As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?



https://youtu.be/3qz-_KUgzMY

Compreendo sua preocupação com o rumo atual da cristandade. Sabemos muito bem que, conforme chegassem os últimos dias, a apostasia iria tomando conta da igreja professa. E isso que observamos ao redor é apenas o começo.

É bom saber também que deseja alertar os crentes para que voltem às origens, ou seja, a Palavra de Deus. Quando Paulo se despediu dos anciãos de Éfeso, ele já previa que o rebanho estaria ameaçado pelos lobos, que viriam de fora tentando destruir as ovelhas, e também pelos de dentro, que falariam coisas alteradas para atrair os discípulos após si. Estes são os criadores de divisões e denominações, que hoje separam o povo de Deus (Atos 20.28-32). E diante do que viria pela frente, Paulo não os entrega a alguma tradição, organização ou dogma doutrinário, mas somente "a Deus e à Palavra da Sua graça" (vers. 32).

Os cristãos naquele tempo não estavam reunidos em denominações, não eram identificados por diferentes nomes, não tinham escolas de teologia para formação de líderes, não estavam sujeitos ao pastoreio e ministério de um só homem, não pertenciam a sistemas eclesiásticos e nem estavam comprometidos com a política deste mundo. Eram estrangeiros neste mundo e, em simplicidade, reuniam-se em casas ou onde fosse conveniente, para perseverar "na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações" (Atos 2.42).

Se por um lado fico contente por saber que deseja alertar os cristãos sobre isso tudo, por outro fico curioso por saber como fará isso, estando pessoalmente comprometido com o sistema denominacional, onde, inclusive, ocupa uma posição clerical. A volta aos princípios do Novo Testamento não tem meio termo, e temo que para alguém numa posição como a sua seria uma mudança extremamente drástica. Mas, se for operada pelo Espírito Santo de Deus, será talbém algo a que você não poderá resistir... a menos que endureça o seu coração. Espero não ser este o caso.

Jamais voltaremos a ter a Igreja na glória e poder do primeiro amor, como era no princípio. Deus não está reavivando ou renovando ou restaurando a Igreja. Esta, no que se refere ao testemunho deixado nas mãos dos homens, falhou e será julgada. Refiro-me ao testemunho exterior com seus falsos professos, e não aos verdadeiros crentes. Estes não entrarão em juízo.

A grande meretriz de Apocalipse é o final do filme que hoje assistimos. Aquilo nada mais é do que a grande cristandade, rica, ávida de poder. Estaremos perdendo nosso tempo e olhando na direção errada, se buscarmos uma restauração da Igreja. Como testemunho neste mundo, ela foi um fracasso e está em ruínas. Como Igreja, noiva do Cordeiro, ela é gloriosa, sem mancha e nem mácula (é assim que Deus nos vê). O que Deus deixou nas mãos dos homens - o testemunho - ficou em ruínas. A parte que coube a Deus - conservar pura a noiva de Seu Filho - continua perfeita. É a pérola de grande valor tirada do mar das nações.

O que devemos esperar hoje? A vinda do Senhor para nos buscar. Nada mais. Nenhuma grande coisa, nenhum grande poder, nenhum grande crescimento numérico. Ele pode vir hoje, e seremos arrebatados para nos encontrarmos com Ele nos ares. Bendita consolação! Esta é nossa esperança para HOJE. Não para amanhã ou depois; não para após uma suposta restauração da Igreja, que nunca se dará; e nem para uma conversão deste mundo que jaz no maligno.

E estaremos errando se postergarmos nossa esperança do encontro com o Senhor esperando que todos os povos sejam antes alcançados pelo Evangelho. O versículo (Mateus 24.14) que muitos usam para tentar justificar isso refere-se ao Evangelho do Reino, que João Batista pregava, e não ao Evangelho da Graça, que pregamos à semelhança de Paulo e dos primeiros discípulos. O primeiro dizia: "Arrependei-vos, porque é chegado o reino do céus" (Mateus 3.2). O segundo proclama: "Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo" (Atos 16.31). Como nos dias que antecederam a vinda do Rei, que foi então rejeitado, o Evangelho do Reino voltará a ser pregado, após o arrebatamento, por aqueles que se converterem durante a tribulação. Dessa vez Ele virá em poder para julgar as nações.

Tal é a nossa esperança quanto ao que virá. Mas, quanto ao que já é, temos nossa responsabilidade, e esta é de nos conservarmos separados de toda iniquidade - tudo o que desonra o nome do Senhor. "Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade" (2 Timóteo 2.19). Quando alguém entende o mal que há hoje no sistema denominacional, o primeiro passo a ser dado é obedecer ao mandamento de Deus, apartando-se do mal.

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