As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Seria Jeova Deus-Pai no Antigo Testamento?



https://youtu.be/Huh02pivNJE

Você escreveu dizendo que viu uma resposta que dei dizendo que Jeová ou Senhor dos Exércitos no Antigo Testamento teria sido Jesus, e perguntou quem seria Deus-Pai ali, e se não teria sido ele quem se manifestou aos hebreus.

No Antigo Testamento os israelitas não tiveram um relacionamento com o Pai e há poucas citações que falem de Deus como Pai, mas sempre no sentido de Criador e Cuidador, não no sentido do parentesco revelado por Jesus nos evangelhos. Os judeus consideravam digno de morte quem chamasse a Deus de Pai, como consideram também hoje os muçulmanos, que se basearam no Antigo Testamento. A revelação de Deus Pai é um privilégio da Igreja. Bruce Anstey, em seu livro "Definições Doutrinais, comenta:

A posse da vida eterna, em seu sentido Cristão, envolve quatro coisas:

1) CONHECER A DEUS COMO PAI (Jo 17:3). Isso exigiu a vinda de Cristo ao mundo para revelar o Pai (Jo 1:18, 14:6-11). J. N. Darby disse: "A revelação do nome do Pai traz consigo a vida eterna" (Notes and Jottings, pág. 102). H. Nunnerley disse: "A vida eterna é uma vida de comunhão, de participação nas relações divinas, um conhecimento prático do Pai e do Seu Enviado" (Scripture Truth, vol. 1, pág. 197). ("Pai" é usado algumas vezes no Velho Testamento em referência a Deus, mas está indicando Seu cuidado para com Seu povo como um pai guia e cuida de sua família, não é usado como um nome de Deus revelando Sua Pessoa como tal, como é revelado no Novo Testamento. Alguns exemplos são: Is 63:16, 64:8; Jr 3:4)

2) CRER EM CRISTO O FILHO DE DEUS (Jo 3:16, 36, 5:24, 6:47; Rm 6:23, etc.).

3) CONHECER A OBRA CONSUMADA DE CRISTO NA CRUZ (Jo 3:14-15).

4) SER HABITADO PELO ESPÍRITO SANTO (Jo 4:14), que traz o crente em um relacionamento com o Pai e com o Filho. F. G. Patterson disse: "Nós temos a vida eterna em Cristo – Cristo vive em nós, e esta vida eterna nos leva à comunhão com o Pai e o Filho, o que não poderia acontecer até que o Pai fosse revelado n’Ele e o Espírito Santo ser dado, pelo Qual nós a apreciamos" (Words of Truth, vol. 3, pág. 178). A. C. Brown disse: "A vida eterna refere-se à vida de Deus desfrutada em comunhão com o Pai e o Filho por meio do Espírito Santo que habita em nós" (Eternal Life, pág. 4).

Assim, enquanto os santos do Antigo Testamento eram sem dúvida nascidos de novo (e assim tinham a vida divina), eles não poderiam ter tido vida eterna, simplesmente porque o Senhor Jesus ainda não tinha vindo para revelar o Pai, nem tinha sido revelado como o Filho de Deus, nem tinha consumado a redenção, nem havia subido ao alto para enviar o Espírito Santo. H. M. Hooke disse: "Fiquei muito impressionado ao examinar as Escrituras do Antigo Testamento e não encontrar uma única passagem mencionando um santo do Antigo Testamento que tivesse a vida eterna; ela não era conhecida" (The Christian Friend, vol. 12 [1885], pág. 230).

Perguntaram a J. N. Darby: "Não tinham, os santos do Antigo Testamento, vida eterna?". Ele respondeu "Com relação aos santos do Antigo Testamento, a vida eterna não fazia parte da revelação do Antigo Testamento, mesmo supondo ainda que os santos do Antigo Testamento a tiveram" (Notes and Jottings, pág. 351) Ele também disse: "O conhecimento de Deus, mesmo do Pai e do Filho, o Espírito de filiação, a consciência de estar em Cristo e Cristo em nós, a comunhão com o Pai e o Filho, nada disto os santos do Antigo Testamento possuíam" (Collected Writings, vol. 10, pág. 26). F. G. Patterson disse: "Não se pode dizer que eles [os santos do Antigo Testamento] tiveram vida eterna. Ela só foi trazida à luz por meio do evangelho (2 Tm 1:10; Tt 1:2, etc.)" (Scriptures Notes and Queries, pág. 66).

Ensinar que os santos do Antigo Testamento tinham a vida eterna obscurece a distinção entre os dois Testamentos e as bênçãos e privilégios que distinguem a Igreja de Israel. É um erro da Teologia do Pacto, que vê Israel e a Igreja como um só povo com bênçãos iguais. — "Definições Doutrinais", Bruce Anstey.

https://definicoesdoutrinais.blogspot.com/2017/05/vida-eterna.html

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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