todos os que estão em eminência, para que tenhamos uma vida quieta e sossegada, em toda a piedade e honestidade; porque isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, ue quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade." (1 Tm 2:1-4).

Qual é nosso melhor exemplo, além daquele revelado pelo Espírito Santo na doutrina dos apóstolos? Acaso não é o próprio Senhor aqui, em sua vida de sujeição que chegou ao ponto de se submeter ao ímpio Pilatos, cuja autoridade ele reconhecia ter vindo de Deus. E não se esqueça de que Jesus não rogava por seu país e nem pelo mundo. Pelos seus ele orava: "Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus." (Jo 17:9). E pela nação? Pela nação ele chorava, por enxergar o fim a partir do começo

"E, quando [Jesus] ia chegando, vendo a cidade, chorou sobre ela, dizendo: Ah! se tu conhecesses também, ao menos neste teu dia, o que à tua paz pertence! Mas agora isto está encoberto aos teus olhos. Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todos os lados; e te derrubarão, a ti e aos teus filhos que dentro de ti estiverem, e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo da tua visitação." (Lc 19:41-44).

Deus vê o fim a partir do começo, nós não. Então o melhor é nos atrelarmos a ele e ao seu ponto de vista para não sermos enganados em nossas escolhas e decisões, principalmente se forem baseadas na opinião pública e no movimento das massas. Foram as massas que há dois mil anos, numa votação democrática, elegeram Barrabás e condenaram Jesus.

Termino dizendo que o seu futuro não depende da política dos homens, pois se você já creu em Jesus como seu Salvador, seu futuro é muito mais extenso do que esta pequena vida que vivemos aqui. Seu futuro é eterno, e um dia eu e você veremos quão míope estávamos sempre que nos deixávamos levar pela opinião pública sem levar em consideração a opinião de Deus.

"Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro Deus, não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade." (Is 46:9-10).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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