As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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E' pecado maltratar animais?



https://youtu.be/C8seo0Gt2R8

Qualquer ato de perversidade é pecado. O cristão não deve ser perverso e nem fazer sofrer os animais, pois Deus não se agrada de atos de maldade. Quando o Senhor repreendeu a Jonas por sua falta de compaixão para com a população de Nínive, que foi salva de ser dizimada por seu pecado, Deus mencionou os animais.

"E disse o SENHOR: Tiveste compaixão da aboboreira, na qual não trabalhaste, nem a fizeste crescer; que, em uma noite, nasceu e, em uma noite, pereceu; e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais?" (Jn 4:10-11).

Se, por um lado, é um pecado maltratar animais, por outro é errado também cair no outro extremo que é o de tratar animais como seres humanos. Deus deixou clara a distinção entre todos os seres vivos e o homem no Éden, primeiro por fazer o homem à sua imagem e semelhança, e segundo por soprar nele o fôlego da vida, algo que não aconteceu com outros seres vivos. "E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente." (Gn 2:7).

Seres humanos têm espírito, animais não. Seres humanos nunca mais deixam de existir a partir do momento em que são concebidos, animais terminam sua existência na morte. Talvez isso deixe você chocado, mas se incluir no mundo animal os vírus e bactérias patogênicas, ficará mais fácil aceitar que deixam de existir na morte.

Outro ponto a ser considerado é que Deus deu ao homem o poder de dominar sobre todos os outros seres vivos, dando a ele mais tarde também os animais como alimento, além de pedir que fossem usados como sacrifícios que prefiguravam o sacrifício maior e eterno que um dia o próprio Deus faria entregando seu próprio Filho à morte.

"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra." (Gn 1:27-28).

"E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra. E será o vosso temor e o vosso pavor sobre todo animal da terra e sobre toda ave dos céus; tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar na vossa mão são entregues. Tudo quanto se move, que é vivente, será para vosso mantimento; tudo vos tenho dado, como a erva verde." (Gn 9:1-3).

Vivemos numa época quando a humanidade despreza a ordem estabelecida por Deus e constrói sua própria sociedade decidindo seus próprios valores. Quer um exemplo? Na Bíblia Deus estabeleceu uma distinção entre animais puros e impuros, estando entre os puros o gado, certas aves etc. Essa distinção tinha um objetivo figurativo pois um dia, valendo-se desses mesmos animais distintos, Deus diria a Pedro que não devia fazer distinção entre judeus e gentios, estes últimos considerados impuros até ali.

Se você fizer uma busca por "gatos" na Bíblia encontrará apenas uma citação e esta no sentido negativo. Eles estão entre os animais que habitam a terra de Edom, amaldiçoada por Deus, juntamente com "cães bravos". Gatos eram valorizados entre os egípcios, como a arqueologia demonstra, mas isso na categoria de divindades. Afinal, até escaravelhos, alguns dos quais se alimentam de carniça ou vivem rolando bolas de excremento, tinham seu lugar no panteão das divindades egípcias.

Os cães, que assim como os gatos deviam ter sua utilidade respectivamente no controle dos roedores e na proteção da casa, não eram tão apreciados nos tempos bíblicos como o são nas sociedades modernas ocidentais (acredito que no Oriente os cães sejam mais apreciados pelo sabor). Na Lei de Moisés os cães eram tidos em baixa estima, e o preço de um cão era equiparado ao salário de uma prostituta: "Não trarás salário de rameira nem preço de cão à casa do Senhor, teu Deus, por qualquer voto; porque ambos estes são igualmente abominação ao Senhor, teu Deus." (Dt 23:18).

Agora observe o contraste disso com a sociedade moderna. Cães e gatos são hoje elevados à categoria de animais de luxo e às vezes até incluídos no testamento como herdeiros de milionários. Aí você percebe que tem algo de muito errado na maneira como os homens decidiram conduzir este mundo à revelia de Deus. Até mesmo as leis modernas dão às vezes maior proteção a um animal de estimação do que a um ser humano, podendo um homem ser preso sem fiança por matar um animal silvestre, e outro ficar em liberdade por ser primário ao cometer um homicídio.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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