As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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O que você acha do menino que disse ter ido ao céu?



https://youtu.be/j9T8zl0_90I

Você disse que viu um filme, que é baseado em um livro que conta a história como sendo real de um menino que voltou de uma cirurgia dizendo ter ido ao céu. Não vi o filme e nem li o livro, e também não pretendo fazê-lo, mas em um comentário li que o garoto teria contato uma porção de coisas que viu por lá. Nunca posso contestar uma experiência ou visão, mas posso duvidar da explicação disso.

As EQMs ou Experiências de Quase Morte são isso mesmo: Quase morte. Não são experiências de morte e esse menino também não morreu. Então não se pode querer confiar em relatos que podem ser peças pregadas pela mente ou ilusões criadas por drogas anestésicas em situações como a de um garoto que volta à consciência depois de uma cirurgia. Deve-se levar em conta que o pai do menino e autor do livro é pastor protestante, mas isso não invalida o ditado de que quem conta um conto aumenta um ponto.

É mais ou menos como naqueles filmes nos quais você lê "Baseado em fatos reais", que são mais baseados do que fatos reais. Os espíritas adoram essas histórias porque "confirmam" as histórias contadas pelos demônios que incorporam seus médiuns. Existem mais livros e filmes como esse, de pessoas que viajam na maionese indo, não só ao céu, mas visitando até o inferno. Quem acredita neles não foi avisado de que o inferno está vazio e só será ocupado quando a besta e o anticristo, e depois o próprio diabo, forem lançados neles. Então todas as histórias horríveis que esses falsos profetas contam de suas viagens ao inferno não passam de mentira.

Na ressurreição de Lázaro temos um caso de alguém que realmente morreu, que estava morto por quatro dias e voltou, mas nada é dito de que ele tenha escrito um livro ou se tornado palestrante do que viu no céu. Se ele esteve no céu ou Paraíso nesse intervalo, deve ter voltado do mesmo modo como Paulo voltou, ou seja, sem poder falar de sua experiência, mesmo porque ela não seria compreendida pela mente humana criada para viver no tempo e no espaço. Paulo escreve:

"Conheço um homem em Cristo que há catorze anos (se no corpo, não sei, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe) foi arrebatado ao terceiro céu. E sei que o tal homem (se no corpo, se fora do corpo, não sei; Deus o sabe), foi arrebatado ao paraíso; e ouviu palavras inefáveis, que ao homem não é lícito falar." (2 Co 12:2-4).

Minha opinião, portanto, é que o caso desse menino não passou de uma ilusão produzida provavelmente por medicamentos e turbinada pelas crenças cristãs que recebeu de seu pai, enquanto os casos dos pregadores que ganham dinheiro contando coisas semelhantes não passam de mentira deslavada.

Se esse tipo de experiência realmente ocorresse teríamos casos hindus voltando à vida contando que o além mais parece um zoológico repleto de deuses de múltiplos braços, vacas e elefantes enfeitados com grinaldas de flores. Quem retornasse do Paraíso islâmico contaria ter encontrado lá setenta e duas virgens de olhos negros, pele branca e cabelos pretos, que não ficam menstruadas, não evacuam e são perfeitamente depiladas. E aqueles que sempre foram ateus diriam que foram, voltaram, e não viram absolutamente nada.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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