As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Por que podemos ter confianca no dia do juizo?



https://youtu.be/HxYhUe60Rgg

Você pergunta se o crente de algum modo passará pelo juízo final, e sua dúvida surgiu depois de ler 1 João 4:17, que diz: "Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo.". Para que precisaríamos de confiança no dia do juízo se não iremos passar por ele?

Entenda que existe juízo e juízo. O crente não estará diante do Grande Trono Branco de Apocalipse 20:11-15, pois ali só comparecerão os perdidos, depois de receberem seus corpos de volta, para serem sentenciados ao juízo eterno no lago de fogo. A passagem é esta:

"E vi um grande trono branco, e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu; e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus, e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.".

Repare que ali não fala nada de salvação, mas só de condenação; é uma sessão de lavratura de sentenças para os que já estão perdidos, apenas no sentido de ponderar a severidade de cada sentença de acordo com as obras de cada um praticadas na incredulidade. Até "a lavoura dos ímpios é pecado" (Pv 21:4), ou seja, tudo o que ele faz em sua condição natural de rebelião será reputado como pecado.

Mas o crente passará por um tipo de juízo ou julgamento no "Tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal" (2 Co 5:10). Será um julgamento das obras, e não da pessoa e dos pecados do crente, pois seus pecados já foram julgados em Cristo na cruz, o qual pagou com a própria vida por todos eles. "Levando ele mesmo em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, para que, mortos para os pecados, pudéssemos viver para a justiça; e pelas suas feridas fostes sarados." (1 Pe 2:24).

Vamos à passagem que gerou sua dúvida: "Nisto é perfeito o amor para conosco, para que no dia do juízo [krisis] tenhamos confiança; porque, qual ele é, somos nós também neste mundo." (Jo 4:17). Repare que  "juízo" nesta passagem é "krisis" no grego e tem a ver com o julgamento de nossas obras para galardão ou recompensa, não de nossos pecados que já foram julgados na cruz.

Agora compare com outra passagem em Romanos que fala do juízo final. Ali a palavra usada é "krima", que no dicionário grego está como "sentença condenatória, julgamento penal, sentença". "E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo [krima] de Deus?" (Rm 2:3).

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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