As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Como tratar parentes Testemunhas de Jeova?



https://youtu.be/bHSKr62JpUg

Você disse que me viu citar alguns versículos para mostrar que não devemos receber e nem cumprimentar pessoas de religiões que negam a divindade de Cristo, como Testemunhas de Jeová, Mórmons, Espíritas etc. Então sua dúvida é como proceder com os parentes dessas religiões. Será que você não poderia mais ter nenhum contato com eles? E se morarem na mesma casa? E se for o cônjuge?

As passagens que devo ter citado são estas que vou apresentar a seguir, e o contexto é dos que negam que Jesus "veio em carne", para o que ele precisaria já existir como Deus na eternidade. As passagens não estão falando de Jesus apenas "nascer" em carne, mas "vir" em carne, o que indica que ele tinha pré-existência e estava em algum outro lugar antes de vir. Sabemos de sua pré-existência por ele ser Deus, e também de ter descido do céu para poder ser também Homem sem deixar sua divindade.

"Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo...  Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo. Olhai por vós mesmos, para que não percamos o que temos ganho, antes recebamos o inteiro galardão. Todo aquele que prevarica, e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho. Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras." (1 Jo 4:1-3; 2 Jo 1:7-11).

Repare que a passagem fala de quando alguém dessas crenças "não traz esta doutrina", a doutrina da divindade, de que Jesus é Deus e Homem em carne. Ou seja, isso não significa que você não deva mais olhar para o seu cônjuge se ele duvidar da divindade de Cristo, mas certamente deverá virar as costas para ele se tentar derramar sobre você o veneno de uma doutrina anticristã como é ensinada entre as Testemunhas de Jeová, Mórmons e Espíritas das mais variadas vertentes.

Quando é um dos cônjuges que pertence a alguma dessas religiões, isso não deve ser motivo para o cônjuge crente em Cristo se separar. Se a outra parte quer continuar no engano, a responsabilidade é dela. Quanto ao crente, este não deve fazer nada e nem estragar seu casamento, mas certamente não irá seu cônjuge aos cultos e trabalhos da religião falsa. A Palavra de Deus aconselha:

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher. Mas, aos outros, digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher descrente, e ela consente em habitar com ele, não a deixe. E se alguma mulher tem marido descrente, e ele consente em habitar com ela, não o deixe. Porque o marido descrente é santificado pela mulher, e a mulher descrente é santificada pelo marido. Doutra sorte, os vossos filhos seriam imundos; mas, agora, são santos. Mas, se o descrente se apartar, aparte-se; porque neste caso o irmão, ou irmã, não está sujeito à servidão; mas Deus chamou-nos para a paz. Porque, donde sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, donde sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?" (1 Co 7:10-16).

No mais, procure testemunhar com palavras e com sua vida acerca da salvação que há em Cristo Jesus. A admoestação de 1 Pedro eu creio que possa servir também para maridos, no sentido do comportamento a ser adotado diante da parte incrédula: "Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra, considerando a vossa vida casta, em temor." (1 Pe 3:1-2). O que deve ser evitado é todo confronto ou a insistência e indiretas sobre o assunto. "Porque o espremer do leite produz manteiga, e o espremer do nariz produz sangue, e o espremer da ira produz contenda." (Pv 30:33).

Mas como proceder quando somos abordados por Testemunhas de Jeová e pessoas de outras religiões que negam a divindade de Cristo? Depende muito do quanto você estaria preparado para não deixá-las falar e entregar a mensagem do evangelho de forma rápida e precisa, como num golpe rápido dea espada da Palavra.

Na maioria das vezes eu encerro a conversa sem nem mesmo começá-la, mas às vezes o Senhor pode abrir uma fresta para evangelizar. Uma vez duas mulheres Testemunhas de Jeová, uma jovem e uma idosa, me abordaram tentando me entregar uma revista da Torre de Vigia e eu imediatamente coloquei minhas mãos para trás para elas desistirem de entregar o impresso e não deixei que falassem.

Então apresentei numa mensagem rápida o evangelho, de como Deus amou ao mundo de tal maneira que deu seu Filho para morrer numa cruz e pagar por nossos pecados em nosso lugar. Também falei de como Cristo ressuscitou em um corpo tangível e perfeito, e que os que creem nele também irão ressuscitar ou ser transformados à semelhança dele.

Falei da maravilhosa certeza e alívio que é saber que todos os meus pecados já foram pagos na cruz e que não entrarei no juízo final, pois Cristo sofreu a pena em meu lugar ali na cruz. Deixei claro que essa certeza nenhuma religião pode dar, porque somente o sangue de Jesus nos purifica de todo pecado. Como sabemos que é a Palavra de Deus que tem poder, com um pouco de treino você também conseguirá introduzir versículos da Bíblia em sua fala sem precisar dizer livro, capítulo e versículo. Você deve ter identificado alguns no que eu disse até aqui.

Enquanto eu falava, a mulher mais nova tentava me interromper e eu não deixava, cortando todas as suas tentativas, porque eu sabia que daquela boca não ia sair coisa alguma que glorificasse a Deus, mas só argumentos diabólicos que sempre têm algum poder de contaminar.

A estratégia das Testemunhas de Jeová nessa hora é levar a conversa para a profecia, e muitos cristãos caem nessa armadilha e tentam contestar o entendimento que eles têm das passagens proféticas. Mas não deixei isso acontecer, porque não é pelo entendimento da profecia que alguém será é salvo, mas por crer no Salvador e em sua obra consumada.

Por outro lado, percebi que a idosa cada vez mais arregalava os olhos numa expressão de surpresa e a boca entreaberta denotava sua mudez diante da graça de Deus. As Testemunhas de Jeová pregam boas obras e o pertencer à organização como meios de salvação, e eu estava ali falando da graça, que na corrupta Bíblia que eles publicam tem até uma tradução muito boa, que é "favor imerecido". Encerrei a conversa e quando já fazia menção de sair dali sem deixar a mais nova falar, foi a vez da idosa, com lágrimas nos olhos, dizer: "Eu nunca tinha escutado isso antes!".

Espero que isto explique melhor qual deva ser sua atitude diante de pessoas que trazem doutrina anticristã, que negam a divindade do Senhor Jesus, o Verbo Criador de todas as coisas. No mais, não vejo problema em trabalhar para alguém dessas crenças ou ter funcionários que pertençam a essas religiões. O cristão não deve ser preconceituoso no seu trato com as pessoas nos assuntos desta vida, mas deve apenas se resguardar quando se tratar de doutrinas malignas. Também não vejo problema em tratar bem familiares que estejam nesse erro.

Para ter um certo grau de paz na convivência com colegas, funcionários e familiares dessas religiões o melhor é evitar a todo custo se meter em discussões e debates, principalmente sobre assuntos que ficam longe da cruz de Cristo e de sua obra consumada. Só conseguimos matar a serpente quando a trazemos para a rocha em terreno aberto e sem os arbustos de doutrinas, filosofias e formas de pensar.

Cristo morreu, Cristo ressuscitou — este foi o evangelho que Paulo disse que pregou no capítulo 15 de 1 Coríntios, e é só isso que importa para um pecador perdido, independente da crença que professe. Você não vai levar ninguém à salvação que há em Cristo discutindo profecia, igreja, arrebatamento, dispensacionalismo, Grande Tribulação, 144 mil, reino, milênio, anticristo etc. Tentar explicar essas coisas para um incrédulo é perda de tempo. Até entre cristãos genuínos existem diferentes opiniões nesse campo. O incrédulo precisa do evangelho da graça de Deus, não de um curso de teologia.

Portanto o mais importante é impedir que venham até você com a intenção de trazer sua doutrina maligna, mas não em outras situações. Por exemplo, se o entregador de pizza é Testemunha de Jeová, Mórmon, Espírita, Macumbeiro ou de que religião for, não me interessa. Se ele bater em meu portão para enregar a pizza eu o receberei de bom grado.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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