As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
ATENÇÃO: POR FALTA DE TEMPO SÓ RESPONDEREI PERGUNTAS INÉDITAS. NÃO RESPONDO NO WHATSAPP.
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Para quê gravar esses vídeos?



https://youtu.be/fl4hX5pC-lg

Vou logo avisando que desta vez não vou ministrar a Palavra ou responder dúvidas sobre a Bíblia. Alguém que assistiu meus novos vídeos nos quais eu canto no aplicativo Smule e perguntou: "Para quê gravar esses vídeos?", ao que eu responderia: "Por que não gravar?".

A verdade é que descobri o aplicativo Smule e isso despertou em mim um hobby dos tempos de adolescente. Eu gostava muito de cantar, cheguei a ganhar de presente uma escaleta, que é aquele teclado de sopro, e também tinha gaitas ou harmônicas. Mas como não dava para cantar e soprar ao mesmo tempo, quando entrei na faculdade decidi pegar o violão emprestado de minha irmã, que estudou mas não tocou, e comprei uma pilha de revistas de melodias cifradas para violão.

Com as revistas de cifras aprendi alguma coisa de notação musical. Anos depois eu ajudaria na escolha e tradução de hinos para uma nova versão do hinário que usamos nas reuniões com os irmãos congregados somente ao nome do Senhor. Não, eu não sei ler partitura, tudo que sei é que quando a bolinha sobe eu devo subir, e quando a bolinha desce eu devo descer.

Mas foi só eu começar a cantar no Smule que comecei a receber perguntas, sugestões e até críticas. Uma das perguntas foi: "Por que a pinta em seu lábio inferior trocou de lado? Nos vídeos ela costumava estar do lado direito e agora aparece do lado esquerdo". Esta foi fácil: O Smule inverte a imagem do vídeo, talvez para evitar que algum aproveite para fazer ali propaganda de marcas ou mandar mensagens políticas.

Outro sugeriu: "Ao invés de publicar seus vídeos de hinos do Smule no canal 'O que respondi' do YouTube, por que não criou um canal só para os hinos?". A resposta é que eu queria conseguir um maior alcance e audiência, como qualquer escritor, ator, cantor ou até fabricante deseja para seu trabalho ou produto.

Mas ninguém é obrigado a ouvir todos os meus "produtos". O YouTube possui a opção Playlists que permite dividir o conteúdo de um canal em diferentes pastas. No canal Respondi existe uma playlist chamada Smule e outra para os comentários (aqueles áudios com tela preta). Faço isso também em meus outros canais. Então se você tiver interesse só em música ou só em ministério, escolha a playlist que desejar.

Além de um canal particular que uso mais para publicar vídeos da família, tenho outros três canais no YouTube: TV Barbante foi o primeiro, e neste momento conta com pouco menos de 30 mil assinantes que são avisados de novas publicações. O Evangelho em 3 Minutos foi meu segundo canal, agora com quase 70 mil assinantes. Finalmente criei o canal O que respondi com cerca de 388 mil seguidores.

Quando decidi publicar os vídeos de hinos pensei: "Em qual destes dois últimos canais publicar?". A resposta me pareceu óbvia. Se eu criasse um novo canal só para hinos, a audiência seria zero. Levaria muito tempo até promover o endereço e as pessoas ficarem sabendo. Então o número de assinantes pesou na decisão. Se fosse começar hoje eu teria apenas dois canais, a TV Barbante, para meu trabalho profissional, e um só voltado ao evangelho dividido em diferentes playlists. O alcance seria muito maior.

À medida que vou cantando e gravando também percebo outras vantagens do aplicativo. Uma é alcançar pessoas que de outra maneira eu nunca alcançaria. Como no ditado "Para quem sabe ler todo pingo é letra", para quem gosta de evangelizar ou ministrar a Palavra todo novo contato tem potencial. De repente passei a ser seguido por pessoas de todo o mundo que de algum modo podem ter sua curiosidade despertada para saber quem é esse cantor mambembe e me buscar no Google. 

Como tenho alguns milhares de páginas na Internet, nunca me esqueço do que disse um amigo, "Quando faço uma busca por 'automóvel' aparece 'Mario Persona', se busco por 'casa' aparece 'Mario Persona'. Poxa! Você está em todas!". Isso me faz lembrar das passagens: "O que vos digo em trevas dizei-o em luz; e o que escutais ao ouvido pregai-o sobre os telhados... E ninguém, acendendo uma candeia, a cobre com algum vaso, ou a põe debaixo da cama; mas põe-na no velador, para que os que entram vejam a luz." (Mt 10:27; Lc 8:16). 

Mas percebi também outras vantagens deste meu novo hobby, além, é claro, de colocar em prática o ditado "Quem canta seus males espanta". Não que eu tenha males assim tão malignos, mas a vida sempre nos estressa de alguma maneira e muita gente já descobriu no canto uma maneira de liberar a pressão. Outra coisa é que cantando em inglês me ajuda a melhor minha pronúncia, e isso já gerou outra pergunta: "Por que você canta tantos hinos em inglês e poucos em português?".

Além da razão que acabei de dar, os arranjos dos hinos em inglês costumam ser muito mais bem elaborado. Além disso qualquer nativo dessa língua, até mesmo incrédulos, aprendeu os mais famosos hinos cristãos ainda criança e sabe cantar com a mesma facilidade que cantamos "Parabéns a você". Por isso você encontra muitos cantores seculares, como Elvis Presley e Johnny Cash, com discos só de hinos. Se eles eram convertidos ou não, isso deixo para o Senhor decidir, mas certamente vislumbraram um mercado importante no segmento gospel, por isso gravaram.

A consequência disso é existir mais gente no mundo que, além de falar inglês, conhece os hinos tradicionais nessa língua. No Brasil, cristianizado por católicos, fomos muito mais influenciados pelas cantigas marianas do que de louvor puro e bíblico ao Senhor Jesus. Antes de sua real conversão a Cristo minha mãe, muito católica, limpava a casa cantando "Salve, salve, salve rainha..." e canções semelhantes, e isto ajuda a explicar muita coisa.

Mas é certo que muitos cantores cristãos brasileiros cantaram hinos tradicionais, mas a leva gospel moderna de crianças pidonas tem gerado canções com letras horríveis, do tipo "Eu quero poder, Eu quero bênção, Destrói meus inimigos Senhor...". Ou então cheio de mentiras e promessas vazias: "Deus tem uma grande obra para você! Hoje você vai receber tudo que sempre desejou! Uma bênção está vindo!" Tudo muito de exaltação ao próprio ego, tipo "eu, eu, eu...", pouco exaltando a ELE que é digno de louvor.

Antes que me esqueça, descobri mais uma utilidade deste aplicativo Bom-Bril que é o Smule: Fazer companhia ao meu filho Pedro, que sofre de paralisia cerebral, é cego, mas gosta de ouvir música o dia inteiro. Os vídeos eu transformo em MP3 e coloco num pendrive para tocar no aparelho do quarto dele. Assim ele, que não pode me enxergar, escuta minha voz e fica todo feliz achando que passo o dia cantando em seu quarto.

Eu já imaginava que alguns não iriam entender exatamente o que é o aplicativo e poderiam pensar que estou cantando presencialmente ao lado de outras pessoas, principalmente mulheres. Por minha voz ser extremamente grave é natural que procure cantoras para fazer dueto e assim produzir um tempero melhor de vozes. Mas sempre tem alguém que pergunta se arranjei uma namorada ou critica, dizendo que essa mulher não é par amim. Outro, um homem, reclamou dizendo: "Não gosto quando vejo você cantando com mulheres". Ele não disse a razão, mas pode ser qualquer uma por talvez não entender o que é o aplicativo. Será que não acha normal homens tirarem fotos ao lado de mulheres?

O Smule é um karaokê virtual, e ao contrário do que pensou o que me escreveu, não canto apenas com mulheres, canto com homens também. Muitos têm dificuldade por não entenderem como funciona. Nenhuma das pessoas cantando ali se conhece. Uma canta um trecho de uma música, com vídeo ou não, grava e publica. Outra depois, do mesmo ou de outro país, grava a outra parte. Nunca se viram, nunca se encontraram, nunca se conheceram.

A segunda pessoa apenas canta usando como base ou playback o que a primeira gravou, e dependendo da canção pode existir uma dúzia de versões com diferentes pessoas fazendo o dueto. Ou até grupos de 50 pessoas cantando ao mesmo tempo como num coral, cada uma de um país diferente e gravando cada parte em dias e horários diferentes. Interessantes são os grupos de cantores profissionais que cantam peças da Broadway, às vezes até vestidos como os personagens da peça.

Pense em quando você vai tomar banho e no rádio uma cantora está cantando uma música que você conhece. Aí você gosta da música e começa a cantar com ela. Poderia eu escrever para você e dizer que não gosto quando você canta pelado com uma mulher? Claro que não, pois qualquer pessoa inteligente saberia que você está apenas usando o que outra pessoa gravou como fundo para cantar.

Pense em outra situação, que é comunicação com os mortos: a Bíblia proíbe consultar espíritos ou querer saber o que eles teriam a dizer, mesmo porque quem irá atender na outra ponta será um demônio bom em imitação. No entanto, em um certo sentido, estamos escutando mortos falarem sempre que lemos um livro ou escutamos uma gravação de um autor já falecido. Escutamos sua voz, aprendemos com ele, mas o fato de ele escrever ou falar, e você ouvir, ocorre em momentos e dimensões totalmente diferentes. Então não estamos literalmente escutando um morto falar; estamos lendo um livro ou escutando algo que ele gravou em seu tempo e lugar. Simples assim.

Mas não é só no Smule que canto com mulheres. Canto ao lado de vozes femininas, e isto presencialmente, quando estou congregado ao nome do Senhor e todos cantamos juntos, irmãos e irmãs. O mesmo acontece quando nos encontramos informalmente para comer um lanche, conversar das coisas do Senhor e cantar, aí usando até instrumentos musicais, algo que não fazemos no louvor quando congregados por não ter base bíblica. Aliás, até uma pergunta assim já recebi: "Você disse que o cristão não pode usar instrumentos musicais, como é que está cantando com acompanhamento?!".

Espero ter esclarecido a quem possa ter tido uma impressão equivocada desta prática de cantar no ambiente virtual. Geralmente as dúvidas e resistências surgem quando a pessoa não está habituada com as novas tecnologias ou não entende como funciona o aplicativo. Pense numa TV ligada e você na sala cantando junto com a artista que está se apresentando, enquanto você grava tudo em seu celular para enviar aos amigos. É isso que acontece. Ou você acreditou que aquele bebê de fraldas dançando "Single Ladies" na frente da tela da TV com a Beyoncé estava mesmo participando do show da cantora?

Reconheço que as novas tecnologias realmente confundem as pessoas que acabam tendo uma impressão equivocada da realidade. Hoje a tecnologia já consegue colocar mortos e vivos num mesmo palco cantando juntos.  Se pesquisar por hologramas verá essas interações que já estão se tornando cada vez mais comuns.É de arrepiar, não é mesmo? Mas se pensar que na virada do século 19 para o 20 muitos cristãos ainda não se deixavam fotografar por acharem que aquilo era feitiçaria, é compreensível que ainda não estejamos muito à vontade com as novas tecnologias. Imagine sua bisavó vendo você fazer uma selfie!

Mas acho que a experiência mais significativa foi quando cantei um hino em inglês que é essencialmente evangelístico e logo vi que que uma jovem muçulmana da Indonésia começou a me seguir no Smule. 

Alguns países de população muçulmana até bloqueiam material cristão na Internet. Anos atrás brasileira morando na Arábia Saudita contou que não conseguia assistir aos vídeos de "O Evangelho em 3 Minutos" naquele país pois eram bloqueados.

É provável que a jovem muçulmana que começou a me seguir fale inglês fluente, como muitos de seu país que são cristãos e me seguem. Já pensou na possibilidade de o Senhor usar a letra desse hino para tocar o coração daquela jovem muçulmana? O hino que gravei, "In Christ alone" de de Natalie Grant, tem uma letra que é evangelho puro do começo ao fim. Veja uma tradução livre que fiz para o Português, alterando o original apenas para conseguir rima. 

Dificilmente alguém poderia discordar de uma letra tão completa falando do Evangelho, mas como sempre tem alguém que é do contra, logo recebi a mensagem de um irmão apavorado, dizendo que uma mulher, que se diz cristã, o alertou que se ele escutar um hino que diz "sou dEle e Ele é meu" ele será condenado ao inferno, pois ninguém pode dizer "Cristo é meu". Inacreditável de quê são capazes os que foram instruídos na ignorância bíblica e superstição do pentecostalismo. Só me esqueci de perguntar a ele como foi que ela o alertou disso sem ela própria dizer "Cristo é meu".

Só em Jesus
(versão Mario Persona)


Só em Jesus esperarei, ele é minha luz, força e canção;
Na Rocha firme eu estarei, seja dor ou provação.

Que grande amor, que paz real, me dá Jesus em meu andar,
Consolador, em meio ao mal, de seu amor vou desfrutar.

Em carne veio ao mundo vil, o Filho Eterno aqui desceu;
Num frágil corpo aqui se viu, e rejeitado padeceu.

Quando na cruz Jesus morreu, para o seu Deus satisfazer;
Os meus pecados recebeu, por sua morte vou viver.

Na sepultura o corpo jaz, escuridão e não mais luz;
Foi ressurgir, Oh, que solaz! Já vive agora meu Jesus!

E vitorioso reviveu, me libertou da perdição;
Pois dele sou, e Cristo é meu, seu sangue trouxe-me perdão.

Sem culpa e medo de morrer, foi Cristo quem fez isso em mim;
Até o dia em que viver, Cristo me susterá assim.

Pra mim não há condenação, das mãos do Pai não sairei;
Até o dia em que chamar, os salvos e então irei.

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)


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