As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Nao devemos mais celebrar a ceia do Senhor?



https://youtu.be/eHNcV2d3ajM

Aparentemente você foi seduzido por pregadores na Web que tentam anular uma importante ordenança que o Senhor deixou, que é a celebração da ceia do Senhor. Você alega que as instruções que encontramos na Palavra de Deus já não servem para nós, porque em 1 Coríntios 11 Paulo não estaria dando instruções, mas repreendendo os cristãos ali por estarem celebrando algo que não devia ser celebrado.

Seu argumento é que Cristo já estava vivo e não faria sentido fazer algo em memória de alguém, porque celebramos a memória apenas de pessoas mortas. E você acrescenta que seria um absurdo beber um cálice contendo o sangue de alguém.

Só de mencionar "beber sangue" eu posso deduzir que você ainda possui uma ideia equivocada do que é a ceia do Senhor, que deve ter ficado em você desde os tempos do catolicismo. Se essa ideia de o pão se transformar em carne e o vinho em sangue não tem fundamento bíblico, sua reação a isso também não tem.

Digo isto porque você foi enganado por hereges moderninhos que pregam contra a ordenança do Senhor, a qual ele primeiro instituiu quando ainda não tinha morrido, portanto em vida, e depois de morto e ressuscitado, portanto mais uma vez em vida, foi revelada a Paulo. Então o argumento cai por terra porque em ambas as ocasiões, tanto quando Jesus instituiu como quando Paulo recebeu a revelação, o Senhor estava vivo.

A ceia instituída pelo Senhor em meio à celebração da Páscoa podia ter seu caráter judaico naquela ocasião, mas quando Paulo recebeu sua revelação e instruiu os coríntios do modo correto de celebrá-la, ele não estava escrevendo para judeus, mas para gregos convertidos do paganismo.

Paulo precisou corrigir os coríntios porque eles tinham transformado a ceia numa refeição qualquer sem qualquer respeito e sem discernir o que ela significava. Isso eles provavelmente tinham trazido dos costumes cerimoniais dos pagãos com seus banquetes descontrolados.

Essa transformação da ceia em uma refeição qualquer é vista hoje em alguns grupos que se afastaram das denominações e nessa refeição recebem até incrédulos, com o argumento de que a ceia significaria repartir alimento com os menos favorecidos. O diabo tem conseguido usar alguns de seus "ministros de justiça" (2 Co 11:15) para influenciar cristãos a se recusarem a fazer aquilo que o Senhor instituiu e usam para isso de raciocínios falazes.

O diabo não quer que o sacrifício de Cristo seja anunciado até que venha, quando então deixaremos de celebrar esta ceia. Este sim será o sinal para ela deixar de ser celebrada pelos cristãos. "Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha" (1 Co 11:26).

Durante séculos cristãos recordaram o Senhor e anunciaram sua morte, e agora aparecem alguns enviados por um "anjo de luz", travestidos de "ministros de justiça", para argumentar e promover desobediência à mais preciosa das duas únicas ordenanças que o Senhor nos legou (a outra é o batismo, que alguns também dizem que não existe mais). Esses ímpios se acham com maior autoridade do que o próprio apóstolo para dizer que não é para fazer aquilo de que Jesus disse: "Fazei em memória de mim".

Os que ensinam a supressão da ceia do Senhor costumam ser pessoas que criticam denominações, dízimos etc., ganhando assim a simpatia dos que estão cansados dos sistemas religiosos. Mas não se engane: Satanás sabe muito bem como cativar pessoas de diferentes gostos, e como existe hoje uma tendência de se criticar o que fazem os mercadores da fé, então o diabo ataca também nessa seara.

Não seja tolo seguindo esses que negam a Verdade, ou que ensinam que quando Paulo revelou as palavras do Senhor para ele (não para os outros apóstolos) "fazei isto em memória de mim" ele estivesse querendo dizer "não fazei isto em memória de mim". A esses bem cabe a advertência de Isaías: "Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!" (Is 5:20-21). Mas o que encontramos na prática dos primeiros cristãos?

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações." (At 2:42).

"E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão, Paulo, que havia de partir no dia seguinte, falava com eles; e prolongou a prática até à meia-noite." (Ap 20:7).

"Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; e, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha." (1 Co 11:23-26).

É neste ponto que sempre aparece alguém argumentando que onde lemos "partir o pão" devemos entender que isso significa "repartir o pão" com os menos favorecidos. Bem, para alguém assim só posso sugerir que procure aprender o idioma português. Um dicionário será suficiente para mostrar que o significado de "partir" é dividir(-se) em partes, quebrar, separar em duas ou mais partes ou porções. O mesmo dicionário diz que "repartir" é dividir em grupos, distribuir, partilhar algo, compartir, espalhar.

Portanto, quando celebramos a ceia do Senhor partimos ou quebramos o pão, mas quando fazemos caridade repartimos alimentos e bens com os menos favorecidos, mas isso nada tem a ver com a ceia do Senhor ou então estaríamos dizendo que até pagãos e ateus "partem o pão".

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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