As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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O jornalista morreu por ser ateu ou por falar mal do pastor?



https://youtu.be/7pDIXNfBZVk

Triste atitude essa de alguns que se dizem cristãos. Um homem morre num acidente aéreo e de repente as redes sociais se enchem de opiniões. Do alto de um título de "católico" ou "evangélico", alguns se mostram felizes por se acharem no direito de condenar ao fogo eterno um homem que professava ser ateu. Acaso não sabem que uma conversão a Cristo pode ocorrer em segundos, e que muitos se convertem nos segundos mais dramáticos de sua existência? Quem não se lembra da proverbial anedota sobre as últimas palavras do piloto ateu, gravadas na "caixa preta" do avião em queda? "MEU DEUS!".

Mas ainda que alguém que tenha vivido na incredulidade venha a morrer nessa triste condição, se você se alegrar com sua morte estará na contra-mão de Deus. Ele não se alegra com a morte do incrédulo. "Desejaria eu, de qualquer maneira, a morte do ímpio? diz o Senhor Deus; não desejo antes que se converta dos seus caminhos, e viva?... Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor Deus." (Ez 18:23-32).

Por mais paradoxal que possa parecer, Deus tem prazer na morte do salvo por Cristo, daquele que já é seu filho, que tem a certeza de sua salvação eterna porque creu em Jesus e no valor de seu sacrifício para expiar os pecados. "Preciosa é à vista do Senhor a morte dos seus santos." (Sl 116:15). Sim, o funeral de um que morreu crendo em Cristo não é motivo de desespero, mas de alegria por saber que agora ele está com o Senhor, liberto das agruras desta vida. Já o funeral do incrédulo é um mar de incertezas. Quanto ao fato de morrer, não seja apressado a considerar isso castigo divino, pois todos nós estamos sujeitos à morte.

Vi alguns, que se denominam "evangélicos", expondo nas redes sociais seu "Certificado de Ignorância Bíblica" ao tentarem associar a morte de um homem a um suposto castigo divino por ele ter ofendido um líder religioso. Para isso citam o Salmo 105:15 "Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas". Aprenderam assim de falsos pastores e profetas, que usam de passagens como esta para se protegerem de serem julgados e criticados por suas ovelhas. No entanto, nas instruções dadas à Igreja, o Espírito Santo deixa bem clara a ordem para que toda palavra pregada seja julgada: "Falem dois ou três profetas, e os outros julguem" (1 Co 14:29).

O contexto da passagem "não toqueis os meus ungidos" mostra que isso foi dito do povo de Israel no passado, e se a ideia de que Deus mata quem fala mal dos judeus valesse para hoje, não sobraria um palestino vivo! É preciso entender que na presente dispensação TODOS os salvos por Cristo são ungidos de Deus, porque receberam a unção do Espírito Santo. Se criticar cristãos hoje — os atuais ungidos — fosse motivo para o castigo divino, não sobraria um incrédulo vivo!

De todo aquele que hoje crê em Cristo, o Espírito Santo diz: "Filhinhos... vós tendes a unção do Santo.. e a unção que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis." (1 Jo 2:18-27).

O livro "Definições Doutrinais" de Bruce Anstey explica o que significa unção: "Trata-se de um aspecto da habitação do Espírito Santo que enfatiza a obra do Espírito no crente para dar-lhe o poder de discernimento em conexão com a verdade e o erro (1 Jo 2:20, 27). Se o crente andar em Espírito, em comunhão com o Senhor, ele terá o poder de discernir o que é verdade e o que é erro quando se depara com ambos (1 Jo 4:6)... O apóstolo João não está dizendo que todos os crentes instintivamente conhecem a verdade porque têm o Espírito.".

Portanto a passagem do Salmo 105, usada como bordão por pregadores para se defenderem quando são pegos pregando heresias e explorando a ignorância e boa fé de seus seguidores tem a ver com Israel: "Vós, semente de Abraão, seu servo, vós, filhos de Jacó, seus escolhidos... Quando eram poucos homens em número, sim, mui poucos, e estrangeiros nela; quando andavam de nação em nação e dum reino para outro povo; não permitiu a ninguém que os oprimisse, e por amor deles repreendeu a reis, dizendo: 'Não toqueis os meus ungidos, e não maltrateis os meus profetas.'" (Sl 105-7-15).

Todas as palavras e ações daqueles que se dizem cristãos, principalmente dos que ocupam posição de destaque como pregadores, devem ser julgados segundo a Verdade das Escrituras. Usar o Salmo 105 como forma de coibir qualquer julgamento ou crítica contra líderes religiosos é ser conivente com a coleira que alguns deles colocam no pescoço de seus seguidores visando angariar poder e ganho pessoal.

Por outro lado, regozijar-se com a morte de alguém que professava não crer em Deus e em Cristo é não entender que até o último suspiro de vida Deus dá chance de aquela alma se converter. Até hoje Deus só desamparou um homem à beira da morte — seu próprio Filho Jesus — e fez isso para que nenhum átomo de seu ser deixasse de ser feito pecado por nós. "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Co 5:21).

Do mesmo modo como foi salvo um malfeitor nos últimos estertores de sua vida na terra simplesmente por confiar em Jesus, muitos são salvos naquele momento secreto, às vezes em meio às chamas de um acidente aéreo ou no lusco-fusco de seus últimos lapsos de consciência, por simplesmente clamarem pelo nome de Jesus.

A eternidade irá revelar quantos foram salvos no último suspiro de seus finais estertores, "antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro, e se despedace o cântaro junto à fonte, e se quebre a roda junto ao poço, e o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Ec 12:6-7). Isto porque a salvação se recebe em vida, ainda que seja um mero fio ou cordão de vida, e não depois da morte. Que gozo será no céu encontrarmos muitos improváveis aos olhos da religião dos homens desfrutando da presença de Cristo.

Você consegue imaginar um Deus que volte as costas a um moribundo que suplique por salvação clamando pelo nome de Jesus, só porque nunca professou uma religião? Se for de um "salvador" assim que você ouviu falar por aí, não é o mesmo que levou meus pecados na cruz. Alguns pregadores, em especial os pentecostais, costumam pregar um "salvador" surdo e de braço curto, que não salva a menos que a pessoa se submeta a obedecer cegamente o "pastor", frequentar sua igreja, pagar por bênçãos, curas e até salvação. Em muitas igrejas e canais de rádio, TV e Internet fala-se de um "Jesus" que não é o verdadeiro Jesus sempre pronto a salvar. Lembre-se de que "O braço do Senhor não está tão curto que não possa salvar, e o seu ouvido tão surdo que não possa ouvir." (Is 59:1).

Mas os que enganam o povo estão sendo vigiados por Jesus, que disse: "Ai de vós também, doutores da lei! porque carregais os homens com fardos difíceis de suportar, e vós mesmos nem ainda com um dos vossos dedos tocais nesses fardos... Ai de vós, doutores da lei, que tirastes a chave da ciência; vós mesmos não entrastes, e impedistes os que entravam... Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." (Lc 11:46, 52; Mt 7:21-23).

Na "Parábola do Filho Pródigo", havia dois filhos, um muito justo e correto, e outro inconsequente e depravado, que partiu para viver no vício e na luxúria. Considerando que a palavra "pródigo" significa alguém que dissipa seus bens, que gasta mais do que o necessário, um gastador, esbanjador e perdulário, ela devia ser chamada de "Parábola do Pai Pródigo". Sim, pois foi o pai quem gastou tudo o que tinha, dando parte da herança a um filho e parte ao filho inconsequente. Esse pai é uma figura do Pai celestial, que não poupou o que tinha de mais precioso, o seu próprio Filho, para salvar pecadores.

Um dia o filho errante da parábola voltou arrependido e foi recebido pelo pai com um abraço. Esse pai, como já disse, é uma figura de Deus. E o filho justo e correto, que não saiu a levar uma vida no vício e depravação? Bem, quando o pai faz uma festa para celebrar o filho que havia retornado são e salvo, o filho mais velho não quis sequer entrar na casa. O religioso é assim, não sabe e não entende o que é graça, nunca conheceu um Deus amoroso e misericordioso, que fez justiça em seu próprio Filho na cruz para justificar ímpios.

Conheci um homem devasso que estava à beira da morte. Minha mãe e outras pessoas de sua família estavam ao seu lado, em seu leito, e ele estava muito angustiado por sua vida de pecados. Minha mãe disse a ele: "Peça a Jesus para perdoar você, chame por Jesus!". Esse homem morreu chamando: "Jesus! Jesus!". Você acha que Deus escutou isso da boca de um moribundo? Será que o Filho de Deus, que desceu da glória dos céus para morrer e salvar pecadores iria rejeitar essa alma contrita? O "Jesus" de muitos religiosos por aí talvez dissesse: "Infelizmente agora não adianta me chamar. Você não frequentou a igreja, não jurou obediência ao pastor, não foi batizado, não deu o dízimo..."

O verdadeiro evangelho anuncia que Jesus é o Salvador, pois “Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito — Jesus — para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna!” (Jo 3:16). E não só isso: Deus também dá a certeza de que esta salvação já pode ser desfrutada aqui e agora! Não se trata de uma incógnita que vai acontecer no futuro. Jesus disse: “Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna” (Jo 5:24).

Quando você ouve? Em algum momento de sua vida. Quando você crê? Em um lapso de segundo. Quando você tem vida eterna? No momento em que crê. E o juízo final? Você não entrará nele, foi o que Jesus prometeu. Ele não disse "terá a vida eterna" ou "talvez tenha" ou "quem sabe... porventura... quiçá...". Não! Ele disse "tem a vida eterna, não entrará em juízo, mas passou da morte para vida".

Quanto tempo leva para alguém crer? Um átomo de segundo. Pense assim: Se os homens projetam aeronaves com dispositivos que permitam aos passageiros escapar com vida no menor tempo possível, por que Deus iria projetar uma salvação que não permitisse uma alma escapar da condenação eterna no tempo que leva para se crer em Jesus?

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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