As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Como ficara' o mundo apos o arrebatamento?



https://youtu.be/jLB4DaJTkoE

Em seu livro "Acontecimentos Proféticos" Bruce Anstey dá uma breve pincelada do mundo pós-arrebatamento nestes termos: Tão logo o Espírito Santo "do meio seja tirado” (2 Ts 2:6-7) na vinda do Senhor [o Arrebatamento], a corrupção e a violência se estabelecerão rapidamente.[*] Atualmente o Espírito de Deus está na Terra refreando as paixões dos homens em alguma medida, mas então a moral será desprezada a níveis assustadores. A vida na Terra se assemelhará moralmente aos dias de Noé e Ló (Lc 17:26-29). "E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará." (2 Ts 2:6,7; Mt 24:12). [*] O povo de Deus é sal e luz neste mundo. Quando o sal (que antes da invenção do refrigerador era utilizado como conservante) for removido, a corrupção se estabelecerá. Quando a luz for embora, as trevas predominarão (Mt 5:13-16).

Também concordo que a corrupção e violência tomarão conta de tudo, mas se o Espírito Santo será tirado da terra e não haverá mais freio para as paixões, acaso não é esse o mundo com o qual os incrédulos sonham? O Salmo 2 nos dá uma pista desse anseio por liberdade que o mundo tem:

"Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs? Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: 'Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.' Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles. Na sua ira, A SEU TEMPO, lhes há de falar e no seu furor os confundirá. Eu, porém, constituí o meu Rei sobre o meu santo monte Sião. Proclamarei o decreto do Senhor: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por tua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro." (Sl 2:1-9).

Grifei "a seu tempo" porque o estabelecimento do Reino não é imediatamente à saída dos salvos do mundo. Eu particularmente creio que o arrebatamento será visto como um "bênção" (entre aspas) para quem fica. O caos que se instalará será moral. Por outro lado, imagine se de repente alguém pudesse se mudar para aquela mansão ao lado que sempre cobiçou e cuja família desapareceu de repente? Se tiverem deixado uma Ferrari na garagem e dinheiro no cofre, que "bênção" será! De repente toda a riqueza do mundo que estava nas mãos dos crentes ficará disponível. Nenhum governo jamais conseguiu uma "distribuição de renda" assim.

Uma boa ideia é olhar o que aconteceu na história das limpezas étnicas. É claro que foram crimes e tiveram suas consequências, mas num primeiro momento traziam prosperidade pela abundância de terras e riquezas deixadas pelos que foram exterminados. A Bíblia está cheia de exemplos disso e parte da prosperidade de Babilônia veio do Israel ocupado, dizimado e espoliado, do mesmo modo como Israel havia se enriquecido às custas dos povos conquistados e exterminados.

Se hoje vivemos em um país do continente americano é porque os judeus financiaram seu descobrimento. Sim, foi com as riquezas arrancadas dos judeus perseguidos, presos e mortos pela Inquisição que foi possível custear os descobrimentos, que eram basicamente investimentos a fundo perdido por não se conhecer previamente o retorno.

Num primeiro momento a Alemanha também enriqueceu graças ao que tirou de judeus e outros povos mortos ou desterrados. Chegaram ao ponto de fabricar feltro para casacos e chapéus com o cabelo dos condenados nos campos de concentração, e existem até hoje em museus cúpulas para abajur fabricadas com a pele translúcida dos judeus assassinados.

"E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem. Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra." (Mt 24:37-41).

A passagem não fala do arrebatamento, porque ainda era um mistério não revelado nos evangelhos, mas mostra um mundo despreocupado e funcionando normalmente às vésperas do dilúvio. Você não imaginaria um mundo de crueldade generalizada com pessoas participando de festas de casamento, ou trabalhando na agricultura e na indústria.

Portanto creio que haverá sim uma continuidade do mundo civilizado até com uma certa ordem, enquanto é armado o palco para receberem "o homem da iniquidade, o filho da perdição, o qual se opõe e se levanta contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto, a ponto de assentar-se no santuário de Deus, ostentando-se como se fosse o próprio Deus." (2 Ts 2:3-4).

Em Gênesis lemos que se passaram sete dias do momento em que Noé e sua família desapareceram da vista do povo ao entrarem na arca até que começou o dilúvio. Será que nesses sete dias depois de Noé e os seus serem, por assim dizer, arrebatados da vista deles, as pessoas não continuaram com todas as suas atividades normalmente?

O capítulo 6 de Apocalipse começa a dar uma ideia de como ficará o mundo pós-arrebatamento. Os "cavalos" branco, vermelho, preto e amarelo representam, respectivamente conquista agressiva, massacre, luto e mortes pela peste e pela fome. Porém a expressão "quarta parte da terra" é delimitante, portanto nem todos os eventos são globais. Alguns serão localizados.

"E ouvi uma voz no meio dos quatro animais, que dizia: Uma medida de trigo por um dinheiro, e três medidas de cevada por um dinheiro; e não danifiques o azeite e o vinho." (Ap 6:6). Ocorre uma distinção entre pobres e ricos que aponta para maior empobrecimento dos pobres e maior enriquecimento dos ricos. Os alimentos básicos são racionados, mas produtos caros — "o azeite e o vinho" — continuam intocados pelos juízos.

Eventos que Hollywood interpretaria como literais, como"um grande tremor de terra", "o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a luz tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra" são apenas linguagem simbólica para a convulsão de toda a estrutura da sociedade, o escurecimento e subversão das autoridades constituídas e a morte moral das autoridades delegadas. A queda de "estrelas do céu" significa uma aberta apostasia ou abandono da verdade.

Como eu disse, mesmo em meio a toda a ruína desse tempo, Deus permitirá um certo controle, pois aos quatro anjos do capítulo 7 é dada ordem para que segurem "os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma". Darby interpreta os "ventos da terra" como sendo problemas universais e tumultos políticos, além de gentes satânicos (Jó 1:19; Jeremias 49:36; 51:1; Daniel 7:2).

Muito mais poderia ser dito da linguagem simbólica de Apocalipse para tirar de nossa mente as imagens de filmes apocalípticos que mostram monstros terríveis vagando pelo planeta e comendo criancinhas. No capítulo 8 vemos a terra sofrendo os impactos dos juízos divinos, mas tentar literarizar os símbolos pode criar uma imagem errada do que acontecerá.

Ou você realmente acredita que surgirão gafanhotos com o poder que têm os escorpiões, semelhantes a cavalos com selas e arreios para combate, usando coroas de ouro, tendo rostos de homem e cabelo de mulher? Tudo isso certamente representa coisas e eventos que irão acontecer, mas seria ingenuidade pensar que serão insetos tratados com esteroides.

A queda de Babilônia é mais um exemplo de como os negócios irão muito bem, obrigado, no mundo pós-arrebatamento. Não fosse isso a Grande Meretriz teria logo de início sucumbido aos saques e revoluções de um mundo anárquico supostamente gerado pela ausência dos salvos e do Espírito Santo na terra. Ao contrário, o que vemos no capítulo 18 de Apocalipse são os mercadores chorando e lamentando sua queda (vers. 11). Na sequência mais de vinte mercadorias preciosas são mencionadas, revelando que existirá um comércio pujante mesmo no mundo pós arrebatamento. São chamadas de "coisas gostosas e excelentes" (Ap 18:14).

Como se a história voltasse aos tempos de Noé, quando o mundo seguia normalmente e as pessoas "comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento", trabalhando "no campo" ou "num moinho", dentre os lamentos sobre a queda de Babilônia estão: "E voz de harpistas, de músicos, de tocadores de flautas e de clarins jamais em ti se ouvirá, nem artífice algum de qualquer arte jamais em ti se achará, e nunca jamais em ti se ouvirá o ruído de pedra de moinho. Também jamais em ti brilhará luz de candeia; nem voz de noivo ou de noiva jamais em ti se ouvirá." (Ap 18:22-23). Ou seja, serviços de buffet para festas e casamentos continuarão a ser um bom negócio após o arrebatamento da Igreja, quando o verdadeiro Noivo tiver vindo tirar daqui a sua Noiva.

Sem dúvida alguma é verdadeiro o relato bíblico de que "a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente...  A terra, porém, estava corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a terra de violência" (Gn 6:5, 11). O mesmo sucederá no período que precederá o juízo de Deus sobre as nações. Todavia, o que é maldade, violência e corrupção para Deus nem sempre é para o homem, que usa dessas coisas para adquirir poder e riquezas.

Hollywood pode tanto mostrar um mundo pré-diluviano habitados por Orcs e Trolls de "Senhor dos Anéis", como também um mundo pós-arrebatamento repleto de zumbis comedores de gente, mas não creio que tenha sido gráfico assim no passado e nem será no futuro. Satanás precisará de um certo grau de ordem e obediência para seu assecla assumir sua posição e implantar seu controle. Portanto não seria de espantar que o período imediatamente posterior ao sumiço dos cristãos fosse marcado por grande prosperidade e alegria no mundo. Afinal, não eram os cristãos aqueles chatos estraga-prazeres de quem todos queriam se livrar?

E de fato vemos essa alegria dos ímpios revelada em Apocalipse 11:10, quando o assassinato das "duas testemunhas" é transformado em um evento equivalente às festividades do Natal, com alegria, troca de presentes e provavelmente transmissão global pelas redes de comunicação. Coisas assim não seriam possíveis em um mundo destroçado, onde imperasse a anarquia e a matança indiscriminada numa versão de "Walking Dead".

Antes que eu me esqueça, as "duas testemunhas" podem não ser literalmente duas pessoas, mas indicar um testemunho suficiente, mas não abundante, já que "pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada" (Mt 18:16). Pode se tratar de uma ala do remanescente judeu fiel que se levantará após o arrebatamento da Igreja e será salvo para entrar no reino milenial de Cristo juntamente com gentios convertidos, os quais não tiveram oportunidade de ouvir o evangelho na presente era da Igreja na terra.

"E, quando [as duas testemunhas] acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará. E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi crucificado. E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros. E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão, e mandarão presentes uns aos outros; porquanto estes dois profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra." (Ap 11:7-10).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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